Tenho para mim, e pasme a vizinhança que julga que sou muito "prá frentex", que sem valores uma sociedade não tem hipótese de subsistir. E na base da sociedade tem que estar a Família, o respeito pelos meus velhos e pelos seus ensinamentos e a Civilização como sinónimo daquilo que nos identifica.
23 December 2008
É NATAL
Tenho para mim, e pasme a vizinhança que julga que sou muito "prá frentex", que sem valores uma sociedade não tem hipótese de subsistir. E na base da sociedade tem que estar a Família, o respeito pelos meus velhos e pelos seus ensinamentos e a Civilização como sinónimo daquilo que nos identifica.
2 December 2008
O ADVENTO, A TRADIÇÃO, A MUDANÇA
O Advento começa no Domingo mais próximo do dia 30 de Novembro e vai até à véspera de Natal, contando quatro domingos.
Símbolos do Advento
COROA DE ADVENTO
O símbolo do Advento que mais usamos é a coroa ou grinalda do Advento. Ela é feita de galhos sempre verdes entrelaçados, formando um círculo, no qual são colocadas 4 grandes velas representando as 4 semanas do Advento. É enfeitada com uma fita vermelha, que significa o amor pelo Filho de Deus que vai nascer. Os detalhes dourados prefiguram a glória do Reino que virá. Em cada domingo é acesa uma vela.
Origem: A Coroa de Advento tem a sua origem numa tradição pagã europeia. No Inverno, acendiam-se algumas velas que representavam o “fogo do deus sol” com a esperança de que a sua luz e o seu calor voltasse. Os primeiros missionários aproveitaram esta tradição para evangelizar as pessoas. Partiam de seus próprios costumes para lhes anunciar a Fé. Assim, a coroa está formada por uma grande quantidade de símbolos:
A Forma Circular
O círculo não tem princípio, nem fim. É sinal do amor de Deus que é eterno, sem princípio e nem fim, e também do nosso amor a Deus e ao próximo que nunca deve terminar. Além disso, o círculo dá uma ideia de “elo”, de união entre Deus e as pessoas, como uma grande “Aliança”.
Os ramos verdes
Verde é a cor da esperança e da vida. Deus quer que esperemos a sua graça, o seu perdão misericordioso e a glória da vida eterna no final de nossa vida.
As quatro velas da coroa simbolizam, cada uma delas, uma das quatro semanas do Advento. No inicio, vemos a coroa sem luz e sem brilho. Recorda a experiência de escuridão do pecado. À medida que se vai aproximando o Natal, vamos nas semanas do Advento, acendendo uma a uma as quatro velas representando assim a chegada do Senhor Jesus.
A primeira vela lembra o perdão concedido a Adão e Eva.
A segunda simboliza a fé de Abraão e dos outros Patriarcas, a quem foi anunciada a Terra Prometida.
A terceira lembra a alegria do rei David que recebeu de Deus a promessa de uma aliança eterna.
A quarta recorda os Profetas que anunciaram a chegada do Salvador.
Nesta época rebuscamos na nossa memória como eram os Natais de antigamente, mas incoscientemente também tentamos ( escondidos atrás da certeza de que é a Festa da Família) recriar o ambiente das refeições de antigamente, em que toda a família se reunia à mesa para comer as refeições, em que se contava como tinha sido o nosso dia, mas NÃO se discutia, NÃO se via televisão, esse rectângulo falante que mata qualquer conversa, não comia um a cada hora indo buscar o prato ao micro-ondas porque esta ainda não existia.
Assim que, na noite de Natal a família reúne-se e segue a tradição do antigamente.
Mas segundo me tenho apercebido, em muitas casas baralha-se tudo.
Terá sido sempre assim nas famílias dessas casas?
Eu explico:
A maioria das famílias portuguesas come bacalhau cozido com couves ( ou polvo ) e de sobremesa a imensa variedade de doces natalícios que temos.
Mas essa não era a Tradição.
Não é por acaso que o que vai para a mesa na Noite de Natal, é um peixe seco, que antigamente era barato e bom, e agora é caro e, às vezes, não tão bom assim.
E os doces não se comiam como sobremesa: comiam-se à Ceia, depois de vir da Missa do Galo.
Isto porque, exactamente, o Advento também devia ser um tempo de jejum, sendo que o jantar de Natal era a transição para a Festa.
Era preciso jejuar-se para poder comungar na Missa do Galo e agora já ninguém o faz.
Era, no fundo, o último sacrifício que se fazia antes da Ceia de Natal.
A Ceia era a festa da abundância contra a frugalidade, o prazer de comer bem depois da abstinência.
Hoje é uma espécie de sessões contínuas em que, normalmente, nem no intervalo se vai à Missa do Galo.
Então, se já não se cumpre nada, para quê comer bacalhau?
