12 September 2008

O DIA EM QUE CONHECI PINOCHET

O dia de ontem, em que se recordaram dois acontecimentos terríveis para a história da humanidade, trouxe-me à memória uma efeméride da minha vida, que não tendo qualquer significado prático, não deixa de me encher de orgulho de mim própria e me faz voltar a sentir o frisson que senti naquele dia.

Passou-se há 1o anos.
Estávamos, eu, o meu marido e os meus filhos, hospedados no Intercontinental do Rio de Janeiro, de férias.
A segurança naquele hotel é apertadíssima, não só por ser o hotel que é, mas porque fica localizado junto de uma das maiores e mais perigosas ( embora eu a tenha visitado, mas isso fica para outro dia) favelas do Rio: a Rocinha.
Além dos seguranças fardados que se passeiam por todo o hotel, há também muitos à paisana, e o acesso aos elevadores é feito num hall, onde para entrar há que passar por 2 seguranças, daqueles tipo armário.
Normalmente era preciso mostrar o cartão ( chave ) do quarto para passar, mas como já nos conheciam poupávam-nos a esse trabalho, sobretudo quando eu ia sózinha com as crianças.
Costumávamos ficar sempre no último andar para desfrutar a vista soberba e para ver as dezenas de parapentes e asas delta que vinham quase ter à nossa janela, dada a proximidade da Pedra Bonita, sítio de onde eles se lançam.
Nesse ano foi-nos dito que teríamos que ficar no andar abaixo, dado que na data em que que lá íamos ficar o último andar já estava todo reservado.
Uma manhã, seguindo a rotina habitual, levantámo-nos às 6 como sempre e vestimo-nos para ir tomar o pantagruélico pequeno-almoço na sala ao ar livre junto da piscina. Era uma festa que nenhum de nós perdia por nada.
Dirigimo-nos ao elevador e esperámos que o mesmo chegasse. Os meus filhos tinham o fato de banho e uma t-shirt vestida e eu um conjunto de praia sobre o biquini. O meu marido tinha ficado de descer daí a uns 10 minutos.
Quando o elevador chegou, a porta abriu-se e vi 3 homens vestidos de fato completo, o que ali não era muito normal. Mas não me detive nesse pormenor.
Dei um passo em frente com as crianças e ao mesmo tempo dois dos homens puseram-se à frente do 3º homem e disseram:
- The lift is full.
Ora, o lift tinha uma lotação de 10 ou mais pessoas, já nem sei. Mas 3 não era, como é óbvio.
Com um pé dentro e outro fora do elevador e os meus filhos atrás de mim, olhei para cima para a cara dos homens porque eles faziam 2 de mim, e de repente reconheci o 3º homem.
As minhas pernas começaram a tremer, mas agarrei nos miúdos pela mão, olhei-o nos olhos e disse-lhe:
- The lift is not full and we are going down.
Ele murmurou não sei o quê aos 2 homens e eles afastaram-se para entrarmos.
As portas fecharam-se e o elevador começou a descida dos 13 andares que nos separavam do lobby.
O tal homem olhou-nos e disse com ar gentil:
- Spending holidays?
- Yes.
- Wonderful town...
Não sei o que me deu, mas olhei-o bem nos olhos e respondi-lhe:
- It usually is. But not with you around.
E apertando a mão dos miúdos, continuei:
- Take a good look at this men. He is a murder and probably this is the closest you will be to such a monster.
Não se ouviu mais um som até as portas se abrirem.
Saímos e atrás de nós saiu o General Pinochet com os seus seguranças.
Só parei na recepção onde me encostei ao balcão a chorar de nervoso. Foi ali que o meu marido me encontrou, com os miúdos aflitos sem terem percebido nada. Quando lhe contei o que acontecera, ele disse-me:
- Você é doida varrida.
Se calhar sou e tenho consciência que aquilo não serviu para nada, mas ainda hoje quando me lembro fico toda inchada.
Mais ainda quando os meus filhos contam aos amigos que a mãe chamou monstro e assassino ao General Pinochet, num elevador de um hotel, a caminho do pequeno-almoço.

11 September 2008

7 ANOS DEPOIS - PARA QUE NUNCA SEJA ESQUECIDO




Estava sentada no Ayer, o meu cabeleireiro de toda a vida, com a cabeça no lavatório já meia lavada, quando a menina que me atendia interrompeu o trabalho e me deixou sentada na cadeira.

