8 May 2008

SEREMOS NÓS OS CULPADOS???



Quando há um ano e meio se descobriu que Natascha Kampusch de 18 anos, tinha estado encerrada durante mais de oito na cave de uma casa na localidade de Strasshof, nos arredores de Viena e já todos nos indignamos, estavamos longe de pensar que viriamos a entender que afinal nem tinha sido tão grave assim...
Elizabeth Fritzl foi encerrada numa cave durante 24 anos, violada diariamente pelo pai, teve 6 filhos absolutamente sózinha e tudo o mais que podemos ler...
Isto é sem duvida pior, a nível de sofrimento e de maldade, mas algo tem que estar muito mal no Mundo para que horrores como o de Fritzl possam acontecer e ele afirme sem qualquer sombra de remorso:
NÃO SOU UM MONSTRO. PODIA TÊ-LOS MORTO A TODOS!
Aquilo que me interrogo é: Podia ainda ser pior?
Fomos nós que criámos estes monstros?
Qual é a nossa parte de culpa?

7 May 2008

VOANDO 2



Para alguns, viajar é o plano de uma vida. Para outros, é sinónimo de vida sem plano algum. Infelizmente para mim não é, porque não pode ser, nem uma coisa nem outra.
Mas sou aquilo que a minha mãe, a quem já vi perder a cabeça mas nunca perder a compustura, apelidou, usando uma expressão muito prá frentex para me definir, quando se fala de viajar, que eu sou “ O verbo Ir”.
E é verdade.
Em 1 hora sou capaz de fazer uma mala e partir, se a companhia e o destino me agradarem.
Sabem aquela coisa de: Onde vamos almoçar? Que tal Paris? ‘Bora...
Para a semana há uma ponte: Que tal um saltinho ao Brasil? Porque não?
A verdade é que este nosso planeta é suficientemente diversificado para agradar a todos: dois hemisférios, seis continentes, uma quantidade imensa de países - e muitos nem estão no mapa - e cinco oceanos. Ou seja, o que não falta é lugar para se conhecer.
E eu tenho a sorte de já conhecer muitos.
A propósito do recente post que fiz “ Voando”, dei por mim a pensar que acho que já experimentei quase todos os transportes que se possam imaginar:
comboio, barco, teco-teco, monorail na Disney, carruagem em Central Park, camelo no Norte de Africa, coco em Cuba, jeep no deserto, e...
AH, AH, aquilo que é objecto deste post: de balão.
Adoro Africa. Seja o Norte, seja o resto de Africa.
As noites, as praias, o calor, as gentes, enfim, o cheiro.
A emoção de andar de jipe ao nascer do sol, na companhia de animais soltos na natureza, faz –me sempre sentir uma miúda de 12 anos.
Quem acompanha o meu blog sabe que o filme da minha vida é “ Out of Africa”, e depois de o ver, não descansei enquanto não visitei o Quénia.
Não contarei aqui o que foi essa viagem fascinante, porque não é esse o objectivo hoje.
Vou só contar-vos que mais ou menos a meio da estadia, e depois de já ter feito passeios maravilhosos, me perguntaram se queria fazer um safari.
Para caçar? perguntei eu
Claro.
O olhar que deitei ao senhor que me fez a pergunta foi de tal modo fuzilante, que ele deve ter achado melhor propor-me uma coisa bem diferente.
Então e sobrevoar a savana num balão?
Quando? Respondi logo de olhinhos a brilhar.
Nem pensar, respondeu em coro o grupo de amigos com quem estava.
Claro que depois as mulheres do grupo concordaram para não ficar atrás ( sabem como são as mulheres...), e os homens, porque, naturalmente não quiseram ser chamados de mariquinhas ( estão a imaginar, não é?)

