Há várias maneiras de começar o ano.
Eu fui ver um filme que me apetecia. Daqueles para onde não se pode, obrigatoriamente, levar pipocas. Se é que para algum se pode. Eu acho que não.
Sabia o que me esperava: Um filme de 3 horas mas em que as mesmas não se sentem passar. Que mistura as paisagens inóspitas da Austrália no tempo da 2ª guerra mundial, os horrores da guerra, magia e amor, uma história épica, meio western, meio história de amor. Tudo isto passado num país que me fascina.
Para que funcione, necessitava desligar o botãozinho da realidade. Aquele acordo básico que fazemos ao entrar no cinema, principalmente naquele cinema que não é de entretenimento puro e simples.
Só assim desfruto aquelas horinhas no escurinho acolhedor de uma sala quentinha. (hoje ando toda diminutivos!).
É tão necessário quanto desligar o telemóvel! De outra maneira passamos o tempo inteiro a reclamar: isto não é possível, não dá para acreditar, que tontice! Só mesmo no cinema...
E a verdade é que só mesmo no cinema fazemos um pacto para não pensar em nada e viver, efectivamente, o que vai sendo ali projectado. Chorar, sorrir, sofrer...
Nicole Kidman igual a ela própria: linda e talentosa.
Uma criança que não conhecia, absolutamente fantástica e que tem um desempenho comovente e cheio de magia . Um pequeno orfão, mestiço, que por não ser nem branco nem preto, " não pertencia a lugar nenhum". Era um "creamy".
Durante muitos anos o Governo Australiano separava as crianças aborígenes, especialmente os " cremies", das famílias e colocava-os em colónias de brancos na esperança de conseguir diminuir a população aborígene.
Mais do que tudo foi este elemento histórico do filme que tocou o meu coração. Foi " The Stolen Generation".
Nunca tinha ouvido falar desta realidade terrível até ver o filme. O pivot desta história, é o pequeno actor Brandon Wallace, que desempenha o tocante papel de Nullah.
E a cereja em cima do bolo é Hugh Michael Jackman nascido a 12 de Outubro de 1968 em Syden, filho de pais ingleses.
Já ganhou um Emmy, um Tony e é um cantor, bailarino e actor, não só em filmes mas em peças musicais na Broadway.
Este ano será ele a conduzir a cerimónia dos Óscares e vai ser-lhe atribuída uma Estrela no célebre Hollywood Walk of Fame.
Para além disto, foi considerado pela revista People “ The Sexiest Man Alive," destronando George Clooney.
E bem, em meu entender.
Meninas e vizinhas, o homem é demais. Saí do cinema com os olhinhos trocados.
Se têm nem que seja um ossinho no vosso corpo que seja romântico, se gostam de boas histórias, de viajar por terras estrangeiras em circunstâncias históricas, vão adorar o filme.
Mas, se só gostam de filmes eruditos, este não é provavelmente para vocês.
Não estou à espera que o filme seja nomeado para muitos prémios, excepto talvez o luminoso Nullah para melhor actor secundário.
E não esperem para o ver em DVD. Não é filme para isso.
Em dias blues, o cinema é sempre um bom remédio. Mesmo que seu efeito não seja duradouro!
Eu fui ver um filme que me apetecia. Daqueles para onde não se pode, obrigatoriamente, levar pipocas. Se é que para algum se pode. Eu acho que não.
Sabia o que me esperava: Um filme de 3 horas mas em que as mesmas não se sentem passar. Que mistura as paisagens inóspitas da Austrália no tempo da 2ª guerra mundial, os horrores da guerra, magia e amor, uma história épica, meio western, meio história de amor. Tudo isto passado num país que me fascina.
Para que funcione, necessitava desligar o botãozinho da realidade. Aquele acordo básico que fazemos ao entrar no cinema, principalmente naquele cinema que não é de entretenimento puro e simples.
Só assim desfruto aquelas horinhas no escurinho acolhedor de uma sala quentinha. (hoje ando toda diminutivos!).
É tão necessário quanto desligar o telemóvel! De outra maneira passamos o tempo inteiro a reclamar: isto não é possível, não dá para acreditar, que tontice! Só mesmo no cinema...
E a verdade é que só mesmo no cinema fazemos um pacto para não pensar em nada e viver, efectivamente, o que vai sendo ali projectado. Chorar, sorrir, sofrer...
Nicole Kidman igual a ela própria: linda e talentosa.
Uma criança que não conhecia, absolutamente fantástica e que tem um desempenho comovente e cheio de magia . Um pequeno orfão, mestiço, que por não ser nem branco nem preto, " não pertencia a lugar nenhum". Era um "creamy".
Durante muitos anos o Governo Australiano separava as crianças aborígenes, especialmente os " cremies", das famílias e colocava-os em colónias de brancos na esperança de conseguir diminuir a população aborígene.
Mais do que tudo foi este elemento histórico do filme que tocou o meu coração. Foi " The Stolen Generation".
Nunca tinha ouvido falar desta realidade terrível até ver o filme. O pivot desta história, é o pequeno actor Brandon Wallace, que desempenha o tocante papel de Nullah.
E a cereja em cima do bolo é Hugh Michael Jackman nascido a 12 de Outubro de 1968 em Syden, filho de pais ingleses.
Já ganhou um Emmy, um Tony e é um cantor, bailarino e actor, não só em filmes mas em peças musicais na Broadway.
Este ano será ele a conduzir a cerimónia dos Óscares e vai ser-lhe atribuída uma Estrela no célebre Hollywood Walk of Fame.
Para além disto, foi considerado pela revista People “ The Sexiest Man Alive," destronando George Clooney.
E bem, em meu entender.
Meninas e vizinhas, o homem é demais. Saí do cinema com os olhinhos trocados.
Se têm nem que seja um ossinho no vosso corpo que seja romântico, se gostam de boas histórias, de viajar por terras estrangeiras em circunstâncias históricas, vão adorar o filme.
Mas, se só gostam de filmes eruditos, este não é provavelmente para vocês.
Não estou à espera que o filme seja nomeado para muitos prémios, excepto talvez o luminoso Nullah para melhor actor secundário.
E não esperem para o ver em DVD. Não é filme para isso.
Em dias blues, o cinema é sempre um bom remédio. Mesmo que seu efeito não seja duradouro!