Achei estranho e mais estranho achei quando ela me chamou com voz alterada:
- Ó sôtora, venha cá. Já viu? Estão a atacar a América.
Pensei para comigo: - coitada, não sabe o que diz. Atacar a América! Como se fosse possível.
Mas levantei-me, com os cabelos todos molhados e dirigi-me à sala onde estava a televisão a tempo de ver um avião entrar por uma da torres do World Trade Center.
Pensei:- Meu Deus, que tragédia. Como pode um acidente destes acontecer?
Mas não era um acidente. Fiquei ali especada, com a àgua a escorrer-me pelas costas, a ver o fumo, as pessoas todas brancas a fugir, quais fantasmas sobreviventes de um mundo que acabara de desaparecer, sem saber o que pensar, sem perceber o que se estava a passar, sem sequer me lembrar que tinha lá um filho.
Só quando o meu telemóvel tocou e ouvi uma voz soluçante que dizia:- Mom, estão a atacar Nova Iorque , mas eu estou bem - é que percebi que algo para além da minha compreensão estava a acontecer.
De facto, os nova-iorquinos e quem lá estava pensou que a cidade estava a ser atacada.
Lembro-me que as lágrimas começaram a rolar-me pela cara abaixo e não pararam mais.
Comecei a ver pessoas a atirarem-se das torres, depois a desmoronarem-se, e a cada minuto repetiam as imagens dos aviões a entrar pelos edifícios dentro.
Não é filme, repetia eu. Não é filme.
Não era, mas por mais que reveja aquelas imagens, parece-me sempre que é a 1ª vez que as estou a ver.
Obriguei o meu filho a apanhar o 1º avião para Portugal e quando o vi são e salvo, agradeci a Deus. Mas percebi que ele tinha um olhar de incredulidade que nunca lhe tinha visto.
Não me interessam para nada as teorias que desde aí se montaram e desmontaram para encontrar os verdadeiros culpados daquele horror.
Aquele foi um acto que envergonha toda a Humanidade.
O Mundo, como o conhecíamos, nunca mais foi igual depois do nine eleven.

10 September 2008

RISCOS CALCULADOS


Tiques, trejeitos e hábitos jogam ao gato e ao rato com a consciência. Irrompem sem filtro e são, definitivamente, delatores.
A postura feminina muda perante homens ou mulheres. Mulher entre pares endireita as costas, opta pelo conforto da coluna e sobe decisivos centímetros que lhe assegurem mais-valia. Passada a imagem inicial, e se a conversa empolgar, desleixa a atitude – puxa as calças descaídas, desce o top ou recoloca en su sitio o fio lateral da cuequinha. Tudo discreto, descomprimido e à revelia da consciência.
Tradução: estou no habitat com o qual me identifico.
Frente a um homem a atitude difere - ombros para trás evidenciando o peito, rabo para fora e barriga para dentro. Tudo somado, dá escoliose dorida.
Se em pé, avança uma perna relativamente à outra. Finalidade: valorizar a anca e demais atributos. Diálogo longo obriga ao automático: passar o peso de um pé para o outro, suavemente, acompanhando o bamboleio com o cabelo. Uma arrojada, dardejará no olhar dele, o dela. Iluminará os lábios humedecendo-os com a língua. Pelo vagar do gesto, ele poderá avaliar quão impressiva foi a imagem deixada e... os riscos que corre.
Eles com elas: esticam-se, confundem as mãos até acabarem no bolso do casaco ou dos jeans. Más-línguas sugerem que este é o momento escolhido para, subtilmente, acomodarem o deslocado. Partilham connosco o balanceio do aprumo.
Alguns itens do cardápio sedutor: ajeitar o cinto, brincar com os óculos de sol, aproximar-se dela num jogo táctil e olfactivo com pitada de sorriso bailador. Se não inventar razão para discreto toque na meia hora seguinte, o diagnóstico é simples: a lide é travada com um tímido, um indiferente ou um prudente até à medula.
Em qualquer dos casos, e valendo a pena, uma carga de trabalhos.

