Reza a lenda que a tradição das meias de Natal começou num tempo muito antigo com um gentil nobre que teve três filhas. A mulher do nobre morreu e as filhas e o seu pai ficaram num estado de grande tristeza. A pouco e pouco foi perdendo a fortuna. Quando as filhas cresceram e tinham idade para casar, o pai, pobre não se pôde permitir pagar os enormes dotes dos futuros maridos.
Uma tarde, as filhas, depois de lavarem as suas meias penduraram-nas perto da lareira para secarem.
O Pai Natal, comovido pela condição das filhas entrou e pôs três bolsas de ouro uma em cada uma das meias suspensas na lareira. Na manhã seguinte a família viu as bolsas com as moedas e o nobre percebeu que tinha o suficiente para o casamento das filhas. As filhas casaram-se foram muito felizes.
Desde aí, as crianças passaram a pendurar as meias de Natal na chaminé.
5 December 2012
MEIAS DE NATAL
Được đăng bởi BlueVelvet vào lúc Wednesday, December 05, 2012 4 nhận xét
Nhãn: veludinhos de Natal
21 March 2011
MAIS POESIA DO QUE PRIMAVERA
O Inverno, na minha vida se prolonga.
A Poesia está sempre no meu coração.
Por isso,
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!
José Régio " Cântigo Negro"
Được đăng bởi BlueVelvet vào lúc Monday, March 21, 2011 33 nhận xét
6 March 2011
(32) PORQUE É FIM DE SEMANA
Por isso e porque sim, apeteceu-me escarrapachar aqui as canções que um amigo, um poeta, um Homem escreveu para os antigos Festivais: José Carlos Ary dos Santos.
A par com Cavalo à Solta aqui fica a letra de Canção de Madrugar.
Para mim, as duas melhores de sempre.
de nardos te enfeitei
amor que nunca vi
mas sei.
Sei dos teus olhos acesos na noite
- sinais de bem despertar -
sei dos teus braços abertos a todos
que morrem devagar.
Sei meu amor inventado que um dia
teu corpo pode acender
uma fogueira de sol e de fúria
que nos verá nascer.
Irei beber em ti
o vinho que pisei
o fel do que sofri
e dei.
Dei do meu corpo um chicote de força.
Rasei meus olhos com água.
Dei do meu sangue uma espada de raiva
e uma lança de mágoa.
Dei do meu sonho uma corda de insónias
cravei meus braços com setas
descobri rosas alarguei cidades
e construí poetas.
E nunca te encontrei
na estrada do que fiz
amor que nunca logrei
mas quis.
Sei meu amor inventado que um dia
teu corpo há-de acender
uma fogueira de sol e de fúria
que nos verá nascer.
Então:
nem choros nem medos nem uivos
nem gritos nem pedras nem facas
nem fomes nem secas nem feras
nem ferros nem farpas nem farsas
nem forcas nem cardos nem dardos
nem guerras
Enjoy!
Được đăng bởi BlueVelvet vào lúc Sunday, March 06, 2011 5 nhận xét
Nhãn: Ary , Bluevelvet's feelings , Festival da Canção
5 March 2011
( 53) NÃO RESISTI
Được đăng bởi BlueVelvet vào lúc Saturday, March 05, 2011 4 nhận xét
Nhãn: veludinhos de meditar
21 February 2011
PARABÉNS PARA MIM
Quando eu era pequenina e alguém fazia anos, enviavam-se cartas ou postais que começavam com " Salvé o dia..."
Normalmente depois seguia um ramo de flores ou uma linda caixa de chocolates.
Com o passar do tempo apareceram os postais alusivo à data, com bonecos e até, alguns, com o número de anos que a pessoa faz.
Depois veio a net e passaram a enviar-se os parabéns por mail. Não eu, que até no Natal mantenho a tradição dos Cartões de Boas-Festas.
Agora, a coisa é muito mais sofisticada: dão-se os parabéns pelo Facebook.
Não estou naturalmente, a criticar os " amigos " virtuais dos blogs ou do Facebook. Bem pelo contrário. Fico até bastante sensibilizada com essa gentil atitude de quem não me conhece de lado nenhum.
Alguns há que foram mais rápidos do que eu, como a Ematejoca, que mesmo antes de eu publicar este post, na dúvida, me deu os parabéns no post anterior, o que significa que teve o cuidado de anotar a data do meu aniversário e não se esqueceu de me enviar os seus votos de um dia feliz.
