8 May 2008
SEREMOS NÓS OS CULPADOS???
Được đăng bởi BlueVelvet vào lúc Thursday, May 08, 2008 18 nhận xét
7 May 2008
VOANDO 2
Mas sou aquilo que a minha mãe, a quem já vi perder a cabeça mas nunca perder a compustura, apelidou, usando uma expressão muito prá frentex para me definir, quando se fala de viajar, que eu sou “ O verbo Ir”.
E é verdade.
Em 1 hora sou capaz de fazer uma mala e partir, se a companhia e o destino me agradarem.
Sabem aquela coisa de: Onde vamos almoçar? Que tal Paris? ‘Bora...
Para a semana há uma ponte: Que tal um saltinho ao Brasil? Porque não?
A verdade é que este nosso planeta é suficientemente diversificado para agradar a todos: dois hemisférios, seis continentes, uma quantidade imensa de países - e muitos nem estão no mapa - e cinco oceanos. Ou seja, o que não falta é lugar para se conhecer.
E eu tenho a sorte de já conhecer muitos.
A propósito do recente post que fiz “ Voando”, dei por mim a pensar que acho que já experimentei quase todos os transportes que se possam imaginar:
comboio, barco, teco-teco, monorail na Disney, carruagem em Central Park, camelo no Norte de Africa, coco em Cuba, jeep no deserto, e...
AH, AH, aquilo que é objecto deste post: de balão.
Adoro Africa. Seja o Norte, seja o resto de Africa.
As noites, as praias, o calor, as gentes, enfim, o cheiro.
A emoção de andar de jipe ao nascer do sol, na companhia de animais soltos na natureza, faz –me sempre sentir uma miúda de 12 anos.
Quem acompanha o meu blog sabe que o filme da minha vida é “ Out of Africa”, e depois de o ver, não descansei enquanto não visitei o Quénia.
Não contarei aqui o que foi essa viagem fascinante, porque não é esse o objectivo hoje.
Vou só contar-vos que mais ou menos a meio da estadia, e depois de já ter feito passeios maravilhosos, me perguntaram se queria fazer um safari.
Para caçar? perguntei eu
Claro.
O olhar que deitei ao senhor que me fez a pergunta foi de tal modo fuzilante, que ele deve ter achado melhor propor-me uma coisa bem diferente.
Então e sobrevoar a savana num balão?
Quando? Respondi logo de olhinhos a brilhar.
Nem pensar, respondeu em coro o grupo de amigos com quem estava.
Claro que depois as mulheres do grupo concordaram para não ficar atrás ( sabem como são as mulheres...), e os homens, porque, naturalmente não quiseram ser chamados de mariquinhas ( estão a imaginar, não é?)
Um dos objectivos é ver o nascer do sol, no ar.
Preparativos, viagem até ao local, briefing e tudo a postos para descolarmos ainda lusco-fusco.
No nosso balão íamos 8 pessoas mais uma no cesto.
O enchimento dos balões com ar (frio), a risota da entrada no cesto deitado com uma mulher de 150Kg no camarote mesmo por cima de mim, os queimadores a aquecerem o ar daquele gigante cogumelo de pano.
E lá comecei eu a ouvir a tal vozinha: ainda podes desistir...
Em poucos minutos estavamos na vertical e em pouco mais já no ar. O piloto pede uma salva de palmas para o pessoal assistente que fica em terra e com um silêncio incrível, pontualmente incomodado pelo barulho das labaredas, começamos a ganhar altitude.
Com a herança das viagens que tinha feito por terra guardada ainda bem fresca na memória e no corpo, este movimento sereno, sem saltos, abanões, arranques e travagens, parecia uma massagem, sem o ser!
A aurora despontou, mas o sol ainda não tinha nascido. O piloto ia falando do pouco que se via. Todos queríamos era ver alguns animais lá de cima. O leopardo é o mais ambicionado de todos.
Vimos muitos animais e as zebras correndo são um espectáculo tipo ballet. Apetece virar o balão, andar mais depressa, mas ficamos a saber que neste meio, pouco se controla para além do movimento vertical. De resto o vento é rei e senhor.
Voamos durante cerca de 1h e é impressionante a distância percorrida e a duração das rasantes ao chão, sempre a flutuar como uma pena. As árvores à nossa frente não se desviam, mas o calor das chamas eleva-nos em tempo útil de evitar uma colisão não solicitada.
Sobrevoar Maasai Mara num balão de ar quente é a definição de paz de espírito.
E depois aconteceu uma coisa espantosa:
Quando descemos, numa colina um pouquinho à frente estavam várias mesas, cobertas com toalhas de linho coloridas, repletas de iguarias deliciosas acompanhadas de champagne gelado, e este pequeno-almoço foi servido por um mordomo fardado a rigor.
Isto numa reserva, com os cheiros e sons que já nos eram familiares a rodearem-nos.
De morrer de rir, para quem já tinha feito tantas loucuras, eram os avisos/pedidos do nosso piloto: " Não passem nunca para lá dos jipes, é a nossa linha de segurança."
É que pelos vistos ali, qualquer animal, mesmo o elefante, consegue correr mais que o mais veloz dos humanos.
Được đăng bởi BlueVelvet vào lúc Wednesday, May 07, 2008 15 nhận xét
6 May 2008
A PATA PERKY

