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13 September 2008

( 4) 6 MÚSICAS



Nunca fui fã de ninguém, porque abreviatura de fanático, e de fanatismos quero distância. Mas tenho, naturalmente as minha preferências quer quanto a músicas, cantores, artistas de cinema, pintores, etc.
Curiosamente, tive o privilégio de até hoje, ter assistido, ao vivo a espectáculos de todos os grupos ou cantores de quem gosto superlativamente. Sauf, ó ironia triste, àquele que para mim, está acima de todos: Freddy Mercury, com ou sem Queen.
Conheço a sua vida, tenho todos os seus discos e conheço quase todas as letras de cor.
Há uns anos, de um dia para o outro a minha vida mudou.
Na verdade foi de uma noite para uma manhã.
O meu mundo era um quando me deitei e passou a ser outro quando me levantei.
Tudo o que tinha como certo desapareceu. Depararam-se-me situações que nunca pensei viver e tive que tomar decisões dolorosíssimas, sozinha, porque quem as devia ter tomado se eximiu a fazê-lo.
E um ano após tal ter acontecido, jantando num restaurante do qual gostava muito, bebendo uma flute de champagne, senti-me mal e só tive tempo de dizer:
- Vou morrer. Ajudem-me.
Quando tomei consciência do mundo que que me rodeava, não conseguia andar e essa situação manteve-se por 3 longos e muito sofridos meses.
Uma depressão reactiva a tudo pelo que tinha passado, afectou-me o sistema nervoso central e o equilíbrio. Não que tivesse perdido o movimento das pernas: tinha perdido o equilíbrio e só conseguia andar amparada. As coisas mais comezinhas, como deslocar-me à casa-de-banho, eram feitas amparada. Só ao fim de 3 meses de uma via sacra que me levou a médicos de várias especialidades e que não descobriram o que tinha, alguém teve a brilhante ideia de me levar a um psiquiatra em Nova Iorque, que mal soube o que se passava me diagnosticou a doença e me medicou.
Começou aí outra via sacra, que decerto não teria acabado sem a ajuda e apoio de toda a família, sobretudo dos meus filhos.
Foram 2 anos a não poder sair de casa sem ser acompanhada, sem querer sair do escuro do meu quarto, sem sequer querer lavar-me, pentear-me ou sair da cama. Eram ataques de pânico dolorosos que me deixavam inerte.
A pouco e pouco as melhoras foram aparecendo. Uma ida ao cinema era uma vitória. Conseguir fazer um jantar num restaurante, até ao fim, outra. No início só conseguia escolher a ementa e logo tinha que me vir embora.
Passar a alguém, na mesa, um jarro de àgua sem tremer tanto que não o deixasse cair, outra.
E chegou o dia, em que consegui meter-me num avião sózinha e viajar para Nova Iorque. Nem o médico acreditava que o conseguisse fazer.
Por isso, quando oiço alguém dizer que as depressões não existem, que são doença de rico ou que estão na cabeça das pessoas, só me apetece matá-las.
Estão na cabeça, sim, mas são uma doença, que hoje, por a ter estudado exaustivamente, sei exactamente como e porquê acontecem.
Durante esse período, mais do que em qualquer outro, ouvi até à exaustão música e, claro, Queen e Freddy Mercury.
A canção que mais me apaziguava e que por isso hoje está intimamente ligada à minha vida, é The Show Must Go On.

Por isso é, obviamente a minha 4ª escolhadeste desafio.

"Empty spaces - what are we living for?
Abandoned places - I guess we know the score...
On and on!
Does anybody know what we are looking for?
Another hero - another mindless crime.
Behind the curtain, in the pantomime.
Hold the line!
Does anybody want to take it anymore?
The Show must go on!
The Show must go on!
Inside my heart is breaking,
My make-up may be flaking,
But my smile, still, stays on!
Whatever happens, I'll leave it all to chance.
Another heartache - another failed romance.
On and on!
Does anybody know what we are living for?
I guess i'm learning
I must be warmer now...
I'll soon be turning round the corner now.
Outside the dawn is breaking,
But inside in the dark I'm aching to be free!
The Show must go on!
The Show must go on! Yeah!
Ooh! Inside my heart is breaking!
My make-up may be flaking!
But my smile, still, stays on!
Yeah! oh oh oh
My soul is painted like the wings of butterflies,
Fairy tales of yesterday, will grow but never die,
I can fly, my friends!
The Show must go on! Yeah!
The Show must go on!
I'll face it with a grin!
I'm never giving in!
On with the show!
I'll top the bill!
I'll overkill!
I have to find the will to carry on!
On with the,
On with the show!
The Show must go on.
(música e letra – Queen)






Nota: Fadinha desculpa, mas há coincidências incontornáveis.

20 February 2008




I want it all,

I want it all,

I want it all,

And I want it now!

Freddy Mercury