O meu blog não tem nem nunca teve como finalidade veicular as minhas ideias políticas.
Mas, citando Pierre Proudhon, a política é a ciência da liberdade.
E a liberdade é um ideal político para mim, por isso, em se tratando de liberdade não me calo.
Também sou visceralmente contra qualquer tipo de violência: desde a verbal à física, culminando na guerra ou na guerrilha.
Pior, se falarmos em terrorismo.
Mesmo para defender direitos inalienáveis ou repôr valores como a Justiça, a Democracia ou a Liberdade.
Em última instância se não houver como fugir, então os senhores da guerra que a façam, no caso os militares de carreira e nunca perdendo de vista que os civis deveriam sempre ser poupados.
Eu sei que esta conversa parece um blá blá de jovem alucinada, mas não é.
Pior ainda quando disser que vou voltar a falar de Ingrid Betancour.
Não dela, que é só a ponta do iceberg, mas de algo que sabia existir, mas de que desconhecia a verdadeira dimensão.
Confesso que talvez por ela ser a mais mediática sempre me interessei pelo seu caso. E como eu, que nada fiz para que fosse libertada, também se interessaram os que podiam fazer alguma coisa.
Porque esse era um joker com que sabiam ir ganhar a simpatia do mundo.
Só que se a guerra também se ganha através dos media, talvez que, se todos juntos formos denunciando o que se passa na Colômbia, as pessoas pelo menos se interessem em saber onde fica esse País.
Se interessem em saber o que são as FARC e porque existem.
Já disse e repito: não aprovo a sua existência e tão pouco os seus métodos. Mas só depois do massacre em Timor que todos vimos pela televisão o Mundo acordou para aquela realidade. Esperemos que não seja preciso um massacre igual, neste caso sobre os reféns das Farc.
Mas, citando Pierre Proudhon, a política é a ciência da liberdade.
E a liberdade é um ideal político para mim, por isso, em se tratando de liberdade não me calo.
Também sou visceralmente contra qualquer tipo de violência: desde a verbal à física, culminando na guerra ou na guerrilha.
Pior, se falarmos em terrorismo.
Mesmo para defender direitos inalienáveis ou repôr valores como a Justiça, a Democracia ou a Liberdade.
Em última instância se não houver como fugir, então os senhores da guerra que a façam, no caso os militares de carreira e nunca perdendo de vista que os civis deveriam sempre ser poupados.
Eu sei que esta conversa parece um blá blá de jovem alucinada, mas não é.
Pior ainda quando disser que vou voltar a falar de Ingrid Betancour.
Não dela, que é só a ponta do iceberg, mas de algo que sabia existir, mas de que desconhecia a verdadeira dimensão.
Confesso que talvez por ela ser a mais mediática sempre me interessei pelo seu caso. E como eu, que nada fiz para que fosse libertada, também se interessaram os que podiam fazer alguma coisa.
Porque esse era um joker com que sabiam ir ganhar a simpatia do mundo.
Só que se a guerra também se ganha através dos media, talvez que, se todos juntos formos denunciando o que se passa na Colômbia, as pessoas pelo menos se interessem em saber onde fica esse País.
Se interessem em saber o que são as FARC e porque existem.
Já disse e repito: não aprovo a sua existência e tão pouco os seus métodos. Mas só depois do massacre em Timor que todos vimos pela televisão o Mundo acordou para aquela realidade. Esperemos que não seja preciso um massacre igual, neste caso sobre os reféns das Farc.
Mas é imprescindível que se conheça a relaidade dos actos do Presidente Uribe.
Como a imprensa não os divulga um ou outro blog lá o vai fazendo.
Como se diz no Brasil, o buraco é mais em baixo e por isso sigo o seu exemplo.
Deixo-vos um relatório da Amnistia Internacional, que copiei do blog http://ocheirodailha.blogspot.com/ e que me deixou revoltada e horrorizada.
Como se diz no Brasil, o buraco é mais em baixo e por isso sigo o seu exemplo.
Deixo-vos um relatório da Amnistia Internacional, que copiei do blog http://ocheirodailha.blogspot.com/ e que me deixou revoltada e horrorizada.
Lamento, mas mesmo que tudo o que possa fazer seja publicá-lo aqui, é isso que faço.
Aqui ficam mais alguns dados sobre a realidade colombiana nessa matéria, desta vez tirados de um relatório da Amnistia Internacional (AI).
Informa esse relatório que, «em 2007, aconteceram na Colômbia 280 execuções extra judiciais». As vítimas, na maioria camponeses, foram apresentadas pelos militares como sendo «guerrilheiros mortos em combate».
Por seu lado, os grupos paramilitares cometeram 230 assassinatos no mesmo ano de 2007. Ainda em 2007, estes grupos paramilitares - ligados, como se sabe, ao narcotráfico - «roubaram 4 milhões de hectares de terra a camponeses pobres».
Sempre segundo o relatório da AI, os que se queixam destes crimes à justiça correm sérios riscos, tal como os seus advogados de defesa.
Exemplos: Yolanda Isquierdo, advogada de várias famílias vítimas dos paramilitares, foi assassinada no dia 31/1/2007;
a advogada Carmen Romaña, que representava vítimas de roubos de terras, foi assassinada a tiro no dia 7/2/2007.
Quanto aos sindicalistas - que Uribe considera serem «elementos subversivos» - são alvos preferenciais da repressão.
Assim, informa a AI, durante as duas últimas décadas, foram assassinados 2. 245 sindicalistas e desapareceram 138 (estes desaparecimentos correspondem, regra geral, a assassinatos) - e 3. 400 sindicalistas estão ameaçados de morte.
Mais de 90% destes casos não foram sequer investigados - aliás, segundo a AI, «mais de 40 legisladores são suspeitos de ligação aos paramilitares»...
Eis, em resumo muito resumido e parcial, um retrato do governo de Uribe - que os média portugueses não se cansam de elogiar e apresentar como um exemplo de governo democrático.
Gravura Colômbia de Botero