No dia anterior deitamo-nos cedo porque tínhamos que nos levantar às… 4:00 da manhã.
Um dos objectivos é ver o nascer do sol, no ar.
Preparativos, viagem até ao local, briefing e tudo a postos para descolarmos ainda lusco-fusco.
No nosso balão íamos 8 pessoas mais uma no cesto.
O enchimento dos balões com ar (frio), a risota da entrada no cesto deitado com uma mulher de 150Kg no camarote mesmo por cima de mim, os queimadores a aquecerem o ar daquele gigante cogumelo de pano.
E lá comecei eu a ouvir a tal vozinha: ainda podes desistir...
Em poucos minutos estavamos na vertical e em pouco mais já no ar. O piloto pede uma salva de palmas para o pessoal assistente que fica em terra e com um silêncio incrível, pontualmente incomodado pelo barulho das labaredas, começamos a ganhar altitude.
Com a herança das viagens que tinha feito por terra guardada ainda bem fresca na memória e no corpo, este movimento sereno, sem saltos, abanões, arranques e travagens, parecia uma massagem, sem o ser!
A aurora despontou, mas o sol ainda não tinha nascido. O piloto ia falando do pouco que se via. Todos queríamos era ver alguns animais lá de cima. O leopardo é o mais ambicionado de todos.
Vimos muitos animais e as zebras correndo são um espectáculo tipo ballet. Apetece virar o balão, andar mais depressa, mas ficamos a saber que neste meio, pouco se controla para além do movimento vertical. De resto o vento é rei e senhor.
Voamos durante cerca de 1h e é impressionante a distância percorrida e a duração das rasantes ao chão, sempre a flutuar como uma pena. As árvores à nossa frente não se desviam, mas o calor das chamas eleva-nos em tempo útil de evitar uma colisão não solicitada.
Sobrevoar Maasai Mara num balão de ar quente é a definição de paz de espírito.
E depois aconteceu uma coisa espantosa:
Quando descemos, numa colina um pouquinho à frente estavam várias mesas, cobertas com toalhas de linho coloridas, repletas de iguarias deliciosas acompanhadas de champagne gelado, e este pequeno-almoço foi servido por um mordomo fardado a rigor.
Isto numa reserva, com os cheiros e sons que já nos eram familiares a rodearem-nos.
De morrer de rir, para quem já tinha feito tantas loucuras, eram os avisos/pedidos do nosso piloto: " Não passem nunca para lá dos jipes, é a nossa linha de segurança."
É que pelos vistos ali, qualquer animal, mesmo o elefante, consegue correr mais que o mais veloz dos humanos.
Como não sei pôr aqui vídeos, não posso pôr o filme que fiz. Mas se clikarem no site que aqui deixo conseguem ter uma ideia. Vejam os vídeos todos. Vale a pena. http://www.masaimara.org/
Este post é dedicado ao recém criado grupo Super Poderosas formado pela Docinho, Lindinha e Florzinha. hehehe

6 May 2008

A PATA PERKY




Para alguém como eu que se assistisse a uma tourada, torceria efusivamente pelo touro, histórias como esta soam como música.
Na última semana, grande parte dos media americanos relataram a história da pata selvagem Perky, que sobreviveu a provações que poucos humanos, dos mais machos e em condições ideais de saúde, suportariam.
Tudo começou quando a pata, que ainda não se chamava Perky, foi abatida numa caçada, coisa comum no bélico estado da Flórida.
Levada pelo seu algoz para casa para engrossar alguma receita especial, foi colocada no frigorífico com outros alimentos.
Dois dias depois, a mulher do caçador abriu o frigorífico para retirar a caça, pensando em depená-la e iniciar a preparação - provavelmente com laranjas - quando de repente:
- Qué!
A pata mexeu-se!
E para assombro da mulher, levantou a cabeça. Desesperada, pedindo perdão e tecendo promessas para São Francisco enquanto jurava nunca mais comer carne, a mulher do caçador colocou a pata ferida – a pata bicho, não a dela própria - no seu carro, e dirigiu-se ao hospital veterinário mais próximo.
Já atendido pela equipa de serviço, o pobre bichinho foi levado para a sala de cirurgia, onde tentaram o possível para reparar os graves danos na asa, no bico e numa das pernas. A cirurgia, como não poderia deixar de ser, decorreu de forma tensa, mas aparentemente sob controle, até o animal sofrer uma parada cardiorrespiratória. Os veterinários tentaram trazê-la de volta à vida, fazendo uso de todas as técnicas sabidas e não sabidas de ressuscitação cardiopulmonar.
Nada feito. A tristeza dominou o ambiente até aproximadamente vinte segundos após o anúncio oficial da morte da pobre ave. Quando se preparavam para tirar os aventais e abanar as cabeças negativamente, cena clichê de filme americano, eis que:
- Qué!
A pata voltara pela terceira vez à vida!
Para o bem do povo e felicidade geral da nação, ela havia decidido ficar, provando que aquela realmente não era a sua hora. Mais uma vez levantou a cabeça e ensaiou um bater de asas. De selvagem anónima, transformou-se em heroína, passando em seguida a celebridade nacional, e agora mundial com o nome Perky, cujo significado é... não faço a menor idéia.
A explicação da equipe veterinária para a resistência da pata à baixa temperatura do frigorífico baseou-se no metabolismo lento característico do bichinho. Já a resistência aos danos causados pela bala e à paragem cardíaca e respiratória, torna o caso mais difícil de explicar.
Perky, que já não corre risco de vida, corre agora o risco de ter sua história contada em filme pela sanha hollywoodiana em transformar factos do género em sucesso de bilheteira.
Perky deu a todos uma lição de vida, mesmo aparentemente não fazendo idéia disso.
Certamente tornará mais ricos em dinheiro aqueles que aproveitarem a história, do que tornaria rica em proteínas a dieta do caçador.
Se a história da pata que enganou a morte três vezes seguidas servir de lição para ao menos uma destas pessoas que insistem em transformar animais em objectos de sadismo nos rodeios, touradas, guerras de cães e outras selvajarias semelhantes, já terá valido a pena. Talvez seja isso que a pata Perky tenta dizer quando, com toda naturalidade abre o bico e:
- Qué!

