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17 July 2008

CIDADÃ DO MUNDO









You are a Model Citizen of the World




You care deeply about the world, and you do everything you can to help.

You feel like the injustices in the world are your injustices, and you fight to fix them.

You have a deep appreciation for the differences that make up the world.

You feel like you have something to gain from every culture and country.

Eu sou assim, e vocês?



19 June 2008

SERÁ QUE ELE VOLTA?


Ontem estive a trabalhar até tarde.
Enquanto escrevia no computador ia escutando um barulho diferente, como se a porta estivesse oscilando entre a parede e o peso que a escora lá no quarto. Como aquele bate-bate já me estava a incomodar, fui tentar acabar com aquilo e dei de cara um passarinho enorme, gordo, decerto alimentado a boas migalhinhas de bolo-de-arroz, no parapeito da janela.
Temendo que ele pudesse entrar na parte aberta da janela, fechei-a e voltei para o computador.
Foi aí que a barulheira aumentou - o bicho estava a tentar entrar e batia no vidro sem parar.
Fazia dó ver.
Pensei: - bem, fecho os cortinados e ele vai entender o recado.
Alguns minutinhos depois, lá estava o bate-bate de novo.
No caminho para o quarto, passo na porta do salão, olho para a janela e que vejo eu lá?
O masoquista do passarinho.
Dessa vez fechei o vidro e os cortinados , enquanto ele fugia voando, e fiquei a pensar porquê que ele sempre tentava entrar na metade da janela com vidro.
Acho que ele só podia ser destro, porque escolhia sempre o lado direito da janela, ou
se for uma questão de sorte, ele é um tremendo azarado, porque tinha 50% de chances de acertar na parte aberta.
Sentei-me no sofá da sala meio tentada a não voltar para o computador.
A tentação virou pecado e escarrapachei-me.
Olho para a janela e que vejo eu????
Ponto para quem respondeu "o invasor de lares"!
Desisti e fiquei a olhar a janela até que os se fecharam sózinhos.
Aí, hoje acordo às 7 da manhã, abro a janela da sala e adivinhem só, lá estava ele entortando as minhas flores e batendo com biquinho no vidro!
A obstinação ganhou!
Abri a janela, ele entrou e voou e poisou na mesa da cozinha.
Partilhámos o pequeno-almoço e fomos trabalhar.
Será que volta?

15 June 2008

JUST DO IT!

Life is too short to wake up with regrets.
So love the people who treat you right.
Love the ones who don't just because you can.
Believe everything happen s for a reason.
If you get a second chance, grab it with both hands.
If it changes your life, let it.
Kiss slowly.
Forgive quickly.
God never said life would be easy.
He just promised it would be worth it.

Recados Para Orkut

14 June 2008

HOJE VOU PASSAR O DIA ASSIM!

Recados e Imagens - Engraçadas - Orkut


...mas deixo-vos um presente lindo que a minha amiga GI me ofereceu.
UM JARDIM diferente para cada um de vós. Façam-no de acordo com a vossa imaginação. É só clikarem nele e depois irem clikando nas zonas pretas.
LINDO!
Obrigada Gi.

10 June 2008

É QUE NÃO É A MESMA COISA...


Há muitas maneiras de fazer sexo.
Haverá mais do que uma maneira de fazer amor?
A minha resposta segue no post de amanhã...

9 June 2008

PENSAMENTOS DE 2ª FEIRA!

Funny-MySpace-Comments




Whatever is begun in anger, ends in shame, disse um dia Benjamim Franklin,
que é como quem diz:

Se ela é uma pedra no seu sapato, vire um pedregulho no dela.
( roubado de um blog amigo)



MySpaceAnimations.com

8 June 2008

NÃO HÁ PACHORRA!


