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18 April 2008

A PAZ DA PAIXÃO



Só sei viver um amor se antes passar pela cegueira da paixão. Não entregaria minha vida a outro de caso pensado, sou defendida e controladora demais.
Ou seja, pelo intelecto a coisa não vai. Só mesmo a paixão, que é do reino da loucura, me põe entregue e besta, com as patas arriadas no chão. E eis a contradição outra vez: nada me descansa mais que um amor insensato – quanta paz e conforto há naquele punhado de instantes em que se vislumbra o paraíso!
Maitê Proença

Não sei se dá PAZ, mas a tremedeira nas pernas, o aperto na boca do estômago, o galgar as escadas em vez de subir no elevador, os arrepios na espinha, o calor da paixão na hora do amor... ah sim, isso é o Paraíso!