Para alguns, viajar é o plano de uma vida. Para outros, é sinónimo de vida sem plano algum. Infelizmente para mim não é, porque não pode ser, nem uma coisa nem outra.
Mas sou aquilo que a minha mãe, a quem já vi perder a cabeça mas nunca perder a compustura, apelidou, usando uma expressão muito prá frentex para me definir, quando se fala de viajar, que eu sou “ O verbo Ir”.
E é verdade.
Em 1 hora sou capaz de fazer uma mala e partir, se a companhia e o destino me agradarem.
Sabem aquela coisa de: Onde vamos almoçar? Que tal Paris? ‘Bora...
Para a semana há uma ponte: Que tal um saltinho ao Brasil? Porque não?
A verdade é que este nosso planeta é suficientemente diversificado para agradar a todos: dois hemisférios, seis continentes, uma quantidade imensa de países - e muitos nem estão no mapa - e cinco oceanos. Ou seja, o que não falta é lugar para se conhecer.
E eu tenho a sorte de já conhecer muitos.
A propósito do recente post que fiz “ Voando”, dei por mim a pensar que acho que já experimentei quase todos os transportes que se possam imaginar:
comboio, barco, teco-teco, monorail na Disney, carruagem em Central Park, camelo no Norte de Africa, coco em Cuba, jeep no deserto, e...
AH, AH, aquilo que é objecto deste post: de balão.
Adoro Africa. Seja o Norte, seja o resto de Africa.
As noites, as praias, o calor, as gentes, enfim, o cheiro.
A emoção de andar de jipe ao nascer do sol, na companhia de animais soltos na natureza, faz –me sempre sentir uma miúda de 12 anos.
Quem acompanha o meu blog sabe que o filme da minha vida é “ Out of Africa”, e depois de o ver, não descansei enquanto não visitei o Quénia.
Não contarei aqui o que foi essa viagem fascinante, porque não é esse o objectivo hoje.
Vou só contar-vos que mais ou menos a meio da estadia, e depois de já ter feito passeios maravilhosos, me perguntaram se queria fazer um safari.
Para caçar? perguntei eu
Claro.
O olhar que deitei ao senhor que me fez a pergunta foi de tal modo fuzilante, que ele deve ter achado melhor propor-me uma coisa bem diferente.
Então e sobrevoar a savana num balão?
Quando? Respondi logo de olhinhos a brilhar.
Nem pensar, respondeu em coro o grupo de amigos com quem estava.
Claro que depois as mulheres do grupo concordaram para não ficar atrás ( sabem como são as mulheres...), e os homens, porque, naturalmente não quiseram ser chamados de mariquinhas ( estão a imaginar, não é?)
Mas sou aquilo que a minha mãe, a quem já vi perder a cabeça mas nunca perder a compustura, apelidou, usando uma expressão muito prá frentex para me definir, quando se fala de viajar, que eu sou “ O verbo Ir”.
E é verdade.
Em 1 hora sou capaz de fazer uma mala e partir, se a companhia e o destino me agradarem.
Sabem aquela coisa de: Onde vamos almoçar? Que tal Paris? ‘Bora...
Para a semana há uma ponte: Que tal um saltinho ao Brasil? Porque não?
A verdade é que este nosso planeta é suficientemente diversificado para agradar a todos: dois hemisférios, seis continentes, uma quantidade imensa de países - e muitos nem estão no mapa - e cinco oceanos. Ou seja, o que não falta é lugar para se conhecer.
E eu tenho a sorte de já conhecer muitos.
A propósito do recente post que fiz “ Voando”, dei por mim a pensar que acho que já experimentei quase todos os transportes que se possam imaginar:
comboio, barco, teco-teco, monorail na Disney, carruagem em Central Park, camelo no Norte de Africa, coco em Cuba, jeep no deserto, e...
AH, AH, aquilo que é objecto deste post: de balão.
Adoro Africa. Seja o Norte, seja o resto de Africa.
As noites, as praias, o calor, as gentes, enfim, o cheiro.
A emoção de andar de jipe ao nascer do sol, na companhia de animais soltos na natureza, faz –me sempre sentir uma miúda de 12 anos.
Quem acompanha o meu blog sabe que o filme da minha vida é “ Out of Africa”, e depois de o ver, não descansei enquanto não visitei o Quénia.
Não contarei aqui o que foi essa viagem fascinante, porque não é esse o objectivo hoje.
Vou só contar-vos que mais ou menos a meio da estadia, e depois de já ter feito passeios maravilhosos, me perguntaram se queria fazer um safari.
Para caçar? perguntei eu
Claro.
O olhar que deitei ao senhor que me fez a pergunta foi de tal modo fuzilante, que ele deve ter achado melhor propor-me uma coisa bem diferente.
Então e sobrevoar a savana num balão?
Quando? Respondi logo de olhinhos a brilhar.
Nem pensar, respondeu em coro o grupo de amigos com quem estava.
Claro que depois as mulheres do grupo concordaram para não ficar atrás ( sabem como são as mulheres...), e os homens, porque, naturalmente não quiseram ser chamados de mariquinhas ( estão a imaginar, não é?)
No dia anterior deitamo-nos cedo porque tínhamos que nos levantar às… 4:00 da manhã.
Um dos objectivos é ver o nascer do sol, no ar.