Isto de andar por sítios chic ensina imenso.
Mas confunde.
A quem tem neurónios para fundir, claro.
Vai que não vai, volta e meia vou a certos eventos e oiço figuras e figuraças a pedir que não as fotografem no estado em que estão vestidas.
Daí nada de mal vem ao mundo a não ser a razão. A saber: " eu sou figura pública, compreende?!"
E esta última razão deixa-me atónita, porque após minutos de dois dedos de letra fica-se a saber: conhecem-se ao espelho, a família também conhece a sua vidinha, assim como a sua vizinhança.
No seu antigo emprego ainda se lembram deles, nem sempre pelas mais nobres e medalhadas razões, e que conste, nem para a lista de candidatos à assembleia de freguesia foram convidados.
Portanto são públicas porquê?
São muito dadas? Nah, não deve ser por isso.
Por outro lado, se vão a sítios onde sabem que, à falta de melhor, talvez sejam fotografadas, porque não põem a roupinha de domingo?
Não têm.
Pois, é que andar a comer rissóis miniatura, vol-au-vents canininhos e uma champagnota, pode parecer que é à borla, mas tem os seus custos.
E o trabalho que deve dar...
Na falta de uns envolventes da Vera Wong ou do Valentino, nada mais lhes resta que dar nas vistas de outra maneira. Agora o que está a dar é um sapato de cada cor...
E é este o paradoxo: já não querem ser gente respeitada e respeitadora, perpetuar-se por uma razão elevada ou candidatarem-se a uma medalha do PR.
Querem apenas um segundo na televisão ou foto a uma coluna.
Notinha à margem: as medalhas dadas pelo PR também já foram melhor entregues, mas enfim...


5 June 2008

ALMAS GÉMEAS?


Não acredito em almas gêmeas.
O que há é um esforço imenso para se manter em par, de mãos dadas e olhando, muitas vezes, em direcções opostas.
O que há é um que sorri dali e outro que chora de cá ou vice-versa.
O que há é suor e amor abnegado, predisposição para negar-se até um certo ponto, de fingir-se até um certo ponto, de criar uma personagem e esperar que um dia ela se torne real.
Almas gêmeas são para as novelas, onde há um escritor todo poderoso e absoluto que escala um elenco e lhe dá as falas. As nossas falas, aqui no mundo de fora, nunca podem ser escritas nem sequer ensaiadas. Não deixo de acreditar no amor e na felicidade por não acreditar em almas gêmeas. Muito pelo contrário. Nunca acreditei no que é fácil demais, e encontrar uma alma gêmea seria muito fácil. Dá a impressão de um todo pronto, acabado e arrematado. A única diferença entre uma mercadoria qualquer e uma alma gêmea seria o valor monetário que a última não possui, pois encontrá-la-iamos, se existisse, de graça e ao acaso.
Ainda assim, existem almas afins, como estas nossas almas que se uniram e estão assim há séculos, mas só afins, que ninguém é pedaço de ninguém, e nem tão pouco somos seres que vagam na incompletude em busca da peça que, encaixando-se em nós, nos trará a felicidade eterna.
Deixemos essas fábulas para os filmes e novelas. Vamos, sim, fazer valer esse amor que se tem nas mãos ou, para os que não o têm, em breve chegará.
Esse "fazer valer" de que eu falo é trabalhar o aperto de uma mão na outra, os olhares que tantas vezes divergem, mas cujas diferenças são sempre o sal a mais para o crescimento mútuo.
Nada, nada mesmo se consegue sem esforço.
Romance de graça - ou quase - só mesmo nas novelas da Globo.
E no entanto, eu encontrei a minha um dia.
Ele era a minha, mas eu não era a dele!

29 May 2008

BEIJINHOS


Somos de modas, no vestir, no comer, no falar, nos sítios de moda onde vamos beber um copo, enfim, há uma moda para tudo.
Aquilo que comemos e vestimos é frequentemente ditado pelos grandes interesses económicos que usando meia dúzia de truques nos levam à certa, e venha de lá o mais pintado dizer que não. Então e o falar? Por que raio de carga de água todas as frases em português corrente passaram a começar por: Então é assim?
E quando cumprimentamos alguém, fica-se logo a saber se somos queques ou não, dependendo do facto de darmos um ou dois beijinhos.
É claro que depois há aquelas cenas caricatas de darmos só um beijinho a uma pessoa que não pertence à mesma tribo e que fica de cara estendida, à espera do segundo.
Há até quem se desequilibre. Há sim, que eu já vi.
E quando nos despedimos, é agora muito comum ouvir-se: Adeus e um beijinho grande!
Tenho estado a pensar que será isto de um beijinho grande? Se é um beijinho, deveria ser pequeno, não é para isso que servem os diminutivos? E mesmo que fosse um beijo, o que é um beijo grande?
É um beijo em que se faz muita força entre as superfícies de contacto?
É um beijo demorado, do estilo um come cerejas e o outro cospe os caroços?
É um beijo muito repenicado e ruidoso, tipo chupa caracóis?
É um beijo estilo lambidela de vaca, em que os osculados parece que acabaram de tomar banho ou de pôr gel no cabelo?
É um beijo estilo endoscopia, com a língua enfiada pelas goelas abaixo?
Enfim, pronto.
Beijos e assim!