Se é para inovar, coma-se uma tarte de salmão, um lombo de porco assado com molho de ameixas, um lombo Wellington ou mesmo um ganso recheado com frutos secos e molho de tangerinas frescas.
Faça-se a Festa, coma-se bem, reúna-se a família, troquem-se presentes, e Esqueça-se que é NATAL.
Ah, e só mais uma coisinha: Não me venham com a história de que Natal é quando o Homem quiser.
Được đăng bởi BlueVelvet vào lúc Tuesday, December 02, 2008 19 nhận xét
5 January 2008
FELIZ DIA DE REIS

O Dia de Reis celebra-se a 6 de Janeiro, partindo-se do princípio que foi neste dia que os Reis Magos chegaram finalmente junto ao Menino Jesus. Em alguns países, como na vizinha Espanha, é hoje que se trocam os presentes.
Os Reis Magos são personagens que vieram do Oriente, guiados por uma estrela, para adorar o Deus Menino, em Belém (Mateus 2, 1-12).
A designação “Mago” era dada, entre os Orientais, à classe dos sábios ou eruditos. Posteriormente, a Igreja atribuiu-lhes o apelido de “Reis”, em virtude da aplicação liberal que se lhes fez do Salmo 71,10.
Foi uma tradição posterior aos Evangelhos que lhes deu o nome de Baltasar, Gaspar e Belchior (ou Melchior), tendo-se também atribuído a cada um características próprias.
Belchior (ou Melchior) seria o representante da raça branca (europeia) e descenderia de Jafé; Gaspar representaria a raça amarela (asiática) e seria descendente de Sem; por fim, Baltasar representaria todos os de raça negra (africana) e descenderia de Cam.
Estavam assim representadas todas as raças bíblicas (e as únicas conhecidas na altura: os semitas, os jafetitas e camitas).
Pode então dizer-se que a adoração dos Reis Magos ao Menino Jesus simboliza a homenagem de todos os homens na Terra ao Rei dos reis, e que mesmo os representantes dos tronos, senhores da Terra, se curvam perante Cristo, reconhecendo assim a sua divina realeza.
Jafé, Sem e Cam são os 3 filhos de Noé, que segundo o Antigo testamento representavam as 3 partes de mundo e as 3 raças que o povoavam naquele tempo.
Para além desta simbologia, pela cultura a cristã, os Reis Magos simbolizam que os poderosos e abastados devem curvar-se perante os humildes, despojando-se dos seus bens e colocando-os aos pés dos demais seres humanos, ou seja, devem partilhar a sua fortuna com os mais pobres.
Simbologia dos Presentes (Ouro, Incenso e Mirra)
Ao chegarem ao seu destino, os Reis Magos deram como presentes ao Menino Jesus:
• Ouro (oferecido por Belchior): este representa a Sua nobreza;
• Incenso (oferecido por Gaspar): representa a divindade de Jesus;
• Mirra (oferecida por Baltasar): a mirra é uma erva amarga e simboliza o sofrimento que Cristo enfrentou na Terra, enquanto salvador da Humanidade, e também simbolizava Jesus enquanto homem.
Assim, os Reis Magos homenagearam Jesus como rei (ouro), como Deus (incenso) e como homem (mirra).
TRADIÇÕES
Nalguns países, como Espanha e Portugal, é estimulada entre as crianças a tradição de se deixar sapatos na janela com erva antes de dormir, para que os camelos dos Reis Magos possam alimentar-se e retomar viagem. Em troca os Reis Magos deixariam doces que as crianças encontram no lugar da erva após acordar.
Na minha família, há uma tradição que vem dos tetra avós:
Descasca-se uma romã e chupam-se 3 bolinhas vermelhas. Depois, embrulham-se os carocinhos num papel ou pano vermelho, e guardam-se na carteira até ao ano seguinte.
Isso nos garante dinheiro durante todo o ano.
Será?
Não custa tentar, além do que adoro romã.
Được đăng bởi BlueVelvet vào lúc Saturday, January 05, 2008 6 nhận xét
Nhãn: bolo-rei , Dia de Reis , Reis Magos , Tradição
27 December 2007
SOBRE O FIM DE ANO
"FELIZ ANO NOVO” é uma expressão que já ouvimos várias vezes nos últimos dias, e é um cumprimento que vai ser dito e ouvido nas próximas semanas porque um novo ano vai começar. Mas o dia que hoje comemoramos como o Dia de Ano Novo, o 1º de Janeiro, nem sempre foi comemorado neste dia. O Ano Novo é um evento que acontece quando uma cultura celebra o fim de um ano e o começo do próximo. Todas as culturas que têm calendários anuais celebram o "Ano-Novo". A celebração do evento é também chamada "réveillon", termo oriundo do verbo réveiller, que em francês significa "despertar".
