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4 August 2009

CHEGAM PALAVRAS....


Chegam palavras chegam recados
Chegam saudades que enternecem
Chegam palavras chegam recados
Chegam amigos que não esquecem
Dentro das cartas com as palavras
Chegam sementes que florescem.
Fernando Tordo " Chegam Palavras"


Para todos os que ainda não me esqueceram e continuam a mandar recados.
Obrigada.

7 April 2009

(2) CONVERSAS DE VELUDO


Não sou de ter amigas normaizinhas. Não tenho paciência para gente que não tem um pouco de loucura.
Que fazem coisas que ninguém espera ou que gostam de desafiar convenções.
Uma das coisas que faço é, seja onde for, no restaurante mais chic do mundo ou em casa, só como morangos inteiros, à mão. Agarro num, mergulho-o no chantilly e vou dando dentadinhas. Nunca me hei-de esquecer do ar absolutamente escandalizado do chef do Tavares quando me viu fazer isso. E eu tinha 16 anos!
O ano passado quando os Sheiks deram um concerto no Trindade, fui com um grupo de amigos vê-los e caí na asneira de calçar uns sapatos de salto muito alto, partindo do princípio que os senhores nos deixariam à porta do teatro. O que fizeram. Mas à saída, fomos informadas que só tinham arranjado lugar para os carros na Praça do Município.
É sabido que a nossa calçada portuguesa é lindíssima, mas inimiga de saltos altos. A escadaria que desce para o S. Carlos ainda aguentei. Depois, decidi que a única hipótese era tirar os sapatos, e lá fomos, cantando a plenos pulmões os êxitos acabados de ouvir, comigo descalça e de sapatos na mão.
Pois bem, eis que a semana passada, uma dessas amigas me telefonou, e depois dos cumprimentos habituais se sai com esta:
- Então, já começaste a fumar charros?
- .....
- Alôooo, estás aí?
- Estou, mas estou a pensar na resposta.
- Não há nada que pensar. É sim ou não.
- Pois, é não. Nunca fumei charros na vida, nem no meu tempo de adolescente, e não é agora que vou começar.
- Pois não sabes o que perdes.
- Mas olha lá, tu estás boa da cabeça?
- Perfeita. Os dedos é que me doem um bocado, porque dá um trabalhão a enrolar.
- ......
Confesso que comecei a ficar encanitada com a conversa. Se há coisa em que sou o mais fundamentalista possível é no que diz respeito a drogas, e não admito o argumento que erva não é droga, que faz menos mal que o tabaco, e blá, blá, blá.
- Olha lá, mas tu endoidaste? Já imaginaste se o teu marido ou o teu filho descobrem?
- Ah! Acharam uma óptima ideia. Levei um dia até conseguir enrolar o primeiro como deve ser, mas agora até já lhes consigo pôr filtro e tudo. Até forrei uma caixinha em cor-de-rosa com bolinhas ( ela adora bolas), para os guardar. Espera lá que te vou mandar por mail, para veres. Filtro? Em charros? Comecei a achar a conversa surrealista mas lá fiquei à espera de ver o mail. ( a caixinha e os ditos estão na imagem acima).
- Pois, a caixinha está muito bonita, os cigarritos também, mas se queres que te diga, acho isso uma ideia que não me agrada nada e ficava muito contente se te deixasses disso.
Esta minha amiga tem a particularidade de ser muito criativa e de me contar coisas que me põem os cabelos em pé, mas só quando me vê em ponto de rebuçado, resolve desmistificar os assuntos.
Então sai-se com esta:
- He, he, apanhei-te. Tu não me digas que ainda não aderiste à moda.
- Moda?
- Sim, criatura. Dadas as dificuldades financeiras e com o aumento do tabaco, as senhoras desataram a comprar tabaco, mortalhas e filtros, fazem os cigarros, põem-nos num maço de tabaco e em vez de gastarem 3,5€ por dia, gastam 5€ de 15 em 15 dias. Agora faz as contas.
- .....
Fiquei sem palavras. Não sabia se me ria, se me zangava com ela.
Certo é, que ainda que num tom de voz não muito alto dado que não me sentia assim muito à vontade, no dia seguinte lá fui à papelaria da esquina e perguntei:
- Tem tabaco em caixinhas e mortalhas?
- Ah, a Srª Drª também vai aderir à moda????
- Bem, não sei bem se é por ser moda, mas parece que é mais barato.
- Tenho várias marcas, conforme o gosto, e até tenho umas máquinas que fazem tudo sozinhas. É só meter lá dentro o tabaco, as mortalhas e o filtro e sai o cigarrinho já pronto.
- Hum, então dê-me o que for mais parecido com Marlboro, as mortalhas e os filtros.
Ontem passei boa parte do dia a tentar enrolar o cigarito. Mas como saía sempre tabaco, ou de um lado ou do outro, hoje voltei lá e comprei a maquineta.
Já tenho uma caixa de Marlboro cheia de cigarrinhos e são óptimos.
Só quero ver a cara da minha mãe quando puxar de um à frente dela.
Uma coisa é certa:
Nada como a necessidade para aguçar o engenho!