5 May 2008

VOANDO


Voando de volta à santa terrinha.
O dever chama-me.
Mas isso agora não interessa nada.
O que interessa é que vou voando.
Literalmente.
E se há coisa que gosto de fazer é voar.
Não tem a ver com o cliché da liberdade. Ou terá. Nem sei bem. Não sei descrever o que sinto quando voo.
Talvez tenha a ver também com a minha paixão por nuvens e com o sonho impossível de um dia, tocar numa. Caminhar em cima daquela coisa branca que imagino fôfa.
Para além dos aviões, e já nem sei quantas horas de voo fiz até hoje, nem em quantos diferentes modelos de aviões andei, a primeira experiência radical que tive, foi em Natal, num ultra-leve.
Lembro-me que o grupo de amigos com quem estava me chamou maluca e outras coisinhas semelhentes, e que ao descolar da praia, ainda ouvi a voz do meu marido que divertido, gritou:
-Qual é a senha do cofre???
Voar sentada numa cadeirinha mínima e desconfortável, em biquini com uma t-shirt por cima e descalça é uma sensação estranha.
E como descolei da praia o voo foi quase todo sobre o mar.
Esticava a mão e tinha...nada.
Só percebi que não era perfeito quando anos mais tarde, me lancei da Pedra Bonita, de asa delta.
E quando aterrei, e os meus filhos disseram em uníssono:
-Agora nós, mãe!
Voar de asa delta é seguramente o mais próximo que se pode estar de um pássaro.
Não há o ruído irritante do motorzinho do ultra leve. Aliás, não há ruído nenhum. O silêncio é absoluto se não contarmos com os batimentos do coração.
A Pedra Bonita é uma montanha com cerca de 700 metros de altitude, situada na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro.
Lá em cima, tem uma rampa e enquanto nos vestimos e preparamos para o voo, temos sempre uma vózinha que nos diz: Ainda podes desistir!
E vai dizendo, e nós vamos ouvindo sempre achando que podemos desistir.
Sucede que quando começamos a correr na rampa, a determinada altura ela acaba, e o próximo passo que damos...é o no vazio.
Sem retorno.
Mas aí o medo já passou e fica uma indizível e inexplicável sensação de milagre.
Temos aos pés o Rio de Janeiro em toda a sua beleza, o mar, a Floresta da Tijuca, o céu e as nuvens.
Aquela história de "o céu é o limite" é a ali.
Nos aviões, sobretudo nos de grande porte, a parte que mais gosto é quando o avião parado no principío da pista, abre os motores, toda a fuselagem estremece e começa a corrida para a descolagem.
O avião vai comendo a pista adquirindo velocidade, e num supremo esforço, eleva-se, e nós com ele.
E com isto já dei quase a volta ao Mundo.
Nova Iorque/Rio/Lisboa.
Nada como começar a escrever para a imaginação voar.
Lisboa, here I go!