Estou a referir-me aos amigos, àqueles que têm a minha morada, o meu telefone, os meus contactos e ainda assim me dão os Parabéns via Facebook.
Já é tudo tão impesoal, tão virtual, tão frio que me pergunto se para o ano me enviarão um ET que ao esticar o dedo, sairá dele, faiscando a palavra " Parabéns".
Antes que isso aconteça, "Parabéns" para mim, porque apesar de já ser virtual ainda não me tornei invisível.
Được đăng bởi BlueVelvet vào lúc Monday, February 21, 2011 44 nhận xét
Nhãn: aniversário , Bluevelvet's feelings
19 February 2011
AS JURAS QUE QUEBREI
Descobri que sou louca e à loucura me tenho remetido, num silêncio quebrado de quando em vez por uns laivos de lucidez.
Nessas alturas juro a mim mesma que da próxima vez farei como os outros. Mas às vezes não aguento.E quebro-as. Ás juras.
Agora, de uma só vez quebro quatro. Quem por acaso aqui passar, provavelmente nem terá paciência para ler um post grande.Tampis, ça m'est égal!
1ª Jura Quebrada - Não falar das últimas eleições.
Não falarei de todos os fait divers que as acompanharam mas há algumas perguntas que me martelam na cabeça e para as quais gostaria de encontrar resposta:
- Mesmo aqueles que não gostam de Cavaco Silva nunca duvidaram da sua honestidade e lisura. Como é que ele não desconfiou que durante a campanha o assunto das suas casas no Algarve viria à baila? Como é que ele não adivinhou que o caso da venda das suas acções e do empréstimo do genro seriam dissecados até à exaustão?
Por fim, porque não esclarece de vez as questões e remete para o site da Presidência da República?
Como é que Manuel Alegre, profissão político, não percebeu que era melhor apresentar-se como independente do que ter o apoio desapoiado do PS?
Como é que não percebeu que a podridão fétida do Partido se lhe colaria?
E assim, sem honra nem glória acabou a sua carreira política. Restam-lhe as trovas...
2ª Jura Quebrada - O Homicídio no Intercontinental.
A vítima não era pessoa da minha simpatia. Não a conhecia e nem tenho nada contra as suas orientações sexuais. Mas,
- se me horroriza a forma como os animais comestíveis são mortos, à paulada ( os coelhos), sangrando ( os porcos), com choques eléctricos os animais de maior porte,
- se sou contra as touradas,
- se pertenço a Associações de Defesa dos Animais
- se evito tanto quanto posso comer carne
- se em noites de temporal o meu coração se aperta pensando nos cães abandonados que vivem na rua, quando olho para o meu, quentinho, dormindo em cima do fofo édredon da minha cama,
Não posso concordar que NENHUM ser humano seja morto daquela forma. Seja qual for a razão, muito menos, por motivos sexuais.
Ouvi a notícia num telejornal. Li-a num jornal. Não corri para as bancas de revistas para comprar todas e babar sobre os pormenores sórdidos. Mas isso sou eu que sou louca, já que a maioria o fez.
Quando perguntavam aos meus filhos o que queriam ser quando fossem grandes, um queria ser palhaço, o outro Presidente da República. Nem um nem outro conseguiram. Felizmente.
O homicida queria ser Famoso. Não queria ser um escritor Famoso. Não queria ser um actor Famoso. Não queria ser um médico Famoso. Não, só queria ser Famoso.
Ora, a Fama tem sempre o seu preço. Ás vezes muito caro. Agora já é. Famoso!
As pessoas normais da sua cidade querem que não seja punido. As pessoas normais fizeram um grupo no Facebook com centenas de assinaturas para que nem seja julgado.
Mas eu que sou louca, sou tenho três perguntas:
- O homicida, enquanto pernoitava em casa da vítima, enquanto usufruia das viagens e presentes facultadas pela vítima, enquanto gozava o Réveillon numa das cidades mais caras do mundo, num dos hotéis mais luxuosos do mundo, nunca percebeu que estava a pagar o preço disso tudo? Ou que teria que o pagar? Que não há almoços grátis? Não queria mais? Que tal bater a porta do quarto do hotel, sair e voltar para Portugal?
- Curioso que ainda ninguém se preocupou com o sofrimento da mãe do homicida. O que irá naquela alma? Porque mãe é mãe. Seja de quem for. Como conseguirá ela equilibrar-se entre o amor imenso e único pelo filho e o repúdio e horror pelo que ele fez?
