
NÃO É BRINCADEIRA!
A menos que tenham a certeza que são capazes de ver imagens de uma crueldade que supera a inteligência de qualquer ser humano,
NÃO VEJAM ESTE VÍDEO.
Há dias, no blog da Macaw, em
http://thisplanetsays.blogspot.com/, o último post provocou a discussão de se saber se coisas que ultrapassam a nossa compreensão, nossa -supostamente, seres pensantes, podem ser aceites, em nome de tradições, religião, costumes, etc, etc, etc
Não sou racista nem preconceituosa e pouco fundamentalista.
Aliás, salvo raras excepções, não sou " ista " de nada.
Reconheço no entanto que, embora admire algumas coisas do pensamento oriental, não consigo "engolir " a China e os chineses. (Falarei disso num próximo post)
E não me venham dizer que o povo não tem culpa!
Tivemos Mao, tivemos Tiananmen, tivemos a vergonha de ter filhas mulheres, temos a proibição de ter mais de um filho por família....
Durante anos, e anos, e anos, os bébés do sexo feminino foram vítimas de infanticídios, de abortos provocados pelos pais quando descobriam que o feto era uma menina ou foram abandonadas nas encruzilhadas das ruas quando recém-nascidas.
Alguns pais escondiam-nas e não as declaravam ao Estado, correndo perigo de sanções e prisão, se fossem descobertos.
Na China, a preferência dos pais por filhos do sexo masculino é uma tradição profundamente enraizada, desde a Idade Média.. No filho homem, concentra-se a responsabilidade de manter os pais quando idosos, de lhes possibilitar um enterro solene, de fazer as oferendas sobre os túmulos deles para as necessidades após morte de acordo com a tradição confuciana.
Somente o filho homem herda os bens da família.
A menina, pelo contrário, está destinada a casar-se, independentemente de gostar ou não, de ser amada ou desrespeitada pelo marido. O divórcio ou separação está fora de questão. Uma vez casada, ela está casada para sempre e pertence à família do marido, exactamente como na sociedade feudal.
Deve gerar filhos, de preferência homens para o marido e fazer a sua vontade.
Até há alguns anos atrás, o símbolo da submissão da mulher era a prática de a impedir de desenvolver pés normais, por meio de ligaduras que lhes eram aplicadas desde os primeiros anos de vida. Os pés pequenos eram uma maneira de lhes tolher a liberdade de movimentos, de modo que a mulher ficasse praticamente presa em casa.
Uma mulher que não tivesse pés pequenos nem era aceite como esposa.
A China maoísta (1948 – 1979) tentou libertar a mulher dessas discriminações dando-lhe,
teoricamente, os mesmos direitos políticos, económicos e sócio culturais que os homens. Pela actual lei,
teoricamente, estão proibidos os matrimônios arranjados, a mulher pode pedir o divórcio ou separar - se, pode herdar e receber um salário em igualdade de trabalho com os homens.
Apesar disso, as desigualdades continuam ainda em todas as fases de sua vida e a mulher continua a ser desconsiderada na organização familiar.
Já tivemos isso tudo e mais todas as violações dos Direitos Humanos que o Mundo conhece e que continuam a existir. (Ainda assim, premiaram a China com a realização dos Jogos Olímpicos).
Mas quase ninguém fala do que fazem aos animais.
Dos
Direitos dos Animais ninguém fala.
Alguém tem que falar por eles.
Nunca fui muito adepta das célebres lojas dos 300, que aliás agora, nem a 300 vendem mais nada.
Nem da proliferação das ditas em cada esquina.
Nem do facto, de sabendo que as pessoas lá vão, em busca do " baratinho", não se dêem ao trabalho de aprender uma palavra de português para atender os clientes.
Quando muito, alguns, interrogados sobre se têm um determinado produto, lá respondem " Tu vai. Tu plocula"
Pois é.
Mas eu não vou mais.
Sei que é difícil, hoje em dia, passar um dia que seja, sem de alguma forma usarmos alguma coisa que não tenha sido feita na China.
Mas eu vou tentar.
Eles que fiquem lá com a Maravilhosa Muralha da China.
Mais, de preferência, usem-na para não passarem para o lado de cá.
Pela parte que me toca,
ENCHI!
Desculpem, mas é de lágrimas nos olhos que escrevo este post e com muita, muita raiva no coração.