4 May 2008

PARA A MINHA MÃE



Hoje é Dia da Mãe – como se, todos os dias, não fossem os dias da minha Mãe!
É que ela não se demite do cargo dia nenhum.
Alentejana, num tempo em que o machismo parecia impedi-la de voar, ainda assim voou.
Veio para Lisboa, licenciou-se, e sem nunca esquecer o seu Alentejo, foi sempre uma Catarina Eufémia lutando contra as injustiças e em prol dos mais desfavorecidos.
Tem o porte e a beleza de uma Rainha e também a sua primorosa educação.
Há 11 anos virou enfermeira do meu pai, único amor da sua vida, e por ele tem abdicado de grande parte das coisas que gosta de fazer.
Cada dia que amanhece, é para ela mais um dia de se preocupar com todos da família.
Vigilante.
É mulher, mãe, avó, porto seguro de todos nós.
Falo com ela todos os dias: "zangamo-nos muito mas não posso passar sem ela" escreveu o escritor , e eu assino em baixo.
E cito ooutro escritor quando diz “…mãe, obrigada por desculpares sem ser preciso eu pedir, todas as minhas injustiças e todas as minhas faltas, mãe, enquanto eu viver tu vives sempre comigo e quando eu morrer eu vou logo ter contigo”.
A minha mãe não é diferente de outras mães, mas, tem uma coisa que outras nem sempre têm: é incondicional!!!
Sempre foi e, mesmo que a dor e o sofrimento a abatam, tem sempre a força suficiente para nos puxar para cima.
Só pode ir buscá-la ao imenso Amor que tem dentro dela.
Saí dela, mas continuamos ligadas por um cordão umbilical que não foi nunca cortado.
São com ela as melhores recordações que tenho da minha infância:
A ida à missa à Igreja de São Nicolau e depois tomar o pequeno almoço à Ferrari, no Dia da Mãe quando era a 8 de Dezembro.
As compras na Baixa dos tecidos escolhidos a dedo para depois levar à modista que fazia os meus vestidos.
As viagens que fizémos a museus, a bailados, a livrarias. A ela devo toda a educação e cultura que tenho.
Com ela, tudo é feito como se de um ritual se tratasse.
Ainda hoje, e tanto eu como os netos nos rimos disso, se um livro acabou de sair ou saiu há muito tempo, não importa, se ninguém tiver, ela tem.
Num Natal de há anos, ainda por cá ninguém sabia quem era Adriana Calcanhoto, um dos seus presentes para mim, foi o 1º Cd da cantora.
Esteve comigo no parto dos meus filhos, e na saúde e na doença, nos bons e maus momentos, ela ali está como uma Rocha escondida num corpo já frágil.
Poderia encher páginas sobre a minha Mãe, mas acabo dizendo:
Enquanto tiver Mãe, nunca estarei sózinha.
Para ela, em singelas e simples palavras, aqui fica , em homenagem, um poema de Mário Quintana:

Mãe... São três letras apenas
As desse nome bendito:
Também o Céu tem três letras...
E nelas cabe o infinito.

Para louvar nossa mãe,
Todo o bem que se disse
Nunca há de ser tão grande
Como o bem que ela nos quer...

Palavra tão pequenina,
Bem sabem os lábios meus
Que és do tamanho do Céu
E apenas menor que Deus!
Gravura de Susana Tavares