Mas, claro, isto sou eu e a minha loucura a pensarem as duas. Neste caso têm mesmo que ser as duas.
3ª Jura Quebrada - A Idosa encontrada morta 9 anos depois de morrer
Em tempos idos, no Japão, os velhos ( eu nunca uso esta palavra mas sim idosos), eram levados para a mais alta montanha perto da sua cidade natal, para morrer. Algo assim como se fazia aos leprosos. Mas isso era antigamente!
Seria? Será?
Uma sociedade que não cuida dos seus idosos é uma sociedade doente e por muito que me custe reconhecer, um caso destes nunca aconteceria na sociedade judaica ou por exemplo na India. Por lá, a palavra dos mais velhos é respeitada porque consideram que são mais sabedores. Por lá, as famílias vivem em comunidade. As mais das vezes os filhos quando casam ficam a viver com os pais.
Mas nós somos muito mais civilizados. Nós não temos idosos, temos velhos. Imprestáveis. Um empecilho. Doentes. Alguns quase surdos ou cegos. Enfim, uma chatice. Melhor mesmo abandoná-los à porta dos hospitais e não voltar para os ir buscar. Ou depositá-los como lixo em lares que de LAR, só têm a palavra.
Não falarei da atitude da GNR. Nem das autoridades. Nem da família. Não quero conspurcar o meu blog.
Mas tenho uma perguntinha, decerto fruto da minha loucura: - Os jovens de hoje pensam que não vão ser, um dia, velhos?
E agora vou recolher-me à minha loucura, num mundo onde
e os rios nascem no mar!
Được đăng bởi BlueVelvet vào lúc Saturday, February 19, 2011 18 nhận xét
Nhãn: Bluevelvet's fantasies
7 January 2011
EMOÇÕES
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir
Depois, há aquelas coisas muito portuguesas, como o queijo da Serra,o vinho do Porto ou um Alvarinho branco para não falar num Quinta do Carmo tinto.
E há o Fado. Ah sim, o Fado!Fui iniciada nas lides fadistas quando tinha 16 anos pelo meu primeiro namorado e grande amor. Cantava-o maravilhosamente. E durante os vários anos em que namoramos, assisti a noites inesquecíveis de "Fadistices" onde ouvi e aprendi os clássicos. Ele e vários amigos reuniam-se para cantar Fado e mesmo quando a vida nos afastou, nunca o esqueci nem deixei de gostar de fado. Se possível passei a gostar mais porque fui aprendendo e descobrindo.
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder
Há dias que marcam a alma
e a vida da gente...
Fado "Chuva" da Mariza
Được đăng bởi BlueVelvet vào lúc Friday, January 07, 2011 24 nhận xét
Nhãn: Bluevelvet's feelings , Fado
2 January 2011
(11) NOVA IORQUE, MEU AMOR
Ah, se fosse um homem!
Tinha tudo para me fazer apaixonar. De uma beleza especial, era sensual,fazia-me rir, emocionava-me, surpreendia-me, tirava-me o fôlego.
Turista, fiz o périplo de todos os locais obrigatórios: da Estátua da Liberdade ao Empire, de Times Square ao World Trade Center.
No restaurante do último piso de uma das Torres tinha a cidade a meus pés.
Ah, se fosse um homem!
Nos museus aprendia, nos teatros divertia-me. A cultura anda pelas ruas na mistura de raças e línguas que se cruzam.
Depois, quase residente, comecei a vê-la com outros olhos. Nela cabem duas pequenas cidades ( Little Italy e China Town, onde se vende o peixe mais fresco de Nova Iorque).
Comecei a distinguir as Avenidas das Ruas e a saber qual faz esquina com qual.
E Central Park!! No Verão ou no Inverno veste-se de forma completamente diferente. Ora verde e quente ora branca e gelada. Nada de monotonias.
Ah, se fosse um homem!
E mesmo quando se percorre o País, de S.Francisco a New Orleans, de Washington a Las Vegas, nenhuma se compara com outra e nenhuma é igual a Nova Iorque. Como descer o Mississipi num barco movido a gigantes rodas não se pode comparar ao Hudson onde aterram aviões. Como as montanhas de Vermont não têm nada a ver com as de Lake Tahoe.
Como as águas frias das praias de leste não se comparam com as quentes da Califórnia.
Mas depois, volto a Nova Iorque como volto a casa.
Como voltaria para os braços do homem amado.