Preparativos, viagem até ao local, briefing e tudo a postos para descolarmos ainda lusco-fusco.
No nosso balão íamos 8 pessoas mais uma no cesto.
O enchimento dos balões com ar (frio), a risota da entrada no cesto deitado com uma mulher de 150Kg no camarote mesmo por cima de mim, os queimadores a aquecerem o ar daquele gigante cogumelo de pano.
E lá comecei eu a ouvir a tal vozinha: ainda podes desistir...
Em poucos minutos estavamos na vertical e em pouco mais já no ar. O piloto pede uma salva de palmas para o pessoal assistente que fica em terra e com um silêncio incrível, pontualmente incomodado pelo barulho das labaredas, começamos a ganhar altitude.
Com a herança das viagens que tinha feito por terra guardada ainda bem fresca na memória e no corpo, este movimento sereno, sem saltos, abanões, arranques e travagens, parecia uma massagem, sem o ser!
A aurora despontou, mas o sol ainda não tinha nascido. O piloto ia falando do pouco que se via. Todos queríamos era ver alguns animais lá de cima. O leopardo é o mais ambicionado de todos.
Vimos muitos animais e as zebras correndo são um espectáculo tipo ballet. Apetece virar o balão, andar mais depressa, mas ficamos a saber que neste meio, pouco se controla para além do movimento vertical. De resto o vento é rei e senhor.
Voamos durante cerca de 1h e é impressionante a distância percorrida e a duração das rasantes ao chão, sempre a flutuar como uma pena. As árvores à nossa frente não se desviam, mas o calor das chamas eleva-nos em tempo útil de evitar uma colisão não solicitada.
Sobrevoar Maasai Mara num balão de ar quente é a definição de paz de espírito.
E depois aconteceu uma coisa espantosa:
Quando descemos, numa colina um pouquinho à frente estavam várias mesas, cobertas com toalhas de linho coloridas, repletas de iguarias deliciosas acompanhadas de champagne gelado, e este pequeno-almoço foi servido por um mordomo fardado a rigor.
Isto numa reserva, com os cheiros e sons que já nos eram familiares a rodearem-nos.
De morrer de rir, para quem já tinha feito tantas loucuras, eram os avisos/pedidos do nosso piloto: " Não passem nunca para lá dos jipes, é a nossa linha de segurança."
É que pelos vistos ali, qualquer animal, mesmo o elefante, consegue correr mais que o mais veloz dos humanos.
Um dos objectivos é ver o nascer do sol, no ar.
Preparativos, viagem até ao local, briefing e tudo a postos para descolarmos ainda lusco-fusco.
No nosso balão íamos 8 pessoas mais uma no cesto.
O enchimento dos balões com ar (frio), a risota da entrada no cesto deitado com uma mulher de 150Kg no camarote mesmo por cima de mim, os queimadores a aquecerem o ar daquele gigante cogumelo de pano.
E lá comecei eu a ouvir a tal vozinha: ainda podes desistir...
Em poucos minutos estavamos na vertical e em pouco mais já no ar. O piloto pede uma salva de palmas para o pessoal assistente que fica em terra e com um silêncio incrível, pontualmente incomodado pelo barulho das labaredas, começamos a ganhar altitude.
Com a herança das viagens que tinha feito por terra guardada ainda bem fresca na memória e no corpo, este movimento sereno, sem saltos, abanões, arranques e travagens, parecia uma massagem, sem o ser!
A aurora despontou, mas o sol ainda não tinha nascido. O piloto ia falando do pouco que se via. Todos queríamos era ver alguns animais lá de cima. O leopardo é o mais ambicionado de todos.
Vimos muitos animais e as zebras correndo são um espectáculo tipo ballet. Apetece virar o balão, andar mais depressa, mas ficamos a saber que neste meio, pouco se controla para além do movimento vertical. De resto o vento é rei e senhor.
Voamos durante cerca de 1h e é impressionante a distância percorrida e a duração das rasantes ao chão, sempre a flutuar como uma pena. As árvores à nossa frente não se desviam, mas o calor das chamas eleva-nos em tempo útil de evitar uma colisão não solicitada.
Sobrevoar Maasai Mara num balão de ar quente é a definição de paz de espírito.
E depois aconteceu uma coisa espantosa:
Quando descemos, numa colina um pouquinho à frente estavam várias mesas, cobertas com toalhas de linho coloridas, repletas de iguarias deliciosas acompanhadas de champagne gelado, e este pequeno-almoço foi servido por um mordomo fardado a rigor.
Isto numa reserva, com os cheiros e sons que já nos eram familiares a rodearem-nos.
De morrer de rir, para quem já tinha feito tantas loucuras, eram os avisos/pedidos do nosso piloto: " Não passem nunca para lá dos jipes, é a nossa linha de segurança."
É que pelos vistos ali, qualquer animal, mesmo o elefante, consegue correr mais que o mais veloz dos humanos.
Como não sei pôr aqui vídeos, não posso pôr o filme que fiz. Mas se clikarem no site que aqui deixo conseguem ter uma ideia. Vejam os vídeos todos. Vale a pena. http://www.masaimara.org/
Este post é dedicado ao recém criado grupo Super Poderosas formado pela Docinho, Lindinha e Florzinha. hehehe