28 May 2008

NÃO SOU POETA


Se eu fosse poeta saberia escrever dos meus dias, não falando simplesmente de tristeza ou alegria.
Saberia ornamentar de belas imagens as horas de amor.
Não usaria palavras do dia a dia para dizer dos meus estados de alma.
Saudade não seria só saudade.
Distância não seria assim simplesmente distância.
Nada seria tal qual é dito.
Talvez quem lesse não percebesse bem o que eu queria dizer. Mas eu sabia.
E dizia-o de forma bela.
Mas não sou poeta.
Dizem que sou autêntica. O que quer que seja que isso significa. Ser autêntico, para mim, é ser igual a si próprio. Se ser autêntico é defender aqui o que defendo na vida real, então concedo, sou autêntica. Mas a escrita tem que ser mais do que isso. É certo que parte da realidade, dos pormenores que nos prendem o olhar, de um acontecimento ou até de um sorriso. E sobre isso as palavras aparecem, de forma mais ou menos fluida.
Mas, de certeza absoluta, não sou poeta. Não enfeito, não sou sequer fingidora… Condição essencial, essa de ser fingidor.
Se Fernando Pessoa não o tivesse escrito, provavelmente ninguém se lembraria disso.
Mas escreveu.
Ele era poeta.
E sabia.
Imagem de Marta Montañá

25 May 2008

AZUL


Hoje estou feliz, relaxada...sinto-me quase completa....que estranho....deve ser porque me sinto parte do mundo e gosto dessa sensação. Hoje o meu mundo nao parece cinzento, está um pouco mais azul...talvez seja esta nova vida que levo na alma que me enfeitiça e me faz sentir viva, ...talvez seja simplesmente um sentimento de integração....não sei o que é mas também não necessito saber....talvez porque consegui provar que só consegue algo aquele que tenta, mas só tenta aquele que verdadeiramente acredita em si...é certo que nem todos os que tentam, conseguem, mas mais certo é que não conseguem nunca os que não tentam nunca...sinto-me viva, sinto-me azul...como o mar que amo...como o futuro que me espera...o limite é o céu...azul

19 May 2008

VIVA O SPORTING!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

SÓ EU SEI...............



E MAI NADA!

O meu post terminava no ! mas como sou louca por mimos, vou pôr aqui parte do comentário da Maria, porque ela merece, eu mereço, o Caetano merece e o Sporting merece:

Toma lá um presente:
gosto muito de te ver
leãozinho
caminhando sob o sol
gosto muito de você
leãozinho
para desentristecer
leãozinhoo
meu coração
tão só basta
eu encontrar você no caminho

um filhote de leão
raio da manhã
arrastando o meu olhar
como um íman
meu coração é o sol
pai de toda cor
quando ele lhe doura a pele ao léu

gosto de te ver ao sol
leãozinho
de te ver entrar no mar
tua pele
tua luz
tua juba

gosto de ficar ao sol
leãozinho
de molhar minha juba
de estar perto de você
e entrar numa