13 March 2009

NOS ENQUANTOS DA VIDA


Sem caneta, sem papel, sem computador. Estes são os verdadeiros posts, porque há sempre começo, meio e fim.
Há moral da história e isso significa que cheguei a algumas conclusões. As minhas pequenas verdades que formam um bloco pessoal e intransferível de elementos diversos. Os pensamentos, as mastigações mentais, os questionamentos, as saudades, as alegrias, tudo espalhado nos meus enquantos.
Enquanto ainda não é a hora. Enquanto as pessoas atrasadas não chegam. Enquanto não há peso nem lamentação por às vezes não me socializar apesar de gostar muito de pessoas. Enquanto faço panquecas e me apaixono ouvindo ao longe Katie Malua. Enquanto me estico sentada num banco de jardim cheio de árvores grandes e, debaixo dos óculos avermelhados, olho para cima vendo uns desenhos de céu entre as frestas que alguns galhos deixam. Enquanto me aqueço sob este inesperado sol, enquanto sinto o vento no rosto, enquanto o meu cabelo esvoaça sem que isso me importe. Enquanto esvazio a cabeça gritando New York New York. Enquanto me concentro no barulho do riso ao pular bem alto na cama elástica do circo, enquanto me alongo vestida com roupas desbotadas no chão do teatro. Enquanto o semáforo não fica verde, enquanto o velhinho atravessa a rua, enquanto as crianças riem.
Enquanto dura um abraço de um luto que durou dois anos a fazer.
Enquanto a vida, por poucos minutos, respira.

