13 March 2008

FALANDO DE AFECTOS 1

Um certo Professor " infectou" a net, lançou uma moda e pegou-nos uma doença, chamada Afectos.
Antes eu pensava em termos de Amizade, Amor, Ternura, Admiração e tantos outros sentimentos que, afinal podem englobar-se todos na palavra Afecto.
Complicadinhos como somos, nós portugueses, arranjámos um sem número de palavras para dizer que gostamos de alguém, mas verdade, verdadinha, quantos de nós já usámos a palavra Amo-te para expressarmos o nosso amor por alguém?
Eu, muito poucas, e no entanto, amo algumas pessoas. Claro que já usei a expressão, mas nunca dirigida a alguém e assumindo o profundo sentido que ela encerra.
Já os americanos e os ingleses são peritos em usar a expressão 'I love you'.
Usam-na por tudo e por nada. Despedem-se (no dia a dia, nas mensagens, nas cartas) com 'Love', 'Love you', 'I love you' e agora influenciados pela net e pelos Sms, Lovu e outras meiguices do género. Já os portugueses (e eu não sou excepção) reservam esta "mensagem" para pessoas e momentos muito especiais. E, curiosamente, essas pessoas especiais não incluem a nossa família mais chegada (pais, irmãos, avós...).
Na verdade, quando os habitantes dos países de língua ingles dizem I Love You, sabe-se o que querem dizer, dependendo do destinatário.
Enquanto pensava que ia fazer 2 posts sôbre os Afectos, dei comigo a pensar:
- Será que é mesmo como estou a dizer?
- Ou será que sou das únicas pessoas para quem a palavra Amor encerra mistérios que parece mais seguro não desvendar?
- Será que sou um caso raro ao sentir-me tão relutante em traduzir nesta palavrita tanta coisa que se sente, sem dizer?
Que tal responderem-me?
Que tal vai isso de afectos?

(8) NÃO RESISTI


12 March 2008

IT'S OH SO QUIET...FINAL


Caso não tenham reparado, este blog anda muuuito quieto.Então, para o FRANCISCO, do blog Essências, aqui lhe deixo dois miminhos:A música que está a tocar e este post.
Enjoy!

11 March 2008

(7) NÃO RESISTI

MySpace Comments

10 March 2008

MATEMÁTICA DA VIDA .... GENIAL



Recebi por mail.
Desculpem, mas achei genial.
Vejam como se vê um Pps

9 March 2008

O TEMPO DO MUNDO ÀS AVESSAS

Não assino em baixo de tudo o que este senhor escreve, mas sempre que me cai um texto dele nas mãos, leio com muita atenção.
Este foi publicado num jornal onde escreve, embora me tenha sido enviado por uma amiga.
Não sei porquê, mas ao ler que a Ministra da Educação acha "não ser relevante" a participação de "100 mil professores na marcha da indignação" em Lisboa, lembrei-me dele.
Enjoy!