Beijinhos verdes, hoje

Beijinhos para ti, sempre, Maria

17 May 2008

BIG BROTHER IS WATCHING YOU

Esta coisa das novas tecnologias é fantástica, mas também pode ser assustadora. Dependendo das mãos em que cai.
Mas, como tudo na vida, às vezes, um pequenino nada, deita por terra as coisas mais sofisticadas.
Ora vejam:
Lembram-se quando, logo no início do Julgamento da Casa Pia, o Carlos Cruz afirmava ter estado num determinado sítio ( muito longe de onde diziam que ele tinha estado ), e ele dava como prova as chamadas telefónicas feitas do seu telemóvel, apanhadas por uma antena da operadora?
Pois é. Ele até podia estar a dizer a verdade, mas o tribunal não aceitou a prova, dado que o telemóvel, é como o seu nome indica, uma coisa móvel. Portanto, o telemóvel podia ter sido usado por outra pessoa que não ele.
Ou seja, ele podia estar num sítio e o seu telemóvel noutro completamente diferente.
O mesmo se passa com os computadores, sobretudo com os portáteis, já que ninguém anda com os outros debaixo do braço.
E mais, até se pode aplicar aos blogs.
Por exemplo:
Sabiam que o Blogger tem uma funcionalidade que permite fazer vários posts e deixá-los em draft, programando para que sejam publicados no dia e hora que se quer?
Assim, vamos para a praia, ou de férias, ou de viagem, não levamos o portátil, e ele, lindinho que é, vai publicando os nossos posts, na nossa ausência.
Não é um querido?

Sabiam que, se por acaso partirem a mão direita ( longe vá o agoiro) podem instalar um programa para o computador reconhecer a vossa voz e escrever sózinho aquilo que ditam?
Até parece magia!

Mas a melhor, melhor de todas, é uma coisa chamada Remote Desk Top. Nem desconfiava o que era, até há um mês atrás, mas é do melhor.
Não sei bem explicar o que é, mas sei que é um programa da Microsoft que funciona da seguinte forma:
Deixa-se o nosso computador em casa, e de um outro computador, noutra parte do mundo, podemos aceder ao nosso e fazer tudo como se estivessemos com o nosso à nossa frente.
O que aparece no monitor é o que está no nosso, temos acesso aos nossos documentos, o IP é o mesmo, enfim, uma maravilha, porque se estivermos num sítio onde tenhamos sempre um computador à nossa disposição, não temos que carregar com o nosso.

Espero que não haja aqui maridos infiéis a lerem-me, e que não utilizem isto para enganarem as mulheres dizendo que estão no Algarve em trabalho e estão com a amante em Miami, porque senão, de castigo, deslinko-os:))))

Acaso queiram saber mais sobre o assunto, podem perguntar, que eu pergunto ao meu filho, porque eu destas coisas pesco pouco!

Agora, imaginem vocês que toda esta maravilha pode ser destruída em minutos, por umas malvadas formiguinhas, com um nome delicioso " Crazy Rasperry" ( imaginem, framboesas malucas!!!).
Já sei que estão a pensar que endoidei. Mas não.
Ainda não!
Em Houston, no Texas, grassa uma epidemia destas " Malucas" e não é que elas se sentem atraídas por equipamento eléctrico, tendo já destruído computadores em casas e escritórios?
A placa-mãe dos computadores é o ponto preferido destes pequenos destruidores. Um responsável do Controlo de Pragas refere que podem ser encontradas até quatro mil formigas dentro dos equipamentos.
A NASA já contratou especialistas para se assegurar de que as formigas não chegam a invadir os computadores da agência, pondo em perigo missões que estejam a decorrer.
Por enquanto, ainda não foi criado um “antivírus” para esta praga.

Mas como os americanos são esquisitos, se calhar andam à procura de " anti-vírus" e ainda não se lembraram de usar o nosso " Shelltox", que mata que se farta!
Ele há coisas!
Bom fim-de-semana para todos!

15 May 2008

SOU LOIRA, E DAÍ????

