Gosto de acordar lentamente, de mansinho. Abro um olho, depois o outro, espreguiço-me como uma gata, faço 10 minutos de meditação, bebo um sumo de fruta e depois acordo para o Mundo.
Hoje acordei da pior maneira: com o barulho estridente do APITO DOURADO da campainha da porta.
Dada a hora, fui resmungando corredor fora e descobri que era o carteiro com uma carta registada. Vestida com trajes menores, entreabri a porta, tendo o cuidado de deixar a FACE OCULTA e estiquei a mão onde ele depositou a MALA com a carta e o respectivo recibo para eu assinar.
Fiquei a olhar para o CHORUDO ENVELOPE que vinha pomposamente dirigido à minha pessoa, sendo que o remetente era de uma entidade cujo nome, em latim, queria dizer algo como entre a Justiça.
Revi mentalmente os TELEFONEMAS que tenho feito para os AMIGOS, e não encontrei nos ditos nem a Fátima Felgueiras, nem o Major ( ainda gostava de saber onde foi ele buscar a patente) e muito menos o Isaltino Morais.
Bom, não deve ter nada a ver com escutas - pensei eu. Fiquei mais descansada e lá abri a carta.
Era da PT vejam lá. Vi logo a minha vida a andar para trás.
Querem ver que à falta de melhor me vêm buscar a mim?
Não. Era a reclamar o pagamento de 35.78€, relativos a uma factura alegadamente não paga, de Dezembro de 2006.
Leram bem! 2006!
Fui-me à pasta onde guardo os recibos de tudo e lá estava o talãozinho do multibanco, devidamente agrafado na referida factura.
Deu-me uma fúria tão grande que enfiei a carta toda rasgadinha no caixote dos papéis e agarrando na VARA que tenho guardada na despensa para bater no tecto quando os vizinhos de cima fazem barulho altas horas da noite e calquei-a bem para o fundo do recipiente.
Depois fui para a Casa da Pia, que cá em casa se chama casa de banho, onde me enfiei num espumoso banho para relaxar da forma como tinha começado o dia.
Comecei então a pensar ( coisa que hoje em dia, por questões de sanidade mental, não devíamos fazer) em quanto tinha custado a emissão daquela carta absolutamente inútil, e naquilo que a PT ainda irá gastar, porque nem me vou dar ao trabalho de lhes responder.
E continuei a pensar na merda ( com perdão da má palavra, Srª PresidentA) de País onde vivo.
Obrigada, mas vivo.
Quer dizer, o dito está transformado num pântano movediço, onde uma chusma de gente, comandada em primeiríssima frente pelo 1º ministro se afunda e só não se afoga e desaparece porque isto é um país de faz-de-conta com um povo que tudo engole porque lhe falta uma coisa que eu cá sei, mas não digo, e está uma empresa como a PT a perder tempo e a gastar dinheiro para cobrar 35,78€ que nem sequer estão em dívida, com uma cidadã que não só não cometeu nenhuma falta, quanto mais um crime e que não desempenha nenhum cargo político.
Enfim, lá saí da banheira, mais calma, vesti-me e resolvi, para desanuviar, ir fazer umas comprinhas.
Só quando já estava no carro me lembrei que tinha que mudar de destino, porque afinal, não só Sócrates não tem nada a ver com aquilo, como o FREEPORT, hélas, nem sequer existe!
Hoje acordei da pior maneira: com o barulho estridente do APITO DOURADO da campainha da porta.
Dada a hora, fui resmungando corredor fora e descobri que era o carteiro com uma carta registada. Vestida com trajes menores, entreabri a porta, tendo o cuidado de deixar a FACE OCULTA e estiquei a mão onde ele depositou a MALA com a carta e o respectivo recibo para eu assinar.
Fiquei a olhar para o CHORUDO ENVELOPE que vinha pomposamente dirigido à minha pessoa, sendo que o remetente era de uma entidade cujo nome, em latim, queria dizer algo como entre a Justiça.
Revi mentalmente os TELEFONEMAS que tenho feito para os AMIGOS, e não encontrei nos ditos nem a Fátima Felgueiras, nem o Major ( ainda gostava de saber onde foi ele buscar a patente) e muito menos o Isaltino Morais.
Bom, não deve ter nada a ver com escutas - pensei eu. Fiquei mais descansada e lá abri a carta.
Era da PT vejam lá. Vi logo a minha vida a andar para trás.
Querem ver que à falta de melhor me vêm buscar a mim?
Não. Era a reclamar o pagamento de 35.78€, relativos a uma factura alegadamente não paga, de Dezembro de 2006.
Leram bem! 2006!
Fui-me à pasta onde guardo os recibos de tudo e lá estava o talãozinho do multibanco, devidamente agrafado na referida factura.
Deu-me uma fúria tão grande que enfiei a carta toda rasgadinha no caixote dos papéis e agarrando na VARA que tenho guardada na despensa para bater no tecto quando os vizinhos de cima fazem barulho altas horas da noite e calquei-a bem para o fundo do recipiente.
Depois fui para a Casa da Pia, que cá em casa se chama casa de banho, onde me enfiei num espumoso banho para relaxar da forma como tinha começado o dia.
Comecei então a pensar ( coisa que hoje em dia, por questões de sanidade mental, não devíamos fazer) em quanto tinha custado a emissão daquela carta absolutamente inútil, e naquilo que a PT ainda irá gastar, porque nem me vou dar ao trabalho de lhes responder.
E continuei a pensar na merda ( com perdão da má palavra, Srª PresidentA) de País onde vivo.
Obrigada, mas vivo.
Quer dizer, o dito está transformado num pântano movediço, onde uma chusma de gente, comandada em primeiríssima frente pelo 1º ministro se afunda e só não se afoga e desaparece porque isto é um país de faz-de-conta com um povo que tudo engole porque lhe falta uma coisa que eu cá sei, mas não digo, e está uma empresa como a PT a perder tempo e a gastar dinheiro para cobrar 35,78€ que nem sequer estão em dívida, com uma cidadã que não só não cometeu nenhuma falta, quanto mais um crime e que não desempenha nenhum cargo político.
Enfim, lá saí da banheira, mais calma, vesti-me e resolvi, para desanuviar, ir fazer umas comprinhas.
Só quando já estava no carro me lembrei que tinha que mudar de destino, porque afinal, não só Sócrates não tem nada a ver com aquilo, como o FREEPORT, hélas, nem sequer existe!





