Quem me lê sabe da minha paixão por Nova Iorque e por muita coisa que faz parte do " american way o life", mas também sabe que corto a direito, doa a quem doer, quando é o caso.
Provavelmente também sabem que se pudesse votar nas eleições americanas votaria no Partido Democrata, independente de ser Obama ou Hillary o candidato.
Embora confesse que apesar de ser mulher, prefiro Obama.
Hillary, na minha opinião, "vendeu-se" e engoliu todos os sapos que eu nunca engoliria, aquando do caso Lewinski, e não sou tão ingénua que ache que o fez por amor, mas sim por ambição. Pensou que isso renderia mais no seu futuro político.
Essa sua atitude faz-me lembrar Maquievel, e não sou adepta de que os fins justifiquem " sempre" os meios.
Também, se me lêem com atenção, sabem que há muito desisti de acreditar nos políticos, apesar de ser apaixonada por política. Parece um contrasenso, mas não é.
A política é uma coisa excitante, fantástica, quando feita honestamente. O problema são os políticos que a disvirtuam.
Daí que, a nível do País onde vivo, há muito tenha deixado de me intereressar.
Mas as eleições americanas, essas sim, interessam-me e preocupam-me.
É que, o Governo português só influenciam o estado do País. O Presidente dos Estados Unidos governa o mundo. Portanto, só se fosse completamente inconsciente não me preocuparia com o novo ocupante da Casa Branca.
E que nos livre a sorte ou o destino de ser o Sr. McCain. Digo eu.
Isto dito, ninguém poderá entender que estou a puxar a brasa à minha sardinha quando me indigno com o artigo do New York Times de hoje sobre Mrs. Palin, a candidata Republicana a Vice Presidente.
Rebentou uma bomba nos Estados Unidos porque a senhora tem uma filha de 17 anos, menor portanto, e solteira, que está grávida. E daí?
Em quê que isso influencia a política externa dos Estados Unidos?
Em quê que isso a torna menos capaz de ser Vice Presidente ou Presidente, em caso de impedimento do Presidente?
Nem que vivesse 100 anos conseguiria perceber esta ideia " dos vícios privados, públicas virtudes" que os americanos defendem.
O quê que os escândalos sexuais, as amantes, ou o comportamento dos filhos influenciam a capacidade de uma pessoa ser Presidente?
É claro que eu preferia que a vida pessoal e política de uma pessoa com tanto poder fosse impoluta, mas todos sabemos que mesmo em Camelot, nada era o que parecia.
Portanto, qual é o drama de ter uma filha com 17 anos grávida?
Pior seria, na minha opinião, se para não haver escândalo a rapariga tivesse feito um aborto.
Nada disto faz o menor sentido num País onde ( como já referi noutro post ) no ano passado, no estado de Rhode Island foi aprovada uma lei que proibe as crianças de se tocarem em qualquer brincadeira nos recreios das escolas que frequentam. Difícil, não? A apanhada, o toque e foge, os 5 cantinhos estão-lhes proibidos, mas se calhar brincadeiras com armas, ainda que de brinquedo, não.
Mas o pior de tudo é que Palin só foi escolhida por McCain por ser mulher. Não por ser competente. O que ele quer, é que quando a sua campanha for atacada, dizendo-lhe: Vai para casa tomar conta dos teus 5 filhos, todas as mulheres votem nela.
- Eles têm o negro, mas eu tenho a mulher, foi essa a jogada.
Sabem que mais?