Acho que tenho senso de humor portanto as anedotas das loiras burras até me fazem rir.
Além de que existem milhares de anedotas de alentejanos em que eles aparecem sempre como moles e preguiçosos, e no entanto, filha, neta, bisneta e por aí fora de alentejanos sei bem como isso é mentira.
E quando dizem que os algarvios escondem o almoço na gaveta quando alguém lhes bate à porta? Mentira: são do mais hospitaleiros que existe.
Sou loira?
Nunca me ralei com isso.
Dá até um certo jeito. Quando não me quero chatear à séria com alguém, viro as costas com ar desplicente e digo: Deixe lá, não se incomode. Isto sou que digo, mas eu sou loira!
Só que, imaginem vocês que agora até há salas de chat só para morenas!
Pois é. Parece-me que isso é inconstitucional, mas como loira superficial que sou, isso não me aquece nem arrefece até porque nunca andei metida nesses antros de pecado.
Mesmo assim, quando tal descobri resolvi fazer uma pesquisa na tentativa de saber porque têm as morenas este parti pris contra as loiras.
Ora vejam bem as conclusões a que cheguei:
Um estudo histórico feito pela inglesa Joanna Pitman e transformado no livro On Blondes (Sobre as Loiras), que acaba de ser publicado na Inglaterra, mostra que "As loiras sempre foram vistas como criaturas ao mesmo tempo inocentes, poderosas e produtos de uma intrigante combinação de fantasia sexual e imagem angelical", diz Pitman.
Ah, e não pensem que a escritora é uma loira burra, porque o livro deu origem a uma Exposição que decorre em Londres, até Julho, na muito conceituada National Portrait Gallery.
Ora bem, onde já se viu uma exposição de morenas? Pois é.
Desde a grega Afrodite, deusa do amor e da fertilidade, que as loiras estão sempre perto do poder e é mais freqüente encontrá-las metidas em eventos históricos do que às morenas.
Na Idade Média, na Europa, as mulheres loiras simbolizavam a tentação em pessoa.
No meio do século XIV, Eva aparecia de cabelos claros na arte cristã. O mesmo ocorreu com Maria Madalena.
No fim da Idade Média, foi a vez de a Virgem Maria aparecer sem véu e de cabelos claros.
Nessa época, a conotação dos cachos reluzentes nada tinha a ver com sexualidade e tentação, mas, sim, com a pureza inquestionável do ouro.
"Ser loira não é apenas ter essa cor de cabelo, é um estado de espírito" afirmou há tempos Madonna, e se ela o diz, quem sou eu para contradizê-la?
O loiro não foi associado apenas à sedução e à pureza, mas também ao poder. Como nota Pitman, a inglesa Margaret Thatcher, que tem os cabelos originalmente castanhos, passou a clareá-los ao assumir o cargo de primeira-ministra. Burra? Nah...
A senadora americana Hillary Clinton deixou para trás os cabelos castanhos durante a disputa eleitoral que levou seu marido, Bill Clinton, pela primeira vez à Casa Branca. A descoloração causou bom impacto e foi elogiada.
Não estou a falar do rabo da senhora, mas sim do tom do cabelo, e hão-de convir comigo, que de burra ela não tem nada.
Os canadianos tratam as mulheres, em tom carinhoso, por " ma blonde". Deve ser por isso que tive um namorado suiço que me chamava "mon petit poussin à la créme". Não acham uma delícia?
Tenho duas amigas, comigo somos três, ( estão a ver, sei fazer contas de somar...), eu loira, uma morena e outra a quem o marido chama de " mais-ou-menos ". É uma risota sempre que saímos, porque ele não nos chama pelos nomes, mas por Loira, Morena e Mais ou Menos.
Agora, topem bem quem me acompanha na Galeria de Loiras Burras:
GRACE KELLY A actriz lindíssima, que só casou com o príncipe Rainier de Mónaco em 1956.
TWIGGY a modelo inglesa se tornou o símbolo de sua geração nos anos 60.
LADY DI a mulher mais fotografada do planeta .
MADONNA, Nicole Kidman, Doris Day, Sharon Stone, Kim Basinger, bem, acham que vale a pena continuar?
Não, né?
Bom, e não levem a mal, eu até sou uma santa, mas fiquei danada quando andei na net à procura de uma imagenzita para ilustrar este post, e encontrei 365.247 em que as loiras fazem as mais tristes figuras, e este foi o único em que a pikena passou a perna na morena.
É verdade que só percebi à 2ª, e desconfio que a loirita ainda agora não percebeu.
Mas isso também não interessa nada, né?


Entretanto descobri que sou uma loira moranguito.
Meninas, ADOREI.
E vocês, são o quê? ( atenção, teste só para loiras!)



You Are a Strawberry Blonde



Men see you as flirtatious, but they also see you as a challenge.
Because you're totally fearless and carefree.
You've got the lightheartedness of a blonde, with the attitude of a redhead .






