
Pelo menos sete mortos durante manifestação pró-Tibete em Sichuan, avançam ONG.
Polícia nega que tenha ocorrido qualquer incidente
16.03.2008 - 15h39 AFP
Pelo menos sete tibetanos foram mortos hoje durante uma manifestação desmobilizada pela polícia em Ngawa, num distrito tibetano da província de Sichuan, sudoeste da China, segundo duas organização não-governamentais pró-Tibete. A polícia de Ngawa nega que tenha ocorrido qualquer incidente.
“A manifestação foi violentamente dispersada. A polícia disparou para a multidão. Há sete mortos”, contou à AFP Kate Saunders da Campanha Internacional para ao Tibete, citando testemunhas no local. Saunders acrescentou que “muitas pessoas ficaram igualmente feridas” e que a “polícia se retirou” depois de desmobilizada a manifestação.
O Centro Tibetano para os Direitos do Homem e a Democracia avança, por sua vez, que há 13 mortos confirmados, entre os quais monges do mosteiro Kirti, em Ngawa, situado a cerca de mil quilómetros a nordeste de Lhasa.
Segundo o relato dos acontecimentos que a organização avançou no seu site, a manifestação começou quando “milhares de monges se reuniram para a oração”.
Uma testemunha ouvida pela AFP indicou que três pessoas morreram durante a manifestação que se seguiu à oração em Kirti, que abriga perto de 2800 monges tibetanos.
Um porta-voz da polícia de Ngawa negou que tivesse havido qualquer ataque. “Tal não aconteceu”, reforçou o mesmo responsável à AFP.
O incidente foi igualmente relatado pela Campanha pela Libertação do Tibete, que citou testemunhas no local. A organização com sede em Londres contabilizou em cinco o número de mortos na manifestação de “centenas de tibetanos”, indicando também que entre os manifestantes se enontravam monges de Kirti, estando um deles entre as vítimas.
“Trata-se da primeira manifestação em Sichuan de que tenho conhecimento”, sublinhou o porta-voz da campanha, Matt Whitticase.
A manifestação dos monges budistas de hoje segue-se a outra registada ontem na província chinesa de Gansu, no Noroeste, segundo grupos de defesa dos tibetanos. Nos últimos dias os monges budistas têm-se manifestado contra o Governo chinês. Anteontem, manifestações contra a administração chinesa degeneraram em violência no centro de Lhasa, provocando pelo menos dez mortos, segundo Pequim, e perto de cem, de acordo com o Governo tibetano no exílio, que já pediu a abertura de um inquérito junto da ONU sobre estes episódios de violência.
Deixei passar o Domingo de Páscoa para publicar este post embora lá não haja Páscoa...
O texto acima foi retirado do Público de ontem.
É sabido, porque já aqui o escrevi, que não morro de amores pelo regime chinês nem, aliás, por nenhum regime totalitário, onde por definição, os Direitos Humanos são violados a todo o momento.
Lamentavelmente, estão sempre a dar-me razão naquilo que defendo... infelizmente!
Gostaria de estar enganada e ter de engolir o que digo acompanhando esse gesto com uma educada vénia chinesa...
Mas não! O monstro é cruel, como o são todos. E, mais uma vez nem o faz às escondidas.
Todos os genocídios foram feitos, quase sempre à vista de todos. E isso preocupa-me!
Preocupa-me que a ONU ainda não se tenha pronunciado sobre isso.
Preocupa-me que se invoque o árduo trabalho dos desportistas para se qualificarem para as Olimpíadas para que os Jogos não sejam boicotados.
Preocupa-me que a comunidade internacional não tome nenhuma atitude.
Preocupa-me que o Sr. Presidente da República invoque" compromissos de agenda" para não estar presente na China na altura dos Jogos em vez de afirmar que não assiste por outras razões.
Será que todo este silêncio tem a ver com o facto de ainda não terem descoberto petróleo na China?
Ou será que acham que o Tibete é muito longe, e estas coisas só acontecem aos outros?
Já tivemos muitos Monstros na História...
Será que o Mundo vai permitir que a História se repita?
Aqui deixo uma Petição a favor da aprovação pela Assembleia da República, de uma moção que condene a Violação dos Direitos Humanos e da Liberdade Política e Religiosa no Tibete, a que o MIL: Movimento Internacional Lusófono, se associou e apela a que a subscrevam.







