13 January 2010

UNS MARCADORES CHINESES


Como sabem, eu e os chineses temos problemas graves.
Se por um lado, sigo e admiro uma série de coisa que vêm lá da terra do Sol-Nascente ( o Yôga, O Feng-Shui, a acunpuctura, a postura Zen, por outra lado, tudo o que tem a ver com a China de hoje, vulgo a violência com os animais e a mais despudorada violação dos Direitos Humanos, faz-me fugir daquela terra como o Diabo foge da cruz.
Para não falar das centenas de lojas chinesas que nos invadiram, que não seguem regras, nem de horários, nem de preços nem de educação, cujos donos olham arrogantemente os clientes sem fazerem o mais pequeno esforço para os entenderem, ( pudera, não precisam, eles caiem lá que nem moscas).
Tudo isto me afastou dessas lojas há muito tempo.
Mas esta semana tive um problema: precisava desesperadamente de pratos marcadores vermelhos e depois de procurar freneticamente em todo o lado e ouvir a resposta batida:
- Ah, minha senhora, isso esgotou há muito tempo-houve uma empregada que solicitamente me disse que numa determinada loja chinesa havia às centenas.
Fiquei sem saber que fazer. Ficar sem os marcadores ou esquecer os meus pruridos? Por fim, lá entrei no «chinês». Olhei, toquei, arregalei os olhos de espanto, empalideci no frente a frente com a tralha sintética cheirando vagamente a baunilha.
Mais um problema: odeio baunilha. E sintéticos.
Recuperada do primeiro round, aventurei-me num segundo mais específico: trapos, chinelas e lingerie.
No kitsch dos produtos asiáticos entre resmas de peças de psiché, o déjà-vu permanente, lingerie carmim, laranja e verde lima, tão sintética como a outra, só que a um «ésimo» da dolorosa. Por três euros e meio arrecada-se um conjunto de underwear para o ginásio, mínimo como convém. É certo que tudo é entregue com linhas e fios pendendo, mas nada que tesoura diligente não remedeie. Para quem queira.
Tudo chinês. Tudo barato. Os marcadores lá estavam e eu cada vez mais enjoada. Aquele cheiro a baunilha...Assim, nem marcadores nem lingerie.
Fiel aos meus princípios e recusando o sintético, opto pelo elementar e recorrente: nada.
Livre. Disponível para o atrevimento da brisa e do desejo.

25 nhận xét :

kakauzinha said...

Entlendo-te multo bem. Estes chilneses dão-nlos cablo da molca. Mas a veldade é que também têm algumas coislas com um pleço muito convildativo. No mleio da baunila e do slintétlico achlam-se umas quantlas meldas. Agola que eles são ilitantes, lá isso slão, uns cablões desgolvenados, sem lespeito pol nadla. Cá pol mim... lifava-os todlos daqui pla fola! Quelo lá sabele se me chlamam lacista!

:))**

Luis said...

Minha Boa Amiga,
Penso da mesma maneira, por isso faço minhas as suas palavras. Até a imagem escolhida reflete um chapéu de chuva chinês concerteza! Ahahahahah.
Saudações amigas.
Luís

salvoconduto said...

Vai lá vai! Se calhar não eras tu que ias a Chinatown às compras!

Ableijos.

josé luís said...

miss veludo,

não posso realmente comentar porque nunca entrei numa loja de chineses
[e depois deste relato acho que não perdi nada... bem, a lingerie verde lima tem o seu potencial ;-)]

chau...xau

Sonia Schmorantz said...

Embora não conheça hábitos ou costumes chineses, gostei muito do texto.
beijos

Miepeee said...

Tambem nao sou dada a chinesices (nem sei se e assim que se escreve, para mim e tudo chines).
Beijo daqui ate ai.

Si said...

Ora, ia recordar exactamente o que o Salvo disse.
Então a Sedona Velvet tem prurido de entrar numa loja chinesa aqui e aventura-se a sair degolada e com menos 3 rins se, em NY, não acertar em palavras passe bichanadas a veneráveis idosas de olhos em bico
??
Eram só uns marcadores vermelhos...;D

Antonio saramago said...

Por aqui estamos minados de chinesada e a verdade é que tudo o que vendem nada présta para nada, ainda por cima contam-se pelos dêdos os que têm alguma simpatia.
A verdade porém é só uma, eles vieram, invadiram e todos arranjam maneira de abrir lojas e agora até grandes superficies, vai lá tu, ou eu, pedir dinheiro para abrir um negócio...
Já vis-te o ke escrevi para ti?