E foi ela que me deu o mais precioso presente de Natal que recebi este ano.
De uma forma linda,branca, silenciosa, a cidade vestiu-se de branco, a rigor, para as Festas. E foi esse rigor que impediu o avião do meu filho de partir oferecendo-me mais dois dias com ele.
Ah, se fosse um homem, eu dir-lhe-ia: Nova Iorque, meu amor!
Được đăng bởi BlueVelvet vào lúc Sunday, January 02, 2011 13 nhận xét
Nhãn: Bluevelvet's feelings , Nova Iorque
31 December 2010
FELIZ ANO NOVO
Được đăng bởi BlueVelvet vào lúc Friday, December 31, 2010 11 nhận xét
Nhãn: veludinhos de Ano Novo
22 December 2010
FELIZ NATAL!
Para todos os que me têm acompanhado ao longo destes três anos e sobretudo aqueles que nas longas ausências deste ano nunca desistiram de mim, os meus desejos sinceros de um Santo e Feliz Natal.
Được đăng bởi BlueVelvet vào lúc Wednesday, December 22, 2010 19 nhận xét
Nhãn: veludinhos de Natal
12 December 2010
( 32) PORQUE É FIM DE SEMANA
INACREDITÁVEL!
Được đăng bởi BlueVelvet vào lúc Sunday, December 12, 2010 3 nhận xét
11 December 2010
( 52) NÃO RESISTI
Được đăng bởi BlueVelvet vào lúc Saturday, December 11, 2010 6 nhận xét
Nhãn: Veludinhos de rir
9 December 2010
CARTA AO PAI NATAL
escrevo-lhe porque sei que gosta de animais e preciso de lhe pedir umas coisinhas.
Portei-me bem este ano. O meu dono repreendeu-me muito poucas vezes. Umas porque pulei para a cama dele mas não percebo porquê, porque é tão grande que cabemos todos e outras porque diz que puxo a trela quando vamos à rua. Mas é que ele não percebe que o parque está cheio de odores e se fossemos ao ritmo dele perdia todos. ( Sou um incompreendido).
Outras vezes ralha comigo porque não lhe obedeço à primeira, mas não é por mal, é porque estou entretido com outras coisas.
Manias dele!
Agora vamos aos pedidos:
Gosto de bolas.Grandes, médias, pequenas. De todos os tamanhos.Podes trazer uma de acordo com o meu tamanho? e já agora uma maiorzinha para brincar com os meus amigos.
Também gosto muito de brinquedos de roer e daqueles que fazem barulho. Mas estes, como costumam durar pouco é melhor trazeres muitos.
Também queria guloseimas, barras de limpar os dentes e aqueles biscoitos fantásticos a saber a bacon.
Já agora, para não incomodar tanto o meu dono, como gosto de estar quentinho, podias trazer também uma caminha.
E agora vamos aos pedidos mais importantes. Deixei-os para o fim por isso mesmo. Para lhes dares mais atenção.
Este ano faz com que os animais de companhia não sejam mais uma vez brinquedos natalícios, uma prenda desejada que meses depois é abandonada na rua como um brinquedo estragado.
Não te esqueças também dos cães abandonados, leva-os para um abrigo este Inverno, dá-lhes comida e um dono para cada um deles.
Espero que continuem a haver humanos que continuem a querer-nos pelo que somos, sem se importarem se somos grandes ou pequenos, bonitos ou nem por isso, porque nos vêem não com os seus olhos mas com os do coração.
Essa será a minha maior prenda.
Para o meu dono não vale a pena trazeres nada porque ele já tem todo o carinho que eu lhe dou.
Obrigada,
Sebastião
Nota 1: Já que estamos em tempo de solidariedade, resolvi dar voz a quem não a tem.
Nota 2: Esta carta foi copiada de uma publicada na revista Cães e Companhia e é agora publicada com modificações.
Được đăng bởi BlueVelvet vào lúc Thursday, December 09, 2010 5 nhận xét
Nhãn: Velvets de Natal
7 December 2010
OS PERIGOS DA TEIA
Este é o caso.
Chegou-me por mail a notícia de que Oprah Winfrey num dos seus programas mais recentes, entrevistou Tommy Hilfiger, o estilista da roupa que tem o seu nome.