14 May 2008

WHERE IS THE SHEPARD FOR THIS LOST LAMB?


Lembrei-me disto por causa dos desafios.
As nossas coisas predilectas.
Há coisas que é mesmo difícil escolher, apesar de ter alguns filmes, livros, músicas, que parecem ter estado sempre aqui, ao meu lado.
Gosto de listas de coisas que aparentemente não têm importância, coisas que me deixam tranquila, como o que fazer num dia de chuva, os cheiros que gosto de ter a minha volta... pequenas listas de pequenos prazeres.
Eu sei que podem ser clichés para alguns, mas ouvir a chuva batendo no vidro da janela, o cheiro da terra molhada, o zumbir de uma mosca na hora da sesta num dia de calor quando tudo parece dormir e o sol impiedoso arde sobre todas as coisas, nem um barulho ao longe, só um interminável zumbido, vindo não sabemos bem de onde... lembra tardes insones, quando todos descansam e não há nada para fazer: o tempo fica suspenso - silêncio.
Andar descalça, sentindo o frio da pedra na planta dos pés, não em dias frios claro, mas naqueles onde o frio parece concentrar-se no chão, pois tudo acima dali está repleto de sol.
Vivemos para lembrar, é uma terrível verdade.
Lembrar das pequenas coisas das quais somos feitos.
E assim, se me perguntarem a minha música preferida, aqui e agora, um pouco de música, de preferência na voz quase inexistente de Chet Baker...



There is a saying old, says that love is blind
Still we are often told, "seek and ye shall find"
So I'm going to seek a certain lad I've had in mind

Looking everywhere, haven't found him yet
He's the big affair I cannot forget
Only man I ever think of with regret

I'd like to add his initial to my monogram
Tell me, where is the shepherd for this lost lamb?

There's a somebody I'm longing to see
I hope that he, turns out to be
Someone who'll watch over me

I'm a little lamb who's lost in the wood
I know I could, always be good
To one who will watch over me

Although he may not be the man some
Girls think of as handsome
To my heart he carries the key

Won't you tell him please to put on some speed
Follow my lead, oh, how I need
Someone to watch over me

6 May 2008

A PATA PERKY




Para alguém como eu que se assistisse a uma tourada, torceria efusivamente pelo touro, histórias como esta soam como música.
Na última semana, grande parte dos media americanos relataram a história da pata selvagem Perky, que sobreviveu a provações que poucos humanos, dos mais machos e em condições ideais de saúde, suportariam.
Tudo começou quando a pata, que ainda não se chamava Perky, foi abatida numa caçada, coisa comum no bélico estado da Flórida.
Levada pelo seu algoz para casa para engrossar alguma receita especial, foi colocada no frigorífico com outros alimentos.
Dois dias depois, a mulher do caçador abriu o frigorífico para retirar a caça, pensando em depená-la e iniciar a preparação - provavelmente com laranjas - quando de repente:
- Qué!
A pata mexeu-se!
E para assombro da mulher, levantou a cabeça. Desesperada, pedindo perdão e tecendo promessas para São Francisco enquanto jurava nunca mais comer carne, a mulher do caçador colocou a pata ferida – a pata bicho, não a dela própria - no seu carro, e dirigiu-se ao hospital veterinário mais próximo.
Já atendido pela equipa de serviço, o pobre bichinho foi levado para a sala de cirurgia, onde tentaram o possível para reparar os graves danos na asa, no bico e numa das pernas. A cirurgia, como não poderia deixar de ser, decorreu de forma tensa, mas aparentemente sob controle, até o animal sofrer uma parada cardiorrespiratória. Os veterinários tentaram trazê-la de volta à vida, fazendo uso de todas as técnicas sabidas e não sabidas de ressuscitação cardiopulmonar.
Nada feito. A tristeza dominou o ambiente até aproximadamente vinte segundos após o anúncio oficial da morte da pobre ave. Quando se preparavam para tirar os aventais e abanar as cabeças negativamente, cena clichê de filme americano, eis que:
- Qué!
A pata voltara pela terceira vez à vida!
Para o bem do povo e felicidade geral da nação, ela havia decidido ficar, provando que aquela realmente não era a sua hora. Mais uma vez levantou a cabeça e ensaiou um bater de asas. De selvagem anónima, transformou-se em heroína, passando em seguida a celebridade nacional, e agora mundial com o nome Perky, cujo significado é... não faço a menor idéia.
A explicação da equipe veterinária para a resistência da pata à baixa temperatura do frigorífico baseou-se no metabolismo lento característico do bichinho. Já a resistência aos danos causados pela bala e à paragem cardíaca e respiratória, torna o caso mais difícil de explicar.
Perky, que já não corre risco de vida, corre agora o risco de ter sua história contada em filme pela sanha hollywoodiana em transformar factos do género em sucesso de bilheteira.
Perky deu a todos uma lição de vida, mesmo aparentemente não fazendo idéia disso.
Certamente tornará mais ricos em dinheiro aqueles que aproveitarem a história, do que tornaria rica em proteínas a dieta do caçador.
Se a história da pata que enganou a morte três vezes seguidas servir de lição para ao menos uma destas pessoas que insistem em transformar animais em objectos de sadismo nos rodeios, touradas, guerras de cães e outras selvajarias semelhantes, já terá valido a pena. Talvez seja isso que a pata Perky tenta dizer quando, com toda naturalidade abre o bico e:
- Qué!