29 September 2008

(1) ESTE COMENTÁRIO DAVA UM POST

Muito bonito...Gostei muito...Boa semana...Volto mais tarde...
Estes e muitos outros comentários altamente interessantes são deixados em posts espalhados pela blogosfera, o que me encanita.
Felizmente não tenho dessa raça no meu blog.
É claro que para tudo existem excepções. Eu própria, às sextas-feiras, depois do comentário, desejo bom fim-de-semana. Ou, se o blog pertence a uma amiga/o que está a passar por um momento difícil, mesmo que não haja post novo, passo por lá e deixo um beijinho ou um abraço apertado.
Mas por sistema, dizer isso e nada mais é no mínimo, estranho. Assim, que me sinto privilegiada por ter quem me leia e deixe comentários consistentes, concordantes ou discordantes, que me dão imenso prazer ler, e alguns deles, davam excelentes posts.
Esta semana tive dois, sem desprimor para para todos os outros, que me deram esta ideia.
Portanto, a partir de hoje, e sempre que tal acontecer, farei um post com os melhores comentários recebidos.
Esta semana, os dois a que me refiro, foram da Cecília e da Renard.
E quem é a Cecília? Pois não sei. É uma leitora, ( suponho que seja:))), que um dia entrou pelo meu blog dentro e deixou um comentário excelente.
Como sempre faço quando alguém me visita pela 1ª vez, fui ao blog dela agradecer a visita e conhecer o blog. Dei de caras com um blog aberto só a convidados.
A minha 1ª reacção foi não publicar o comentário. Não publico comentários anónimos ou de blogs aos quais não tenho acesso.
Mas houve alguma coisa naquele comentário que me levou a publicá-lo. E em boa hora o fiz.
Ela veio depois explicar que não tem blog, que só criou aquele para ter um endereço e poder passear-se no blogobairro.
E com isso ganhei uma leitora atenta, culta, que escreve maravilhosamente, que expõe as suas ideias de uma forma clara e sustentada, enfim, uma leitora que dá gosto ler. A começar por mim, já outras pessoas lhe disseram que devia mesmo começar um blog, porque acreditamos que tem muita coisa interessante para partilhar connosco. Mas não quero aqui insistir mais, dado que já explicou por que não o faz.
Quando se decidir sabe que estarei cá para ajudar no que puder e ler o que escrever.
E aqui fica o comentário:
Velvet,
O estado de espírito que imprimiu às suas palavras é-me familiar, por tantas e tão poucas razões daquilo que se nos atravessa na vida. Podem ser um desabafo, podem ser, tão só, palavras soltas que reuniu impulsivamente.Mas isso não interessa, só a si diz respeito e não me vou armar em analista de mentes à distância.Só posso comentar o que está escrito e guardar para mim as pseudo conclusões.
E o meu comentário é este:
- Todas as incertezas revelam raciocínio
- Todas as amarguras revelam sentimento
- Todas as cegueiras revelam vontade de ver
and last, but not the least
- Every single thought show that we're alive...(and that's the ultimate solution, don't you think??)
Beijinhos e bom fim de semana!!
27 de Setembro de 2008 8:12

O outro comentário veio da Renard, um membro da Tribo dos Afectos para a qual tive a honra de ser convidada há 3 semanas.
A Renard é uma raposinha matreira que cativa logo quem a conhece, uma miúda doce, amorosa, divertida, prá frentex, super culta e que dá dos melhores abraços do mundo. E porque nos cativa, faz com que nos sintamos responsáveis por ela.
Alías, como todas nos sentimos nesta Tribo.
Aqui fica o comentário dela:
Hi soft Blue Velvet:
Don't ask me why, but I feel like writing in english when I comment in your blog. Maybe it's because I know you feel confortable with the language and because, having been born in South Africa and living there for 9 years, my most intamate and private thoughts are always constructed in english.
You know what reading your poem brought to my mind? The aria "Vesti la Guibba" from Leoncavallo's "Il Paliacci".(At this point you must be wondering why a 28 year old listens to arias and operas... Well, I love(d) Pavarotti (even got a small statue of him) and that's my favourite aria because it represents a great part of how I felt during my life. Making others around me laugh when I whilst I was shattered inside. I'd "put on the costume"...Well, that's the "feel" I got from the poem. We must all fulfill are social obligations by smiling on demand and acting good spirited even if we feel like telling everyone to leave us alone and just shut the f*** up...Well, I've evolved. I never smile if I don't feel like it and if I'm ill-spirited, my face is transparent. People know it's best to stear clear.I can't live trying to please everyone. If they don't like me, then all they have to do is just stay out of my way...Sorry for the outburst...
But as you said, we may have to "fake" feelings but never amongst friends.
Big kiss sweetie and a nice big hug... One of those you enjoyed so much... :)