- Qué!
A pata mexeu-se!
Já atendido pela equipa de serviço, o pobre bichinho foi levado para a sala de cirurgia, onde tentaram o possível para reparar os graves danos na asa, no bico e numa das pernas. A cirurgia, como não poderia deixar de ser, decorreu de forma tensa, mas aparentemente sob controle, até o animal sofrer uma parada cardiorrespiratória. Os veterinários tentaram trazê-la de volta à vida, fazendo uso de todas as técnicas sabidas e não sabidas de ressuscitação cardiopulmonar.
- Qué!
A pata voltara pela terceira vez à vida!
A explicação da equipe veterinária para a resistência da pata à baixa temperatura do frigorífico baseou-se no metabolismo lento característico do bichinho. Já a resistência aos danos causados pela bala e à paragem cardíaca e respiratória, torna o caso mais difícil de explicar.
Perky, que já não corre risco de vida, corre agora o risco de ter sua história contada em filme pela sanha hollywoodiana em transformar factos do género em sucesso de bilheteira.
Se a história da pata que enganou a morte três vezes seguidas servir de lição para ao menos uma destas pessoas que insistem em transformar animais em objectos de sadismo nos rodeios, touradas, guerras de cães e outras selvajarias semelhantes, já terá valido a pena. Talvez seja isso que a pata Perky tenta dizer quando, com toda naturalidade abre o bico e:
- Qué!
Được đăng bởi BlueVelvet vào lúc Tuesday, May 06, 2008 16 nhận xét
Nhãn: Bluevelvet's
5 May 2008
VOANDO