A comemoração ocidental tem origem num decreto do governador romano Júlio César, que fixou o 1º de Janeiro como o Dia do Ano-Novo em 46 A.C. Os romanos dedicavam esse dia a Jano, o deus dos portões. O mês de Janeiro, deriva do nome de Jano, que tinha duas faces - uma voltada para frente e a outra para trás.
O ANO NOVO NA ANTIGUIDADE
A celebração do Ano Novo é a mais antiga celebração a nível de Festas. Aconteceu pela 1ª vez na Antiga Babilónia há cerca de 4000 anos.
Cerca de 2000 AC, o Ano Novo Babilónico começava com a 1ª Lua Nova depois do Equinócio de Inverno.
As celebrações do Ano Novo Babilónico duravam 11 dias, e cada dia era diferente. Qualquer comparação com os festejos de hoje, são uma pálida amostra, comparada com aquela.
Os Romanos continuaram a celebrar o Fim do Ano no fim de Março, mas como o seu calendário era mudado conforme a vontade dos Imperadores, rapidamente o calendário ficou dessincronizado com o sol.
Finalmente, no ano 46 A.C Júlio César mudou o começo do ano para o dia 1 de Janeiro e o calendário ficou conhecido como ano Juliano.
A OPINIÃO DA IGREJA CATÓLICA E O FIM DE ANO
A Igreja sempre considerou os festejos de fim-de-ano uma festa pagã, ao contrário do que acontece em alguns países, como no Brasil, onde há uma enorme vertente mística, sendo o verdadeiro fim de ano passado na praia e oferecendo a Iemenjá flores brancas. Iemanjá é Nossa Senhora na Umbanda, uma religião que nasceu da mistura entre a religião dos africanos e a católica. Na verdade, só há cerca de 400 anos, a Igreja aceitou o Fim de Ano, fazendo-o coincidir com a circuncisão de Jesus Cristo.
ALGUMAS TRADIÇÕES DE ANO NOVO
Uma das tradições de Ano Novo é fazer uma lista das resoluções para o próximo ano. Remonta ao tempo da Babilónia, mas enquanto, hoje em dia, se pode encontrar entre elas, deixar de fumar ou fazer uma dieta de emagrecimento, na Babilónia, a mais comum era devolver os equipamentos de lavoura emprestados!
A tradição de representar o Ano Novo por um bébé começou na Grécia no ano 600ª.C.
Era costume celebrarem o Deus do vinho, Dionísio, passeando um bebé num cestinho, representando o renascimento daquele Deus, também símbolo de fertilidade.
A Igreja Católica teve que se vergar a essa tradição, e fê-lo aceitando que o bebé representa o Menino Jesus.
Em Nova Iorque a celebração mais famosa de Ano Novo é a de Times Square onde uma bola gigante começa a descer às 23 horas e 59 minutos até atingir o prédio em que está instalada, marcando exactamente zero horas (00:00:00).
No Rio de Janeiro a celebração mais famosa é a dos fogos de artifício em Copacabana. Milhares de cariocas e turistas juntam-se nas ruas à beira-mar e nas praias para assistirem ao interminável espectáculo, que começa pontualmente à meia-noite do novo ano.
Em São Paulo a Avenida Paulista é o palco de atracções e queima de fogos. Em 31 de Dezembro de 2006, a festa reuniu mais de dois milhões de pessoas.
Na Escócia há muitos costumes especiais associados ao Ano Novo, como a tradição de ser a primeira pessoa a pisar a propriedade do vizinho, conhecida como first-footing (primeira pegada). São também dados presentes simbólicos para desejar boa sorte, incluindo biscoitos ou bolos, tipo donuts, por serem redondos. Com isso, pretende-se representar a ideia do fechar de um círculo ( o ano que acaba e o que começa).
Em muitos países, as pessoas têm o costume de soltar fogos de artifício nas suas casas, como é o caso do Brasil, dos Países Baixos e de outros países europeus.
Em países de língua inglesa, cantar e/ou tocar a música Auld Lang Syne logo após a meia-noite, é uma tradição seguida ainda hoje.
Được đăng bởi BlueVelvet vào lúc Thursday, December 27, 2007 7 nhận xét
Nhãn: Fim de Ano , Réveillon , Tradição
2 November 2007
ATIREI O PAU AO GATO, OU NÃO?
Atirei o Pau ao Gato, to
Atirei o Pau ao gato, to
mas o gato, não morreu, eu, eu
Dona Chica, assustou-se, se, se
Com o berro, com o berro
Que o gato deu, miauuu.
Era este o começo de uma das mais conhecidas canções que as crianças cantavam, desde o tempo da minha avó.
Não sei se repararam que os verbos estão no PASSADO.