- Dona Fernanda, então por aqui? Agora me lembro, ainda não lhe dei os parabéns pelo seu homem. Vi-o no concurso da televisão. Que honra! Muitos parabéns! Fiquei orgulhosa como se fosse meu!
- É verdade, dona Cátia. Estamos muito contentes. Foi muito bom, até para compensar a desgraça da minha irmã. Não sabe? Imagine que o marido dela é administrador de um banco.
- Não me diga! Que vergonha! Mas qual? Daquele criminoso, o BCP?
- Olhe nem sei bem. Mas aquilo é tudo a mesma gente. Coitada da minha irmã, anda muito ralada! Felizmente que o amante está muito bem. Era segurança num bar, mas agora conseguiu ficar dado como deficiente por causa de uma sova que levou e o subsídio é excelente.
- Ainda bem! Que sorte! Olhe, essa sorte não tenho eu. Ando muito preocupada com o meu sobrinho. Não, não é com o homossexual. Não, esse está óptimo. Foi ao estrangeiro casar com o amigo e agora até estão a pensar adoptar uma criança por lá. O que me preocupa é o outro, o Zé. Tem um restaurante, imagine. Um restaurante de luxo.
- Ai, coitado! Em que se havia de meter! E tem tido muitas queixas?
- Pois. Calcule que nem sequer usava sabão líquido nas casas de banho e os exaustores são de baixa extracção. Estou com medo que mais cedo ou mais tarde acabe na cadeia, pobrezinho!
- Compreendo, compreendo. As ralações que temos! E então o que é que a traz por cá? Eu vou agora ali à direcção da escola queixar-me. Veja lá que a minha filha me disse que lá na escola não há máquinas de distribuição de preservativos na casa de banho das raparigas. Só na dos rapazes. Não é uma vergonha?
- Um escândalo. Depois se há problemas a culpa é dos pequenos! Eu também tenho de lá ir mas, infelizmente, é derivado ao comportamento do meu Ronaldinho.
- Não me diga que ainda é por causa da gravidez?
- Não, que ideia. Isso está tudo resolvido. Eles os dois trataram a questão com muito bom senso. Nem pareciam ter 13 anos! O aborto correu muito bem e o meu rapaz até já arranjou outra namorada bastante mais velha. Não, o que me preocupa é aquele grupo com que ele anda.
- Qual? A banda de rock satânico? Oh, minha amiga não se apoquente com isso. Nós lá em casa até dissemos ao nosso rapaz para criar uma. Antes isso que andar pelos ATL da paróquia com aqueles beatos a meter patranhas na cabeças dos miúdos. Na banda é muito mais seguro e saudável. Não só é artístico, como abre horizontes e um dia, quem sabe... Olhe, não me preocuparia nada com isso.
- Não, não é isso. Nós também estamos muito satisfeitos por ele andar com a banda. É um excelente meio de educação. Ao princípio ainda me chocavam um bocado as letras das canções, a falar de suicídio e sangue, mas agora até acho graça. Rapazes são rapazes, não é? Não, é muito pior. Ele também anda metido em coisas mesmo graves com aquele outro grupo clandestino. Já ouviu falar, não? Aquele grupo de fumadores que no outro dia até apareceu no jornal por um deles fumar dentro do metro.
- Que horror! O seu filho fuma? Mas isso faz imenso mal à saúde e polui o ambiente. Então ele não pensa no aquecimento global? Esta juventude está perdida!
- Eu sei, eu sei! Tentámos tudo para o afastar do vício, mas nada. O meu marido até quis ver se o interessava em blogs pornográficos, chats neonazis e outras coisas que fossem também um bocadinho subversivas e clandestinas mas não fizessem tanto mal. Mas nada! Ele não larga o cigarro! A culpa é do meu homem e eu já lhe disse. Imagine que quando o miúdo era pequeno lhe dava pistolas e outros brinquedos de violência. Claro que tinha de ter esta consequência, não era?
- Que horror! Imagino como anda apoquentada. E nos estudos, que tal anda ele? Os meus antigamente era um castigo. Davam muitos erros de ortografia mas isso agora, com este novo programa para o insucesso escolar, deixou de criar problemas porque já não conta. E, mesmo na Matemática, o que interessa é a criatividade dos miúdos. Se os professores explicam mal que culpa têm os pequenos?
- Eu digo o mesmo. Se eles depois acabam todos no desemprego, ao menos gozem a juventude.