8 September 2008

FINAL DA SAISON


Atribuem-me sofisticação de que não dou conta. Sei que a diferença me atrai, o déjà-vu evito, que o bonito – objectos, momentos e íntimo das pessoas – me cai no colo sem mérito próprio que vislumbre. No meio deste limbo bem-aventurado, foge-me o pé para a chinela plebeia quando se trata de algumas músicas mais delicodeces ou cantores de charme.
Um reparo: ultimamente é o meu pé que avança e a chinela fica. A vetusta calçada portuguesa separa os cubos calcários com areia, feita íman para os afilados saltos do Manolo Blahnik que me endoudam.
O preâmbulo sugere predilecção pela excelência das praias dos arrabaldes lisboetas: Tamariz, Guincho, das Maçãs ou Ericeira. Mas não. Não suporto vento nem multidões. Bani-as. As praias, claro! Uso alguma da minha liberdade na gestão de tempo e horários para fugas simplórias: S.João da Caparica, maila a poeira e a chapelada afável do vigilante do parque. Um querido!
Tendo-me como intuitiva ao fashion, a moda dos arrastões não previ.
Aumentei o meu despojamento banhista, mas desistir, nunca!
Com uma gaze compridona num rosa de perdição, simulei tapar o revelado, top mínimo e havaianas. Mais despojada, só nua mesmo!
Aos pertences acresci livro de que darei notícia, euros curtos, toalha anónima, óculos Chanel que imitam na perfeição os falsos.
Uma mulher pode ceder, mas há mínimos a cumprir...
Três horas mal medidas pela inclinação solar, bem passada de um lado, quase tão bem do outro, livro e mergulhos intervalados, mas emoções escaldantes nem uma! Jovens de raças várias arrastando-se em postura de gorila, afagos enamorados como glória aos céus, enfim, o costumado.
Li, abandonei cada interstício à lascívia morna do mar, abri-me aos UV e mandei às malvas prevenções.
Agora só para o ano.

7 September 2008

HÁ GENTE FANTÁSTICA






Hoje não me apetece escrever textos complicados. Nem discorrer sobre guerras, sobre Direitos Humanos, sobre todas as coisas com que as pessoas muito cultas se preocupam.
Hoje quero ser analfabeta, não ter estudos, não perceber nada de efeitos especiais, ignorar se há intenções menos limpas na tentativa de maravilhar o Mundo.
Não quero que nada estrague o encanto, a magia, a beleza e a emoção com que assisti à Cerimónia de Abertura dos Jogos Parlímpicos.
Quero reter na memória os momentos mais belos, como quando o Bolero de Ravel foi dançado por bailarinas, só com os braços, à roda da pequena Li Yue, sobrevivente do terramoto , ou a emoção de ver a tocha olímpica ser acesa por um atleta que se içou a pulso, numa cadeira de rodas.
Eles, os chineses, não fizeram diferença entre a importância dos Jogos anteriores e estes.
A minha admiração por isso.

6 September 2008

(3) 6 MÚSICAS


Continuando a responder ao Desafio da Su sôbre 6 músicas da minha vida, ou que tenham marcado momentos importantes, não poderia deixar de lado a música Clássica, sobretudo a que é dançada por todas as grandes Companhias de Bailado Clássico: desde o Lago dos Cisnes, ao Pássaro de Fogo passando pelo Quebra-Nozes, Giselle, A Sagração da Primavera, enfim, todas. Não me é fácil escolher uma.
Posso dizer que assisti a todas e muitas delas dancei-as.
Não posso dizer que comecei a dançar quando comecei a andar, mas quase.
Comecei com 5 anos, com uma excelente professora, Georgina Villas-Boas, que foi também professora de Olga Roriz.
Com 6 anos, embora mantendo as aulas com ela, entrei para a Escola de Dança da Margarida de Abreu, mas ao fim de 2 anos ela achou que eu deveria ir para a Escola de Dança do Teatro S. Carlos e assim foi.
Nele vivi os momentos mais mágicos da minha vida.
Como "ratinho", ( como eram chamadas as alunas pequeninas), tinha direito a ver todas as Companhias de Bailado que por lá passavam e também as que se apresentavam no Coliseu.
Foi assim que desfilaram perante os meus olhos maravilhados, a Companhia do Marquês de Cuevas com a fabulosa Rosela Hightower, Dame Margot Fonteyn com o inseparável Rudolph Nureyev e todas as russas, começando pelo Bolshoi.
Como tínhamos o privilégio, no S.Carlos, de poder andar pelos bastidores e camarins, subia e descia as velhas escadas de madeira a 4 e 4, para baixo e para cima, para não perder pitada.
Fiquei lá até passar para o Conservatório onde fiz o Curso Superior de Bailado e ingressei na Companhia Nacional de Bailado em 1977, ano da sua constituição.
Ainda se pôs a hipótese de ir para Londres, mas a Faculdade e a minha mãe não se compadeceram.
Entendia a minha mãe que a profissão de bailarina não tinha qualquer futuro em Portugal, no que não estava errada, e provavelmente eu nunca teria chegado a Prima Ballerina.
A paixão, contudo, ficou. E as saudades do cheiro das velhas tábuas do palco do S.Carlos também.
E as lágrimas que me rolaram pela cara abaixo, quando vi Rudolph Nureyev, a última vez que veio a Portugal. Passou quase todo o espectáculo sentado numa espécie de trono, num bailado do qual já nem lembro o nome. Estava já muito doente e mal dançava.
Nunca entendi o porquê de não se ter retirado a tempo. Quando, ao dançar O Corsário se elevava a uma altura inacreditável do solo e parecia que ficava parado lá em cima. No ar.
E Baryshnikov? Para esse não há palavras.
Aqui ficam ambos. São duas interpretações magistrais. Eu, prefiro a do segundo. Era belo como um Deus.
E por isso, de todas músicas esta ficou sempre como a minha preferida.