Pois, foi de propósito. Imaginem que descobri que a letra que as crianças agora cantam, reza assim:
Não atirei o pau ao gato, to
Não atirei o pau ao gato, to
Porqu'a minha mãe ensinou-me, me
Que o gato, to
Que o gato, to
É meu amigo, miauuuuu.
Fiquei tão espantada quando ouvi a filha de uma amiga a cantar isto, que durante uns instantes as ideias ficaram um bocado embaralhadas.
Ainda interroguei a pequenina, mas ela nunca tinha ouvido a minha versão.
Falei então com a minha amiga, e ela explicou-me com um ar muito sério, que a letra tinha sido mudada para não incitar as crianças a fazerem mal aos animais.
Confesso que continuo atarantada com esta mudança, primeiro porque adoro tradições e depois porque preservo como um cão de guarda as memórias da minha infância.
Aliás, preservo todas.
Adoro memórias.
Depois porque "entre les deux mon coeur balance...".
Calculo que não estejam a perceber nada, mas vou passar a explicar:
É claro que qualquer medida tomada no sentido de proteger os animais, que amo, é por mim abençoada.
Aliás tenho-me batido, em cruzada, para que a nossa lei mude, e passe a ser crime com direito a registo no Registo Criminal, e pena privativa de liberdade, qualquer mau trato infligido a um animal.
Mas, isto é assim como dizerem-me que o whisky não é escocês, que o vinho do Porto não vem das uvas do Douro, que o melhor Gin não é o inglês e por aí fora.
Por outro lado, fiz uma pequena viagem na memória, e lembrei-me que depois de levar o meu filho mais velho a ver o Bambi, fiquei com dois problemas entre mãos:
1º Para além de chorar que nem uma Madalena quando viu a mãe do Bambi morrer, durante muitas noites acordava a chorar com medo que eu também fosse morrer.
2º Só muito mais velho consegui que fosse ver filmes de desenhos animados, o que para mim era quase um pecado.
Mas não havia quem o convencesse.
Ainda hoje, quando me insurjo contra a violência dos desenhos animados que passam na Televisão, ele diz-me sempre:
Ó mãe, olhe lá:
Então e a bruxa malvada da Branca de Neve?
E a madrasta da Cinderela?
E o lobo mau do Capuchinho Vermelho que come a avó dela?
E continua por aqui fora sem que eu tenha grandes argumentos para o contrariar.
Estas 2 coisas fizeram com que falasse com vários amigos, e o facto é que se gerou uma grande confusão, com uns a defenderem a nova letra, porque sim senhora, tem que se ensinar as crianças a amarem os animais desde pequeninos, e os outros que acham que a letra se deve manter, e as histórias de encantar se devem continuar a contar às crianças, para elas se irem habituando que há pessoas boas e más, que as más são as que batem nos animais, que há pessoas que são verdeiras Bruxas, que há o Bem e o Mal, e que o Bem vence sempre o Mal.
Agora pergunto eu:
Se não se deve mentir, muito menos a uma criança, como vou eu dizer que o Bem vence sempre o Mal, se infelizmente isso não é verdade?
E sendo assim, atiro o pau ao gato ou não?
Được đăng bởi BlueVelvet vào lúc Friday, November 02, 2007 6 nhận xét
Nhãn: histórias infantis , o Bem e o Mal , Tradição
16 September 2007
MODERNICES

Nos meus tempos de criança, e há bem pouco tempo ainda, eram uma tentação as belas bolas de berlim que senhoras de cesta à cabeça vendiam nas praias.
As mais famosas eram as do Guincho, às vezes ainda quentinhas e cheias de creme.
Uma amiga fez-me chegar a fotografia que aqui fica.
De facto, a tradição já não é o que era!
E, provavelmente, as bolas também não.
Được đăng bởi BlueVelvet vào lúc Sunday, September 16, 2007 0 nhận xét
Pages
Acerca de mim
- BlueVelvet
- "CARPE DIEM" Mulher, Mãe, Advogada. Interessada em tudo o que acontece no Mundo. Politicamente incorrecta, SEMPRE. E, como diria Mário Quintana: Aquilo que falam de mim, não me diz respeito!
VELUDINHOS
Bluevelvet"s Favourites
AMIGOS SÃO O MELHOR DO MUNDO
Posso lá imaginar algo mais belo
do que uma formosa mulher
vestida da cor do céu, ao anoitecer,
com o toque delicado do veludo,
deixando seus ombros ebúrneos aparecer
bem como o seu colo que, com pudor, aludo,
iluminada por uns olhos brilhantes de fulgor?
Donagata em 21-02-2009
fábula de veludo
momentos antes de
imaginar um raio de
sol sobre esse corpo
soube o seu nome:
vi as letras
esculpidas
li na noite
uma voz
dediquei-lhe
o silêncio
Fábulas Incompletas
Dezembro 2009