Sou cinéfila addicted e há pelo menos 20 anos que sigo a cerimónia dos Óscares em directo.
Cumpria uma espécie de ritual:
Primeiro via todos os filmes nomeados.
Depois comprava uma qualquer revista que trouxesse um destacável com todos os filmes nomeados e com quadradinhos para irmos marcando as nossas apostas e o resultado final.
Todos eles eram arquivados num dossier, que ainda hoje guardo.
Ontem não foi excepção.
Já o tinha dito aqui e ontem confirmou-se para quem quis ver o enorme talento de Hugh Jackman, actor, cantor e bailarino que já ganhou um Emmy, um Tony,Desde os tempos de Billy Cristal que a cerimónia dos óscares não era mais que uma distribuição de prémios, entre pares, que por acaso era transmitida na televisão.
O conceito de espectáculo que se tinha perdido, voltou ontem e isso deve-se naturalmente a este maravilhoso homem, e não estou a referir-me aos seus atributos físicos, que confesso, são muitos.
Também gostei muito da nova forma de apresentar os nomeados, chamando ao palco 5 dos já premiados.
Dói ver como alguns envelheceram mas é gratificante vê-los ali reunidos.
Um pormenor que me chamou a atenção, foi no grupo das actrizes, ver 3 formas de envelhecer: a ridícula, ( Sofia Loren), a blasé ( Shiley Maclaine) e a glamourosa chic ( Eve Marie Saint). Foi um espectáculo cheio de cor, movimento, humor, ritmo e momentos emocionantes.
Os dois que mais me comoveram foram aquando da entrega do Óscar póstumo a Heathe Ledger, (embora já tenha havido nomeações póstumas, até hoje apenas Peter Finch em Network conseguiu vencer), e o agradecimento de Kate Winslet que há muito merecia a estatueta.
Emocionou-me ver muitos colegas na plateia, homens e mulheres, de lágrimas nos olhos, quando Heather foi lembrado.
Isso mostra que por mais estrelas que sejam, são humanos como qualquer um de nós, e isso agrada-me.
Os premiados, para quem não viu, foram:
Best Supporting Actress - Penélope Cruz (Vicky Cristina Barcelona); Discordo
Best Original Screnplay- Dustin Lance Black ( Milk)
Best Adapted Screenplay - Simon Beaufoy (Slumdog Millionaire);
Best Animated Feature Film- Wall-E
Best Animated Short Film- La Maison des Petits Discordo
Best Art Direction - Donald Graham Burt, Victor J. Zolfo (The Curious Case of Benjamin Button)
Best Costume Design - Michael O'Connor (The Duch); Discordo
Best Makeup- Greg Cannom (The Curious Case of Benjamin Button)
Best Cinematography- Anthony Dod Mantle (Slumdog Millionaire)
Best Live Action Short Film - Toyland;
Best Motion Picture of the Year-Slumdog Millionaire Discordo
Best Performance by an Actor in a Leading Role - Sean Penn (Milk)
Best Performance by an Actress in a Leading Role - Kate Winslet (The Reader);
Best Performance by an Actor in a Supporting Role - Heath Ledger (The Dark Knight);
Best Achievement in Directing - Danny Boyle (Slumdog Millionaire);
Best Achievement in Editing - Chris Dickens (Slumdog Millionaire);
Best Achievement in Music Written for Motion Pictures -
Original Score - A. R. Rahman (Slumdog Milionaire);
Original Song - A. R. Rahman (Slumdog Milionaire);
Best Achievement in Sound Mixing - Ian Tapp, Richard Pryke, Resul Pookutty (Slumdog Millionaire);
Best Achievement in Sound Editing - Richard King (The Dark Knight);
Best Achievement in Visual Effects - Eric Barba, Steve Preeg, Burt Dalton, Craig Barron (The Curious Case of Benjamin Button);
Best Foreign Language Film of the Year - Departures; Discordo
Best Documentary - Man on Wire;
Best Documentary, Short Subjects - Smile Pinki;
As minhas discordâncias baseiam-se no seguinte:
A Penélope Cruz não me convenceu nunca e continua a não me convencer, pese embora Almodovar e WoodyAllen apostem nela. Faz-me lembrar os tempos em que as artistas subiam os degraus da fama dormindo com quem era necessário. E convenhamos que Penélope os escolhe a dedo. Teria escolhido Viola Davis.
Para Best Costume Designer teria escolhido Australia.
Para Best Foreign Language Film of the Year teria escolhido The Class.
Porquê que Slum Dog Millionaire não me convenceu?
Bom, primeiro vou dizer daquilo que gostei:
Da fotografia, um óptimo trabalho realizado por Anthony Dod Mantle, já muito premiado na sua categoria, a que não são alheias as multicores de Bombaim.
A belíssima banda sonora composta pelo também já premiado A. R. Rahman, que fez todo o ambiente indiano ficar ainda mais real, sendo de destacar a canção “Jai Ho”, que tem direito a um óptimo número musical no final do filme.
De resto é um filme ao estilo de Bollywood com um bocadinho mais de bom gosto, mas nem por isso a fazer esquecer as novelas televisivas.
Ou seja, much a do about nothing.
Para terminar, não seria quem sou se não me debruçasse sobre os vestidos das actrizes.
Natalie PortmanSara Jessica Parker em Dior Haute-Couture