Nota: Lá em cima, na fotografia das meninas, uma sou eu. Num espectáculo da Georgina Villas-Boas, com antigas alunas. Eu tinha 7 anos.

5 September 2008

IT SUCKS



Quem me lê sabe da minha paixão por Nova Iorque e por muita coisa que faz parte do " american way o life", mas também sabe que corto a direito, doa a quem doer, quando é o caso.
Provavelmente também sabem que se pudesse votar nas eleições americanas votaria no Partido Democrata, independente de ser Obama ou Hillary o candidato.
Embora confesse que apesar de ser mulher, prefiro Obama.
Hillary, na minha opinião, "vendeu-se" e engoliu todos os sapos que eu nunca engoliria, aquando do caso Lewinski, e não sou tão ingénua que ache que o fez por amor, mas sim por ambição. Pensou que isso renderia mais no seu futuro político.
Essa sua atitude faz-me lembrar Maquievel, e não sou adepta de que os fins justifiquem " sempre" os meios.
Também, se me lêem com atenção, sabem que há muito desisti de acreditar nos políticos, apesar de ser apaixonada por política. Parece um contrasenso, mas não é.
A política é uma coisa excitante, fantástica, quando feita honestamente. O problema são os políticos que a disvirtuam.
Daí que, a nível do País onde vivo, há muito tenha deixado de me intereressar.
Mas as eleições americanas, essas sim, interessam-me e preocupam-me.
É que, o Governo português só influenciam o estado do País. O Presidente dos Estados Unidos governa o mundo. Portanto, só se fosse completamente inconsciente não me preocuparia com o novo ocupante da Casa Branca.
E que nos livre a sorte ou o destino de ser o Sr. McCain. Digo eu.
Isto dito, ninguém poderá entender que estou a puxar a brasa à minha sardinha quando me indigno com o artigo do New York Times de hoje sobre Mrs. Palin, a candidata Republicana a Vice Presidente.
Rebentou uma bomba nos Estados Unidos porque a senhora tem uma filha de 17 anos, menor portanto, e solteira, que está grávida. E daí?
Em quê que isso influencia a política externa dos Estados Unidos?
Em quê que isso a torna menos capaz de ser Vice Presidente ou Presidente, em caso de impedimento do Presidente?
Nem que vivesse 100 anos conseguiria perceber esta ideia " dos vícios privados, públicas virtudes" que os americanos defendem.
O quê que os escândalos sexuais, as amantes, ou o comportamento dos filhos influenciam a capacidade de uma pessoa ser Presidente?
É claro que eu preferia que a vida pessoal e política de uma pessoa com tanto poder fosse impoluta, mas todos sabemos que mesmo em Camelot, nada era o que parecia.
Portanto, qual é o drama de ter uma filha com 17 anos grávida?
Pior seria, na minha opinião, se para não haver escândalo a rapariga tivesse feito um aborto.
Nada disto faz o menor sentido num País onde ( como já referi noutro post ) no ano passado, no estado de Rhode Island foi aprovada uma lei que proibe as crianças de se tocarem em qualquer brincadeira nos recreios das escolas que frequentam. Difícil, não? A apanhada, o toque e foge, os 5 cantinhos estão-lhes proibidos, mas se calhar brincadeiras com armas, ainda que de brinquedo, não.
Mas o pior de tudo é que Palin só foi escolhida por McCain por ser mulher. Não por ser competente. O que ele quer, é que quando a sua campanha for atacada, dizendo-lhe: Vai para casa tomar conta dos teus 5 filhos, todas as mulheres votem nela.
- Eles têm o negro, mas eu tenho a mulher, foi essa a jogada.
Sabem que mais?
All this sucks!