22 April 2008

RENUNCIANDO


Esta noite eu tive um sonho estranho.
Nele, acordava atrasada de manhã e olhando para o relógio, percebi que ao contrário de números informando as horas, havia letras que formavam as palavras “eu renuncio”.
Estranhando aquilo, levantei-me e fui até a cozinha beber um copo de sumo para despertar. O chão molhado denunciava que o frigorífico havia renunciado, derretendo todo o gelo. Agarrei no leite, mas ao tentar aquecê-lo, vi que o microondas também renunciara a par com o gás. O cão, que costumava fazer festas, simplesmente olhava para mim com cara de mártir de alma lavada. Se pudesse falar, certamente teria dito que tinha renunciado. Tomei um banho gelado, pois o chuveiro... já adivinharam, não?
Após tentar ligar o carro, já nem me surpreendi: a bateria e motor também haviam fugido da raia.
Saí a pé mesmo.
Caminhando, pude perceber que naquele dia todos os humanos, animais, vegetais, minerais e máquinas haviam renunciado, lavado as mãos quanto às funções para as quais haviam nascido, sido preparados, eleitos ou construídos.
O oxigênio renunciou ao ar.
Os semáforos renunciaram às ruas, porque os motoristas renunciaram aos carros, que renunciaram ao trânsito.
Os trabalhadores renunciaram às empresas, que renunciaram aos empresários, que renunciaram ao lucro.
As mães renunciaram aos filhos, que renunciaram aos pais.
Os namorados renunciaram-se.
A padaria renunciou ao pão, que renunciou à mesa, que renunciou às cadeiras, que renunciaram aos rabos.
A polícia renunciou aos bandidos, que não disseram muito bem porque tinham renunciado e a quê.
As crianças renunciaram às brincadeiras.
Os professores renunciaram aos alunos, que renunciaram às escolas, que renunciaram ao ensino. E os que não tinham mais forças para viver, renunciaram de vez à vida.
Em alguns, a estupidez alimentava a certeza de que, uma renúncia assim, motivada por forças ocultas, certamente levaria multidões a clamar por sua volta.
Lerdo engano.
Esses também já tinham renunciado.