3 May 2008

FELICIDADE


Porque será tão difícil ser Feliz?!?!
Li outro dia que a Felicidade não é uma Dádiva... é uma Conquista!
Ela não nos cai no colo. Exige, isso sim, trabalho e esforço para se atingir. E não vem para ficar... Se este trabalho não for continuado, se não se tratar e cuidar (como uma flor, por exemplo) a Felicidade tenderá a murchar e morrer.
Mas se nos perguntarmos se somos felizes, quem dirá "Sim" sem hesitar?
O que é estranho hoje em dia, é que por vezes lutamos por aquilo que pensamos que nos fará felizes e não pela verdadeira Felicidade.
Compramos quilos de roupa e calçado (se possível, tudo de marca), guiamos carros novos, lutamos por ganhar o mais possível, por progredir na carreira (e ter com isso alguma projecção social), adquirimos uma casa tornando-nos "hipotecários' até ao sonhado dia em que nos transformamos em "proprietários", esforçamo-nos por possuir uma vida social agitada e preenchida, viajamos pelo mundo inteiro, conhecemos centenas de pessoas, convivemos com dezenas, temos um (ou mais :)) namorado(s) namorada(s), marido, mulher, temos ou não filhos, malhamos no ginásio (digam lá se um corpo de sonho não é sinónimo de Felicidade?), etc, etc. Cada um, à sua maneira, luta pelo seu nichozinho de Felicidade, mas, de tão "ocupados" acabamos por não ter tempo para ser realmente Felizes!
Acredito que ninguém é Feliz sem sonhos e objectivos pelos quais lutar.
Na minha opinião, esse é que é o verdadeiro segredo da Felicidade. Por outro lado, surge a nossa faceta de permanente insatisfação... assim que um sonho ou um objectivo foi realizado ou atingido, partimos em busca do seguinte porque ainda não nos sentimos satisfeitos.
Então, afinal, quando seremos Felizes?
Quando conseguirmos aproveitar o momento sem pensar quando ele irá acabar, quando disfrutarmos a sinceridade de um sorriso sem questionar se ele existirá amanhã, quando não olharmos por cima do ombro invejando a suposta felicidade de quem tem mais, quando investirmos e arriscarmos o que temos pelo que queremos, quando não deixarmos o passado manchar o presente, quando gozarmos o presente porque nem sabemos se estaremos por cá para viver o futuro.
Eu sei que algumas destas coisas podem parecer contraditórias, mas hoje, deu-me para aqui!
Já que alguém afirmou: The best things in life are free...
Eu acrescento: Let's enjoy them!!

2 May 2008

10.000

AMIGAS E AMIGOS,
já aqui vieram muitas vezes!
Tantas, que chegámos aos 10.000.
MUITO OBRIGADA PELA VOSSA VISITA.

E como é Dia de Festa, resolvi dar Presentes a quem me visita.
Como sabem criei um PRÉMIO para atribuir uma vez por mês a 1 só blog, O PRÉMIO MARAVILHA.




que é sempre atribuído a um blog GENERALISTA, que tem tudo de bom: os posts, as imagens, a música, e o dono/a.
Este mês, o Prémio de Abril, porque o blog esteve fechado para obras, vai para a PATTI.

O Prémio ESTE BLOG FAZ A DIFERENÇA


atribuído pela CARMINDA vai para:

A CORAGEM
A PATTI
MACAW
A MARIA
A LEONOR
A FA
A MI
A MIMO-TE

A NUVEM
A PITANGA
O INFINITO PESSOAL
O EREMITA
O FM
O OLIVER
O PROVOKATOR

O Prémio " NAS NUVENS" vai para



A MINHA NUVEM
CORAGEM
COMEÇAR DE NOVO

O Prémio




atribuído pela Grace segue direitinho para:

CARMINDA
ESCRITO A QUENTE
FA
FM
GI

LEONOR
MARIA
MIMO-TE

NUVEM
PATTI
SOPHIAMAR
SUNSHINE



O Prémio



que criei, é atribuído a um blog que me visite pela 1ª vez e de quem eu fique cliente:)))
Este mês de Abril, vai para a XANDA .

Os Prémios
e



vão os dois para a Mary. O do dia, poque a leio todos os dias. O solidário, porque sim!


A Leonor criou e ofereceu-me ontem, dois prémios maravilhosos.
O Prémio BAILANDO NA BLOGOSFERA



e o Prémio Prima Bailarina com Letras,"Atribuído, sem sombra de dúvida, à Blue, a bailarina letrada da Blogosfera".



Nem tenho palavras para agradecer tamanha delicadeza.
Portanto agradeço com um MIMINHO

Recados e Imagens - Obrigado - Orkut

Para a PATTI que gosta muito das bonequinhas, aqui fica uma para pôr no seu blog.