Patti said...

Ahahahahhaha a Velvet no chinês com cheiro rasca a insenso!!!!! Hilariante!

Olha, a tua visita é bem más dramática do que ler o meu texto CÓMICO, até ao fim.

P.s. Mas compraste os marcadores ou não?

BlueVelvet said...

Patti,
acho que o essencial do meu texto, quer para ti quer para os outros comentadores, não passou:

"Fiel aos meus princípios e recusando o sintético, opto pelo elementar e recorrente: nada.
Livre. Disponível para o atrevimento da brisa e do desejo.":(((
Até pensei que me ias multar...

Patti said...

Li pois!
Não disfarces, não disfarces agora. Entraste, entraste, toma, toma. Ahahahahahahah

BlueVelvet said...

Entrei, pois claro.
Esse é o tema do post.
Mas não comprei nada!

Fernanda said...

Amiga BlueVelvet,

Tenho a mesma aversão, excepto a baunilha, essa gosto.

A mim só me cheira a sintético, é horrível, insuportável, eu fico com urticária, no mínimo. ou melhor fiquei, das poucas vezes que tive de entrar numa dessas lojas.

Tens toda a razão, em todos os aspectos. Piroseira total com a agravante de todas as benesses que não deviam existir de maneira alguma,

Pitanga Doce said...

Bem eu já comprei guardas-chuvas por lá e por diversas vezes me aconteceu como a foto mostra. E porque sempre comprava lá? Porque nunca acreditava que ia chover e a chuva me pegava já na rua, então... toma girada-chuva "stinling" como dizem os meninos aqui em casa.

Agora, o que são "pratos marcadores vermelhos"?

BlueVelvet said...

Pitanga,
eu não comprei nenhum chapéu de chuva rsrsrs
Marcadores são pratos grandes que servem para por na mesa com os outros pratos em cima.
Marcam o lugar das pessoas.
Bjs

Pitanga Doce said...

Xiiiii o meu comentário saiu todo truncado! Já sei! Marcadores são o que chamamos aqui "suplait". Então tá.

BlueVelvet said...

Aqui também se diz sous-plat.

Pitanga Doce said...

Sous-plat seria afrancesado e é mais chique. Aqui ficou assim, que deve ser lá das bandas de Niterói, talvez. hehehe

Mas aquele texto, hein? "Abafa o caso"!

Carlos Barbosa de Oliveira said...

Como sabe, não partilho da sua opinião em relação aos chineses, mas é óbvio qu não podemos estra sempe de acodo e is´so é saudável. Mas pemita-me que lhe lembre um cero post que escreveu aqui há ytempos, passado numa Chinatown...
Conchinhas

paulofski said...

Já responderam à minha dúvida ao ler os comentários. Da cultura comercial chinesa conheço muito pouco ou mesmo nada no entanto no que se refere à gastronomia com arroz chau-chau, apatada aos nossos hábitos alimentares, aí sou um bom garfo (não me dou com pauzinhos)!

:)

ematejoca said...

Também não sabia o que eram
"pratos marcadores vermelhos". Agora já sei!
Na minha próxima estadia no Porto até vou a uma loja chinesa para comprar os tais pratos mercadores vermelhos.
Bem, Chinatown sempre é Chinatown!
E as lojas chinesas em Portugal crescem como os cogumelos!!!

Blue, eu também estou "disponível para o atrevimento da brisa e do desejo."

ematejoca said...

Também não sabia o que eram
"pratos marcadores vermelhos". Agora já sei!
Na minha próxima estadia no Porto até vou a uma loja chinesa para comprar os tais pratos mercadores vermelhos.
Bem, Chinatown sempre é Chinatown!
E as lojas chinesas em Portugal crescem como os cogumelos!!!

Blue, eu também estou "disponível para o atrevimento da brisa e do desejo."

pedro oliveira said...

Sei que vou parecer aqueles gajos que dizem que nunca vêem telenovelas aos amigos, mas nunca entrei numa loja chinesa.

ematejoca said...

Mais vale tarde do que nunca!
Lembras-te do teu desafio na época de natal?!
Sem tempo nessa altura, mas continuando com a mania dos desafios, respondo hoje.
Mais uma vez obrigada, Blue!

Ricardo said...

Parece-me um texto um pouco xenófobo, mas enfim...
Lá porque os chineses não dependem do rendimento mínimo e não recorrem a todo e qualquer fundozito do estado... enfim...