3 September 2008

GOSTOS DISCUTEM-SE?


..." quem quer que pretenda escrever sobre erotismo tem de fazer uma escolha prévia. Se quiser evitar produzir sensações e emoções eróticas tem de utilizar as expressões científicas ou as da etiqueta quotidiana. Se, pelo contrário, quiser evocar as emoções eróticas e praticar a fenomenologia, a certa altura tem de deixar a linguagem científica e médica para usar expressões mais comuns, quotidianas, até ordinárias, mas capazes de evocar a experiência."...
Sexo e Amor FrancescoAlberoni


Sem querer pôr em causa a sabedoria do escritor, não concordo. Para visualizar, num bom livro, uma cena de amor ou cama, como lhe queiram chamar, não preciso e não gosto de ler palavrões ou ordinarice.

E vocês?

2 September 2008

DESAFIOS, PRÉMIOS E OUTRAS COSITAS MÁS


Ainda no rescaldo do aniversário do BlueVelvet, resolvi trazer hoje à baila um assunto que me "encanita" há uns tempos.
Não quero que levem a mal, mas lá que me encanita, é verdade.
Ora vejamos:
Quando resolvemos fazer um blog temos que submeter o URL à aprovação, para garantir que não há outro com o mesmo nome.
Depois damos um nome ao blog que tentamos que mais ninguém tenha.
Tudo para que não haja confusões.
Assim sendo, porque não há esse cuidado também com a forma como assinamos os blogs?
Para dar um exemplo: Se eu começasse agora a assinar Patti ( e até tenho um nome cuja abreviatura dá para isso), ia ser uma confusão e a Patti não ia achar graça, e com razão. Ou Rafeiro Perfumado. Calculo que ele me desse umas quantas dentadas nas canelas e cheio de razão.
Assim sendo, porquê que há tantas Maria, SU, Sunshine, etc? No mínimo é falta de imaginação, para não dizer de ética.
Há tempos, alguém me deixou um comentário em que dizia que o meu cão tinha as manias do gato dela. Ora, eu sabia que essa pessoa não tinha gato nenhum, daí que fui ao blog em questão e verifiquei que não era a pessoa que me costuma comentar, embora usasse o mesmo nick.
É que não se esqueçam que há quem não tenha o avatar no nick ou blogs que não têm essa funcionalidade activada, portanto, é óbvio que se geram confusões, como a que refiro atrás, e uma outra que se prende com outra forma de utilizar o nome do blogger.
Eu assino sempre BlueVelvet, mas à excepção de algumas pessoas que sabem que não gosto, quase todos me tratam por Blue. Talvez por acharem o nome comprido.
Ora, além de desvirtuarem o sentido, porque o meu BlueVelvet tem a ver com o filme do David Lynch ( veludo AZUL e não veludo TRISTE), acontecem coisinhas destas:
- andam na blogosfera mais Blues qualquer coisa. Tudo bem, até porque não são Bluevelvet. Mas as pessoas tratam-nas por Blue, o que fez com que outro dia, houvesse uma dessas Blues que resolveu dizer que Blue só havia uma e mais nenhuma. Ela!
Como calculam, não me aquece nem arrefece essa observação, já que não me considero a Blue, mas sim a Bluevelvet, mas posso pedir um favor?
Tratem-me por Bluevelvet, ou, se preferirem, por Velvet, que gosto muito.
Mas Blue, não, porque de triste não tenho nada. Pode ser?
E agora vamos a umas coisinhas que tenho pendentes, e dado que estamos em época de recomeços, resolvi limpar estes assuntos. De acordo com a minha decisão de ir juntando os prémios que me dão, e de vez em quando fazer um post com eles, cá vai:
A SU ofereceu-me o Prémio de Qualidade Arte Ponto Vida, que "foi criado para homenagear e reconhecer o trabalho de Blogueiras e Blogueiros cujos Blogs incentivam a Terapia do Artesanato.
As regras deste prémio são:
1) Indicar de quem você o recebeu. Já está.
2) Dizer porque você resolveu criar o seu blog?
3) Dizer qual o é o Seu Artesanato preferido?
4) Homenagear outros 13 blogs com os quais você mais se familiariza!