Para todos,




COMENTÁRIOS

Como já devem ter reparado, no sítio dos comentários, têm VELUDINHOS e COMMENTS. A caixa de mensagens do Blogger ( Comments) já está a funcionar, mas a dos veludinhos é muito mais bonita..
Pode ficar uma para os meninos e outra para as meninas:)))))

Veja este e outros modelos no Gifs e Mensagens clicando no endereço abaixo www.gifsemensagens.com.br




1 May 2008

1º DE MAIO FERIADO

Confesso que exceptuando o primeiro 1º de Maio, logo a seguir ao 25 de Abril, em que a minha mãe literalmente decidiu que tinha que "ir para a rua" e carregou comigo como companhia, nunca comemorei este dia, a não ser pelo facto de ser Feriado.
Mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa...
Para me redimir, sugiro que passem pelo meu outro blogue http://surfinginthewind.blogspot.com/ onde estão umas informações que devem interessar não só aos trabalhadores, mas a todos os cidadãos.
Não a pus aqui para não " sujar" o meu bloguezinho" novo.
Aqui, para descontrairem, deixo este vídeo que não pode vir mais a propósito.
Não deixem de ver, porque vão rir imenso.



Enquanto isso, eu como já vi, vou dar uma voltinha na minha bicla nova que a PATTI me ofereceu.
ATÉ AMANHÃ E BOM FERIADO...


30 April 2008

NEW YORK NEW YORK ... OBRIGADA


Nova Iorque é como as mulheres: ou se ama, ou se odeia.
Não há aquela coisa de: Ah, gosto, mas...
Eu amo Nova Iorque sem mas, talvez por não a conhecer como turista, embora conheça todos os locais obrigatórios de passagem turística.
Mas, por exemplo, exactamente porque a amo e a sinto um pouco como minha casa, impressiona-me imenso ver no local das Twin Towers, magotes de turistas a tirarem fotografias .
Ainda se pelo menos se limitassem ao local... Mas não. Encostam-se ao gradeamento onde estão os nomes de todos os que morreram e sorriem para a câmara.
Logo após o atentado fui lá e levei o meu filho mais novo. Ele ia de máquina em punho e preparava-se para me tirar uma fotografia quando viu os meus olhos marejados de lágrimas. Olhou para mim, e sem uma palavra meteu a máquina no bolso.
É que eu já tinha jantado no restaurante no alto das Torres, com a vista única de Manhatten aos meus pés.
Já me tinha sentado nos jardins que rodeavam as Torres, comendo um gelado e vendo os apressados corretores da bolsa correndo para os bancos.
Já tinha apanhado, perto dali o barco que nos leva à Estátua da Liberdade.
De repente, ver tudo desaparecido, uma cratera gigante no chão e aquilo que foi em tempos um imenso globo terrestre em ferro ou aço, não sei bem, todo negro e deformado pelo calor da tragédia, dói.
Ali, mais do que em qualquer outro lado, tem-se verdadeira noção do que pode a maldade dos homens, seja quem for o culpado de tamanha barbaridade.
Mas enfim, este não é um post triste.
A cidade fervilha de gente, os dog-sitters passeiam 5 e 6 câes cada um, muitas lojas estão abertas 24 horas por dia, e a cidade, de facto, nunca dorme, como cantava Francis Albert Sinatra.
Chegada de uma aula de yôga, não resisto a contar-vos uma que me deixou a pensar.
Antes de sair do ginásio perguntei se 5ªfeira estavam abertos.
Responderam-me que sim.
E eu retorqui: Mas, em todo o Mundo estão fechados. É o Dia do Trabalhador!
WE ARE THE WORLD, DEAR. THE OTHERS, ARE THE REST OF THE WORLD...
Assim, daqui desta cidade que tanto amo e onde me sinto tão feliz, vos digo:
Eu amo os Estadou Unidos, mas...



A minha querida amiga e maravilhosa artista Fa, ofereceu-me este quadro pintado por ela como sinal de Boas Vindas.
Bem hajas, amiga.
A fotografia é aquilo que os meus olhos viram do alto do Empire State Building, com as feéricas luzes de Manhatten, o rio, e a lua cheia. É um presente meu, para todos.
E façam o favor de ser felizes, como eu estou agora.