O dever chama-me.
Mas isso agora não interessa nada.
O que interessa é que vou voando.
Literalmente.
E se há coisa que gosto de fazer é voar.
Não tem a ver com o cliché da liberdade. Ou terá. Nem sei bem. Não sei descrever o que sinto quando voo.
Talvez tenha a ver também com a minha paixão por nuvens e com o sonho impossível de um dia, tocar numa. Caminhar em cima daquela coisa branca que imagino fôfa.
Para além dos aviões, e já nem sei quantas horas de voo fiz até hoje, nem em quantos diferentes modelos de aviões andei, a primeira experiência radical que tive, foi em Natal, num ultra-leve.
Lembro-me que o grupo de amigos com quem estava me chamou maluca e outras coisinhas semelhentes, e que ao descolar da praia, ainda ouvi a voz do meu marido que divertido, gritou:
-Qual é a senha do cofre???
Voar sentada numa cadeirinha mínima e desconfortável, em biquini com uma t-shirt por cima e descalça é uma sensação estranha.
E como descolei da praia o voo foi quase todo sobre o mar.
Esticava a mão e tinha...nada.
Só percebi que não era perfeito quando anos mais tarde, me lancei da Pedra Bonita, de asa delta.
E quando aterrei, e os meus filhos disseram em uníssono:
-Agora nós, mãe!
A Pedra Bonita é uma montanha com cerca de 700 metros de altitude, situada na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro.
Lá em cima, tem uma rampa e enquanto nos vestimos e preparamos para o voo, temos sempre uma vózinha que nos diz: Ainda podes desistir!
E vai dizendo, e nós vamos ouvindo sempre achando que podemos desistir.
Sucede que quando começamos a correr na rampa, a determinada altura ela acaba, e o próximo passo que damos...é o no vazio.
Sem retorno.
Mas aí o medo já passou e fica uma indizível e inexplicável sensação de milagre.
Temos aos pés o Rio de Janeiro em toda a sua beleza, o mar, a Floresta da Tijuca, o céu e as nuvens.
Aquela história de "o céu é o limite" é a ali.
Nos aviões, sobretudo nos de grande porte, a parte que mais gosto é quando o avião parado no principío da pista, abre os motores, toda a fuselagem estremece e começa a corrida para a descolagem.
O avião vai comendo a pista adquirindo velocidade, e num supremo esforço, eleva-se, e nós com ele.
E com isto já dei quase a volta ao Mundo.
Nova Iorque/Rio/Lisboa.
Nada como começar a escrever para a imaginação voar.
Lisboa, here I go!
Được đăng bởi BlueVelvet vào lúc Monday, May 05, 2008 25 nhận xét
Nhãn: Nova Iorque , Rio de Janeiro , Voar
4 May 2008
PARA A MINHA MÃE
Hoje é Dia da Mãe – como se, todos os dias, não fossem os dias da minha Mãe!
Mãe... São três letras apenas
As desse nome bendito:
Também o Céu tem três letras...
E nelas cabe o infinito.
Para louvar nossa mãe,
Todo o bem que se disse
Nunca há de ser tão grande
Como o bem que ela nos quer...
Palavra tão pequenina,
Bem sabem os lábios meus
Que és do tamanho do Céu
E apenas menor que Deus!
Được đăng bởi BlueVelvet vào lúc Sunday, May 04, 2008 18 nhận xét
Nhãn: Alguma inspiração do Luis , Dia da Mãe , Mário Quintana
3 May 2008
FELICIDADE
Được đăng bởi BlueVelvet vào lúc Saturday, May 03, 2008 30 nhận xét
Nhãn: Felicidade
2 May 2008
10.000
AMIGAS E AMIGOS,
já aqui vieram muitas vezes!
Tantas, que chegámos aos 10.000.
MUITO OBRIGADA PELA VOSSA VISITA.
E como é Dia de Festa, resolvi dar Presentes a quem me visita.
Como sabem criei um PRÉMIO para atribuir uma vez por mês a 1 só blog, O PRÉMIO MARAVILHA.
que é sempre atribuído a um blog GENERALISTA, que tem tudo de bom: os posts, as imagens, a música, e o dono/a.
Este mês, o Prémio de Abril, porque o blog esteve fechado para obras, vai para a PATTI.
O Prémio ESTE BLOG FAZ A DIFERENÇA
atribuído pela CARMINDA vai para:
A CORAGEM
A PATTI
MACAW
A MARIA
A LEONOR
A FA
A MI
A MIMO-TE
A NUVEM
A PITANGA
O INFINITO PESSOAL
O EREMITA
O FM
O OLIVER
O PROVOKATOR
O Prémio " NAS NUVENS" vai para
A MINHA NUVEM
CORAGEM
COMEÇAR DE NOVO
O Prémio
atribuído pela Grace segue direitinho para:
CARMINDA
ESCRITO A QUENTE
FA
FM
GI
LEONOR
MARIA
MIMO-TE
NUVEM
PATTI
SOPHIAMAR
SUNSHINE
O Prémio
.jpg)
que criei, é atribuído a um blog que me visite pela 1ª vez e de quem eu fique cliente:)))
Este mês de Abril, vai para a XANDA .
Os Prémios 
e
vão os dois para a Mary. O do dia, poque a leio todos os dias. O solidário, porque sim!
A Leonor criou e ofereceu-me ontem, dois prémios maravilhosos.
O Prémio BAILANDO NA BLOGOSFERA

e o Prémio Prima Bailarina com Letras,"Atribuído, sem sombra de dúvida, à Blue, a bailarina letrada da Blogosfera".

Nem tenho palavras para agradecer tamanha delicadeza.
Portanto agradeço com um MIMINHO
Para a PATTI que gosta muito das bonequinhas, aqui fica uma para pôr no seu blog.