João César das Neves professor universitário
Cartoon publicado hoje, no DN

8 March 2008

PARA TODAS AS MULHERES QUE ME VISITAM


SHE....YOU....US...ME


RECEITA DE MULHER


As muito feias que me perdoem
Mas beleza é fundamental.
É preciso
Que haja qualquer coisa de dança,
qualquer coisa de haute couture
Em tudo isso (ou então Que a mulher se socialize elegantemente em azul, como na República [Popular Chinesa).
Não há meio-termo possível.
É preciso
Que tudo isso seja belo.
É preciso que súbito
Tenha-se a impressão de ver uma garça
apenas pousada
e que um rosto
Adquira de vez em quando
essa cor só encontrável no terceiro minuto da aurora.
É preciso que tudo isso seja sem ser,
mas que se reflita e desabroche
No olhar dos homens.
É preciso,
é absolutamente preciso
Que tudo seja belo e inesperado.
É preciso que umas pálpebras cerradas
Lembrem um verso de Eluard
e que se acaricie nuns braços
Alguma coisa além da carne:
que se os toque
Como ao âmbar de uma tarde.
Ah, deixai-me dizer-vos
Que é preciso
que a mulher que ali está
como a corola ante o pássaro
Seja bela
ou tenha pelo menos um rosto
que lembre um templo e
Seja leve como um resto de nuvem:
mas que seja uma nuvem
Com olhos e nádegas.
Nádegas é importantíssimo.
Olhos, então Nem se fala,
que olhem com certa maldade inocente.
Uma boca Fresca (nunca úmida!)
e também de extrema pertinência.
É preciso que as extremidades sejam magras;
que uns ossos Despontem,
sobretudo a rótula no cruzar das pernas,
e as pontas pélvicas
No enlaçar de uma cintura semovente.
Gravíssimo é,
porém,
o problema das saboneteiras:
uma mulher sem saboneteiras
É como um rio sem pontes.
Indispensável
Que haja uma hipótese de barriguinha,
e em seguida
A mulher se alteie em cálice,
e que seus seios
Sejam uma expressão greco-romana,
mais que gótica ou barroca
E possam iluminar o escuro
com uma capacidade mínima de 5 velas.
Sobremodo pertinaz
é estarem a caveira e a coluna vertebral
Levemente à mostra;
e que exista um grande latifúndio dorsal!
Os membros que terminem como hastes,
mas bem haja um certo volume de coxas
E que elas sejam lisas,
lisas como a pétala e cobertas de suavíssima penugem
No entanto,
sensível à carícia em sentido contrário.
É aconselhável na axila uma doce relva com aroma próprio
Apenas sensível (um mínimo de produtos farmacêuticos!)
Preferíveis sem dúvida os pescoços longos
De forma que a cabeça
dê por vezes a impressão
De nada ter a ver com o corpo,
e a mulher não lembre
Flores sem mistério.
Pés e mãos devem conter elementos góticos
Discretos.
A pele deve ser fresca nas mãos,
nos braços,
no dorso e na face
Mas que as concavidades
e reentrâncias tenham uma temperatura nunca inferior
A 37° centígrados
podendo eventualmente provocar queimaduras
Do 1° grau.
Os olhos,
que sejam de preferência grandes
E de rotação pelo menos tão lenta quanto a da Terra;
e Que se coloquem sempre para lá
de um invisível muro da paixão
Que é preciso ultrapassar.
Que a mulher seja em princípio alta
Ou, caso baixa,
que tenha a atitude mental dos altos píncaros.
Ah, que a mulher dê sempre a impressão de que,
se se fechar os olhos
Ao abri-los ela não mais estará presente
Com seu sorriso e suas tramas.
Que ela surja, não venha;
parta, não vá
E que possua uma certa capacidade de emudecer subitamente
e nos fazer beber
O fel da dúvida.
Oh, sobretudo
Que ele não perca nunca,
não importa em que mundo
Não importa em que circunstâncias,
a sua infinita volubilidade
De pássaro;
e que acariciada no fundo de si mesma
Transforme-se em fera sem perder sua graça de ave;
e que exale sempre
O impossível perfume;
e destile sempre
O embriagante mel;
e cante sempre o inaudível canto
Da sua combustão;
e não deixe de ser nunca a eterna dançarina
Do efêmero;
e em sua incalculável imperfeição
Constitua a coisa mais bela e mais perfeita de toda a criação inumerável.

AS MULHERES NO CINEMA