No programa, Oprah ter-lhe-ia perguntado se era verdade que ele tinha feito o seguinte comentário:
'Se eu tivesse sabido que os negros americanos, os judeus, os latinos, Espanhóis, Venezuelanos, cubanos, os Argentinos, Chilenos, mexicanos, Bolivianos, Peruanos e os asiáticos comprariam a minha roupa, não a tinha desenhado tão boa. Gostava que esse tipo de gente não comprasse a minha roupa, pois esta é feita para gente branca, de classe alta... e preferia doar aos porcos...'
Ante a pergunta de Winfrey de se ele tinha feito tão crua afirmação, Hilfiger respondeu com um simples e sucinto
SIM.
Também admitiu o seu ódio pelos judeus e sua admiração por Hitler.
Imediatamente, Oprah lhe exigiu que abandonasse seu show.
Perante tão inusitada e espantosa notícia dei-me ao trabalho de ir ao youtube ver se por acaso lá estava a dita entrevista. Não estava. Mas estava esta que vos deixo, em que após este mail ter sido posto a circular Oprah convidou o costureiro e onde ele desmente tudo e ela afirma que desde que tem o show, JAMAIS tinha convidado Tommy antes, portanto não poderia tê-lo posto fora do estúdio.
Por aqui se vêem os malefícios da net, da Rede ou como eu lhe chamo, da Teia.
Ai de quem caia nela. Ai de quem ao cair nela fique à mercê das intrigas, dos falsos amigos, das pessoas que emprenham pelos ouvidos ( detesto esta frase. Nem sei como a escrevi, mas não conheço outra melhor) dos mails que passam em corrente entre todos os contactos de cada um, dos invejosos, dos fundamentalistas, enfim, das pessoas que usam uma máscara para esconderem quem de facto são.
Citando o tristemente célebre Goebbels: Uma mentira dita cem vezes torna-se verdade!
Citando o povo: A verdade é como o azeite: vem sempre ao de cima...
Infelizmente nem tem todos podem ir ao programa da Oprah contar a sua verdade!
Được đăng bởi BlueVelvet vào lúc Tuesday, December 07, 2010 16 nhận xét
Nhãn: Veludinhos de indignação
5 December 2010
( 31 ) PORQUE É FIM DE SEMANA
Được đăng bởi BlueVelvet vào lúc Sunday, December 05, 2010 6 nhận xét
4 December 2010
(51) NÃO RESISTI
Được đăng bởi BlueVelvet vào lúc Saturday, December 04, 2010 5 nhận xét
Nhãn: Veludinhos de rir
1 December 2010
SOLIDARIEDADE SUCKS!
Desde que me conheço por gente este é o meu mês preferido por tudo o que o Natal encerra. Já o Fim do Ano provoca em mim uma angústia pela incógnita que encerra que faz com que nunca tenha gostado dele, excepto quando vivia no Brasil.
Com o Natal chega também algo de que não gosto. Já começaram e outras se lhe seguirão, nascendo quais cogumelos venenosos: as campanhas de solidariedade.
Quando estudamos Economia ensinam-nos que o preço dos bens é directamente proporcional à sua escassez.
Ora aqui está um exemplo de que esse princípio não é pacífico.
Treme a terra no Chile e morrem centenas de pessoas. Um Tsunami invade a Indonésia e mata milhares de pessoas.
E nós, no nosso conforto, comentamos com os nossos amigos:
- Que horror! Já viste a desgraça que se abateu sobre aquela pobre gente? As famílias inteiras que desapareceram? As crianças que ficaram sem ninguém?
E somos muitos a fazer isto. Somos milhares pelo mundo fora.
É a solidariedade de borla. Muita solidariedade a preço zero.
O tal princípio económico balança.
Chuvas torrenciais abatem-se sobre a Madeira, que é tão linda, tem tantas flores e até tem um Presidente chamado Jardim de quem ninguém gosta mas que nessa altura até isso é esquecido. E abrem-se linhas de crédito nos bancos e organizam-se espectáculos de televisão com muitas caras conhecidas das revistas que de tão rosa que são até enjoam, para atender chamadas de valor acrescentado, em que uma parte reverte a favor dos carenciados.
E nós, pegamos no telefone, se tivermos sorte ainda nos atende o Ricardo Pereira ou a Bibá Pitta e lá fazemos a tal chamadinha que nos cala a consciência de bons cidadãos. Somos muitos mas já somos menos.
É a solidariedade barata.
O tal princípio económico balança um pouco mais.
Mas eis que temos uma doença cuja cura depende de um tratamento ou cirurgia caríssimos. Que ficamos desempregados e as prestações da casa ficam por pagar. A ordem de despejo não se faz esperar e a rua, o frio, o relento é o que nos espera.