Para todos,
Được đăng bởi BlueVelvet vào lúc Friday, May 02, 2008 26 nhận xét
COMENTÁRIOS
Como já devem ter reparado, no sítio dos comentários, têm VELUDINHOS e COMMENTS. A caixa de mensagens do Blogger ( Comments) já está a funcionar, mas a dos veludinhos é muito mais bonita..
Pode ficar uma para os meninos e outra para as meninas:)))))
Được đăng bởi BlueVelvet vào lúc Friday, May 02, 2008 14 nhận xét
Nhãn: comentários
1 May 2008
1º DE MAIO FERIADO
Mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa...
Para me redimir, sugiro que passem pelo meu outro blogue http://surfinginthewind.blogspot.com/ onde estão umas informações que devem interessar não só aos trabalhadores, mas a todos os cidadãos.
Não a pus aqui para não " sujar" o meu bloguezinho" novo.
Aqui, para descontrairem, deixo este vídeo que não pode vir mais a propósito.
Não deixem de ver, porque vão rir imenso.
Enquanto isso, eu como já vi, vou dar uma voltinha na minha bicla nova que a PATTI me ofereceu.
ATÉ AMANHÃ E BOM FERIADO...
Được đăng bởi BlueVelvet vào lúc Thursday, May 01, 2008 9 nhận xét
Nhãn: 1º de Maio Feriado
30 April 2008
NEW YORK NEW YORK ... OBRIGADA

Nova Iorque é como as mulheres: ou se ama, ou se odeia.
Não há aquela coisa de: Ah, gosto, mas...
Eu amo Nova Iorque sem mas, talvez por não a conhecer como turista, embora conheça todos os locais obrigatórios de passagem turística.
Mas, por exemplo, exactamente porque a amo e a sinto um pouco como minha casa, impressiona-me imenso ver no local das Twin Towers, magotes de turistas a tirarem fotografias .
Ainda se pelo menos se limitassem ao local... Mas não. Encostam-se ao gradeamento onde estão os nomes de todos os que morreram e sorriem para a câmara.
Logo após o atentado fui lá e levei o meu filho mais novo. Ele ia de máquina em punho e preparava-se para me tirar uma fotografia quando viu os meus olhos marejados de lágrimas. Olhou para mim, e sem uma palavra meteu a máquina no bolso.
É que eu já tinha jantado no restaurante no alto das Torres, com a vista única de Manhatten aos meus pés.
Já me tinha sentado nos jardins que rodeavam as Torres, comendo um gelado e vendo os apressados corretores da bolsa correndo para os bancos.
Já tinha apanhado, perto dali o barco que nos leva à Estátua da Liberdade.
De repente, ver tudo desaparecido, uma cratera gigante no chão e aquilo que foi em tempos um imenso globo terrestre em ferro ou aço, não sei bem, todo negro e deformado pelo calor da tragédia, dói.
Ali, mais do que em qualquer outro lado, tem-se verdadeira noção do que pode a maldade dos homens, seja quem for o culpado de tamanha barbaridade.
Mas enfim, este não é um post triste.
A cidade fervilha de gente, os dog-sitters passeiam 5 e 6 câes cada um, muitas lojas estão abertas 24 horas por dia, e a cidade, de facto, nunca dorme, como cantava Francis Albert Sinatra.
Chegada de uma aula de yôga, não resisto a contar-vos uma que me deixou a pensar.
Antes de sair do ginásio perguntei se 5ªfeira estavam abertos.
Responderam-me que sim.
E eu retorqui: Mas, em todo o Mundo estão fechados. É o Dia do Trabalhador!
WE ARE THE WORLD, DEAR. THE OTHERS, ARE THE REST OF THE WORLD...
Assim, daqui desta cidade que tanto amo e onde me sinto tão feliz, vos digo:
Eu amo os Estadou Unidos, mas...

A minha querida amiga e maravilhosa artista Fa, ofereceu-me este quadro pintado por ela como sinal de Boas Vindas.
Được đăng bởi BlueVelvet vào lúc Wednesday, April 30, 2008 14 nhận xét
Nhãn: Nova Iorque



