Como uma pequena bailarina de Petipa em Giselle, entro pé ante pé, espreitando por entre as árvores até que encontro uma casa azul onde morei quase três anos. Fez este mês mesmo.
Era uma vivência diária, mais nocturna do que diurna,havia até um bairro e vizinhos. Vizinhos também os havia que não pertenciam ao bairro mas que me aqueciam o coração com a sua ternura.
Quase 6 meses depois de ausência, , tenho muitas dúvidas e também adquiri algumas certezas. Dumas e doutras falarei outro dia.
Agora sei que tenho esta casa que é minha, embora com os panos de veludo a precisarem de ser mudados. O tempo e a falta de calor humano comeram-lhes a cor.
Não sei se há bairro, se há vizinhos, se tenho alguma coisa para escrever, não sei nem se vou voltar.
Mas sei de um saber de experiência feito, que quando Nietzsche escreveu que aquilo que não nos mata nos torna mais fortes, estava completamente enganado.
Ah não, não me matou, mas deixou-me frágil como o mais frágil cristal. Não sei se voltarei a rir, a sonhar, a fazer planos, a acreditar nos outros. Muita, muita coisa mudou em mim, mas seguramente não estou mais forte.
Só continuo a ser muito Velvet e isso acho que não mudará nunca.
Pitanga, mulher, podes parar de chamar por mim, podes sair da soleira da porta.
- Vá. Dá licença para dar ar à casa e entra. És sempre bem vinda.
Sunshine, Happy Even When It Rains, obrigada por todos os beijinhos que aqui deixavas todas as semanas com " as saudades de te ler".
Salvo, recebi as flores todas, as mensagens, as palavras, mesmo as que ficaram nas entrelinhas. A tua esperança, se ainda não morreu, estava certa.
Estou aqui.
Diferente, mas
Estou aqui.
Sofrida,
desiludida, mas
estou aqui.
Pelo menos essa batalha,
venci.
Era uma vivência diária, mais nocturna do que diurna,havia até um bairro e vizinhos. Vizinhos também os havia que não pertenciam ao bairro mas que me aqueciam o coração com a sua ternura.
Quase 6 meses depois de ausência, , tenho muitas dúvidas e também adquiri algumas certezas. Dumas e doutras falarei outro dia.
Agora sei que tenho esta casa que é minha, embora com os panos de veludo a precisarem de ser mudados. O tempo e a falta de calor humano comeram-lhes a cor.
Não sei se há bairro, se há vizinhos, se tenho alguma coisa para escrever, não sei nem se vou voltar.
Mas sei de um saber de experiência feito, que quando Nietzsche escreveu que aquilo que não nos mata nos torna mais fortes, estava completamente enganado.
Ah não, não me matou, mas deixou-me frágil como o mais frágil cristal. Não sei se voltarei a rir, a sonhar, a fazer planos, a acreditar nos outros. Muita, muita coisa mudou em mim, mas seguramente não estou mais forte.
Só continuo a ser muito Velvet e isso acho que não mudará nunca.
Pitanga, mulher, podes parar de chamar por mim, podes sair da soleira da porta.
- Vá. Dá licença para dar ar à casa e entra. És sempre bem vinda.
Sunshine, Happy Even When It Rains, obrigada por todos os beijinhos que aqui deixavas todas as semanas com " as saudades de te ler".
Salvo, recebi as flores todas, as mensagens, as palavras, mesmo as que ficaram nas entrelinhas. A tua esperança, se ainda não morreu, estava certa.
Estou aqui.
Diferente, mas
Estou aqui.
Sofrida,
desiludida, mas
estou aqui.
Pelo menos essa batalha,
venci.