Vamos então bater à porta de um daqueles amigos que sempre nos disse:
- Eh pá, já sabes, se precisares de alguma coisa é só dizeres. Qualquer coisa que precises, conta comigo. Os amigos são para isso mesmo.
E nós, crentes, lá vamos bater a uma dessas portas. Mas...
- Oh que chatice, vens mesmo em má altura. Se tivesse sido o mês passado. Mas agora a minha sogra partiu uma perna, as aulas dos miúdos começaram e gastámos imenso nos livros. E ainda por cima já começámos a pagar o as prestações do cruzeiro do fim de ano. É que viéste mesmo em má altura.
É a solidariedade cara. E rara.
Porque era preciso estender a mão, envolver-se com a dor do outro, quiçá talvez mudar a nossa vida para ajudar o amigo.
O tal princípio económico ergue a cabeça orgulhoso. Afinal estava certo. Mais do que certo, porque para certos bens nem há preço.
Esta solidariedadezinha de Natal enjoa-me. Podem as pessoas passar fome o ano inteiro mas no Natal não pode faltar a postinha de bacalhau. E o resto do ano? Assobiamos para o lado? Os sem abrigo passam frio e dormem envoltos em cartões 365 noites do ano, mas na noite de Natal, ah, na noite de Natal há-de haver um albergue, uma Misericórdia, um serviço da Câmara que lhes dê guarida.
Houve alguém que me disse há uns tempos que se blinda para ouvir os desabafos das tragédias dos amigos, para não sofrer.
Pois eu não sou assim.
Eu ajudo, eu oiço, eu envolvo-me, eu estendo a mão, eu sofro com a dor dos outros.
E não é só no Natal.
People sucks!
The world sucks!
Được đăng bởi BlueVelvet vào lúc Wednesday, December 01, 2010 7 nhận xét
Nhãn: Bluevelvet's feelings , Natal , solidariedade
24 October 2010
23 October 2010
(50) NÃO RESISTI
Được đăng bởi BlueVelvet vào lúc Saturday, October 23, 2010 3 nhận xét
Nhãn: Veludinhos de rir
22 October 2010
A QUINTA MALDITA
Há imensos comportamentos do ser humano, sobretudo quando em grupo, ( já Fernão Lopes se lhe referiu) que me confundem e que gostava de entender.
Um deles é, por exemplo, porquê que antes de ser do Sporting tenho que ser anti-Benfica.
O outro, por analogia com o anterior porquê que pelo facto de não fazermos determinada coisa atacamos e marginalizamos quem a faz.
Vem esta introdução a propósito dos comentários violentos de pessoas que até são cultas e civilizadas sobre a quinta e as pessoas que nela jogam.
Não, não estou a falar da Quinta das Celebridades ou dos Segredos porque, como já sabia que eram programas que não me interessavam, nunca vi.
Estou a referir-me à famosa e muito querida ou muito mal quista Farmville.
Não percebo que mal vem ao mundo por milhões de pessoas se entreterem ludicamente, na verdadeira acepção da palavra, a plantar legumes ou alimentar animais. Não existe nada de reprovável no jogo, nem pornográfico, nem moralmente censurável, enfim, nada que seja socialmente inaceitável.
Được đăng bởi BlueVelvet vào lúc Friday, October 22, 2010 24 nhận xét
Nhãn: Farmville , Veludinhos de indignação
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Acerca de mim
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- "CARPE DIEM" Mulher, Mãe, Advogada. Interessada em tudo o que acontece no Mundo. Politicamente incorrecta, SEMPRE. E, como diria Mário Quintana: Aquilo que falam de mim, não me diz respeito!
VELUDINHOS
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AMIGOS SÃO O MELHOR DO MUNDO
Posso lá imaginar algo mais belo
do que uma formosa mulher
vestida da cor do céu, ao anoitecer,
com o toque delicado do veludo,
deixando seus ombros ebúrneos aparecer
bem como o seu colo que, com pudor, aludo,
iluminada por uns olhos brilhantes de fulgor?
Donagata em 21-02-2009
fábula de veludo
momentos antes de
imaginar um raio de
sol sobre esse corpo
soube o seu nome:
vi as letras
esculpidas
li na noite
uma voz
dediquei-lhe
o silêncio
Fábulas Incompletas
Dezembro 2009