20 April 2008

CONTO FÊMEA


Enquanto saía da cama parecia-me meio distante, apesar dos olhos fixos em mim.
Notei-lhe um certo desconforto confirmado pela sua incapacidade de falar alguma coisa... qualquer coisa.
Esbocei um sorriso, mas naquele momento ainda estava adormecida demais para qualquer gesto. Ele continuava parado na porta, olhando fixamente para alguma parte do meu corpo pouco coberto. Mas eu não conseguia captar bem a direcção daqueles olhos que pareciam mirar os meus, e num instante pareciam procurar as minhas mãos, mas bem poderiam ser as minhas coxas.
Isso, eram as minhas coxas.
Mas não dizia nada, olhava -me e o seu rosto eram olhos, olhos, olhos.
Olhei à volta e cobri-me quanto pude. Fui puxando o lençol do chão e da ponta da cama desfeita.
Nesse instante, eu já meio corpo para fora, ele gritou ao lado, para que eu parasse e ficasse naquela exacta posição.
Parei, desconcertada. Pensei que aquela era nova.
Ele foi-se aproximando, foi chegando perto, muito perto, quase dentro. E percebi os seus olhos fixos na posição que as minhas coxas ocupavam ainda há pouco.
Entrecoberta pelo lençol de riscas claras lá estava, reluzente, a gravata de seda estampada com pequenos brazões, presente da mulher no último aniversário. Não podia voltar pra casa sem ela, já tinha gasto mais de ¾ de hora à procura dela.
Se ela desse pela falta, já se sabe como seria...
Acabei de deslizar pelo lado da cama, puxei o artefacto e entreguei-lho. Ele já estava atrasado, tentava escapar há algum tempo, mas não tinha coragem de cortar o clima vendo-me espreguiçada entre os lençóis.
Com os olhos já bem abertos pude observar aquela figura com a camisa devidamente abotoada, meias e sapatos nos pés e umas calças pretas numa das mãos, posicionada na frente do seu corpo.
Levantei-me e enquanto vestia o meu roupão de seda, pensava que as boxers tinham bolas, mas ele não.

19 April 2008

CONTO MACHO



Vou escrever um conto macho.
Daqueles que só homens sabem escrever. Uma história que me valha uns bons diálogos e nenhuma abstração.
Porque o homem é realista, não enrola e não chora.
Isso, vou escrever um conto que não chora.
Em vez de metáforas, vou usar um pouquinho de pornografia, fica mais selvagem.
Porque o amor, quer dizer, o desejo, é animalesco mesmo. Não há por que maquilhar nada.
E homem que é homem só fica por cima, em tudo (em tudo).
Ah, fica bem descrever detalhes da anatomia também. Uma ou outra consideração audaciosa sobre o empinado dos bicos dos peitos da mulher, o rubor das suas bochechas, a pele ficando toda ouriçada, enquanto o homem entra e sai, em vezes incontáveis e ofegantes.
Mas muito viris!
Não faz mal salpicar alguns defeitos que o próprio homem – na sua voz, claro - admite para a história não parecer tão presunçosa uma vez que mesmo os mais imperfeitos homens são capazes de proporcionar protecção, zelo e prazer a qualquer mulher.
E convém alguma frase de efeito, lida num livro, que funcione para que o conto retome o seu caminho:
"Aparece, então, o amigo, para quem o homem conta as suas glórias e destila respostas espirituosas e sábias sobre as agruras da vida".
E termina...
O conto macho termina vaidoso.
Afinal, pode haver alguma mulher que o leia, não é verdade?
É fácil escrever um conto macho!

16 April 2008

ÀS VEZES CANSA


As pessoas são interessantes!
Eu gosto de pessoas!
E tomo gosto por elas bem rápido.
Isso não é novidade nenhuma para quem me conhece.
Quem entra na minha vida não costuma ser só mais um, entra por eu ter gostado. Tenho uma facilidade enorme de lidar com diferentes tipos de idéias, conceitos e modos de viver. Acho realmente fácil respeitar isso em cada um. Por mais que eu pense de uma forma totalmente diferente ou não concorde ou discorde com todas as minhas forças de algo, isso não me impede de gostar de alguém.
A novidade aqui está no quanto me tem sido incrívelmente fácil perder o gosto pelas pessoas. Desinteressar - me da compania delas de uma hora para a outra sem sofrer com isso.
Não sem motivo.
Só diminuiu a quantidade deles que eu precisava para isso. Se antes, mesmo com eles, isso me causava um certo sofrimento, agora eu estou cada vez mais prática: não faz questão de mim? Então também não faço de ti.
Não é bom, está é a começar a deixar de ser difícil.
Isso até me causa certa estranheza, já que nunca fui assim.
Na verdade, acho é que não tinha precisado ser com tanta frequência.
E se a prática leva à perfeição...
Amizade unilateral é fácil para a parte que faz menos esforço.
Mas cansa o lado de cá.