15 September 2008

UMA TARDE DIFERENTE


Há muito tempo que me confunde o facto de os bloggers do Norte do País terem a capacidade de organizar jantares divertidos, onde as pessoas se conhecem, cantam, dançam, trocam lembranças e onde, quiçá se começam boas amizades.
Nunca fui a nenhum por razões que não vêm ao caso, mas pelo que vejo nos blogs acredito que sejam muito agradáveis.
Então porquê que as pessoas de Lisboa não são capazes de fazer o mesmo?
Mistério! Só pode ser.
E ainda se fossem só com pessoas do Norte. Mas não. Há quem vá de Lisboa de propósito. Portanto, o defeito só pode ser nosso.
Qual, ainda não descobri.
Mas, surpresa das surpresas, sábado à noite, assim, sem esperar, recebi um convite para lanchar no Parque das Nações com uma blogger que até nem conhecia bem, mas que percebe muito de Afectos e mais uma Fada, uma Raposinha e uma Girafa cor-de-rosa.
Um grupo heterógeneo, com mulheres de todas as idades, que me deu imenso prazer conhecer. Demos à língua durante horas numa esplanada muito simpática mesmo ao pé de um vulcão de àgua que passou o tempo a tentar a raposinha.
Falámos de tudo, rimos, até parecia que nos conhecíamos há muito tempo.
Ficámos clientes umas das outras. Deixámos de ser vizinhas só virtuais, o que vem provar que há condomínios de luxo também em Lisboa.
Que bom!
Meninas, adorei.
Obrigada.

18 June 2008

( 1 )CONVERSAS DE VELUDO



Eu tenho uma amiga especial.
Para dizer a verdade, todas as minhas amigas são especiais. Pelo menos para mim.
Mas esta é ainda mais especial. Talvez por ser uma artista, vê as coisas com outros olhos.
Mas do que gosto mesmo é do que escreve.
É que ela vive longe de Lisboa, por isso falamos muito, escrevendo.
E gosto sempre de ler os nossos diálogos, depois.
É que ela é muito engraçada.
Até a falar. Pode estar a contar-me que cozeu arroz e o dito ficou em papas, o que não me admira nada porque devia estar com a cabeça em outro lugar, e a seguir sair-se com um monólogo destes.
É monólogo.
Porque mesmo quando está a falar comigo, muitas vezes faz monólogos.

Como este:

UM TESTE

Eu: Mas és Católica, não és?
- Sei lá, não ligo, mas a minha mãe diz que sim. É ela.
Eu: Ai Jasus!!!
- Se o padre não fosse burro fazia-me um teste. Ou Deus...
Eu: um teste???
- Sim, se Deus tivesse um teste à porta da igreja, tava resolvido.. até eu ficava a saber...
É que vai lá gente que diz que é. Uma porra... ao menos eu sou honesta... eu sei o que sinto...mas assim católica apostólica romana como estes aqui, não sou nem pensar...tento fazer as coisas certas como eu acho e sinto.
E se todos fizerem isso já não é mau... tenho dúvidas como todos. Se Deus está certo, se existe, se tantas pessoas merecem os males do mundo mas... para tudo há uma explicação... basta parar para pensar... é tudo complicado mas simples ao mesmo tempo...
Eu: resposta para essas perguntas não temos. Só a Fé.
- Pois, às vezes até temos, mas exige tempo...pensamentos que nos levam a lugares distantes... dificil...não sei entender completamente... demoro a pensar dias e dias...uns dias percebo outros não...quando penso que acabo de entender... volta tudo ao nível zero

Pois!

10 April 2008

COMO ACORDARAM HOJE?









Pensativo?




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Enérgico?




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Nas Nuvens?





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Preguiçoso?






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Cansado?


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Raivoso?




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Alegre?




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Furioso?



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Apaixonado?



SEJA COMO FOR QUE SE SINTAM HOJE, DESEJO UM DIA FELIZ

Eu vou estar muito ocupada este fim-de-semana com festas e aniversários

Aqui fica aquele abraço para todos!

Bom Fim-de-semana


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