Porque resolvi criar este blog?
Em duas linhas: porque gosto de escrever e apeteceu-me partilhar alguns dos meus escritos e opiniões com outras pessoas.
Qual é o meu Artesanato preferido: não sei se a pergunta tem a ver com género ou País.
Género: cerâmica, madeira, quadros e tapetes. Só não sou muito fã de bordados.
Países: Portugal, Brasil, Caraíbas, quase todos, excepto Àfrica. Acho mesmo que é das poucas coisa de que não gosto de Àfrica.
13 Blogs com que me familiarizo e a quem passo o Prémio:
Crónicas do Rochedo

Donagata
Fa
Filoxera
Fundamentalidades
Infinito Pessoal
Jasmim
Maria do CheirodaIlha
Nuvem
Patti
TudodeDentroparaFora
1/4 de Fadas
Sunshine

Também me ofereceu o PRÉMIO LUZ


Que "Deve ser repassado a sete amigas que se mostrem generosas, espontâneas e alegres".
Colocar o link de quem ofereceu o prêmio. Feito.
Colocar o link das pessoas escolhidas para receberem o prémio. Estão no post anterior.
Responder a essas 2 simples perguntas:
- Qual sua maior virtude?Penso que seja a generosidade.
- Qual seu maior defeito? Confiar nas pessoas.
7 Amigas para quem vai o Prémio:
Carminda Pinho
Filoxera
Fa
Maria
Patti
1/4 de Fadas
Sol da meia-Noite
Sunshine

A MARIA e a FA ofereceram-me o PRÉMIO DARDOS



Que tem como objectivo, e cito, ”Reconhecer os valores que cada blogueiro mostra a cada dia, seu empenho por transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. Em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras

Como todos os prémios este também tem condições, a saber:
- Aceitar e exibir a imagem. Feito.
- Linkar o blog do qual recebeu o prémio. Feito.
- Escolher 15 blogs para entregar o Prémio Dardos.
Este Prémio vai para:
Carminda
Crónicas do Rochedo
DonaGata
Fa
Girafa Cor-de-rosa
Infinito Pessoal
Justine
Leonor
Maria
Notas Soltas
Pena
Patti
Pedro Branco
Salvoconduto
1/4 de Fadas

A KAKAUZINHA ofereceu-me o PRÉMIO BEST OF BLOGS que tenho que repassar para 7 blogs.


Então cá vai:
Fa
Infinito Pessoal
Maria
Nuvem
Oliver
Patti
Su




Dia 31 de Agosto, comemorou-se no mundo virtual, o dia mundial dos blogues. Recebi este "selo" dA FA.

O Blog Day foi criado na convicção de que os blogueiros deverão ter um dia dedicado ao conhecimento de novos blogues, nacionais ou de outros países ou áreas de interesse.
Nesse dia os bloggers recomendarão 5 novos blogues aos seus visitantes.

Como não tive oportunidade de fazer isto no dia 31, faço hoje porque acho simpático divulgar blogs novos, ou, e vou fugir às regras, só por uma vez, a blogs que entendo estarem pouco difundidos.
E são:
- PARADOXOS
- PAS S AGES

- JOÃO VIDEIRA SANTOS
- TRAMA BACANA
- FERNANDO ROZANO
- Carlotices -
- Pedro Branco
- Leonor
- O Blog Do Paulo

Como também me deram MIMOS, aqui estão eles:


A SU, mais uma vez ela, deu-me estes selinhos de amizade.O Hello Friends que ofereço a todos os linkados,


E estas duas queridas



que ofereço à Filoxera, à Maria, à Fa, à Sol, à Mimo-te, à Xana, à 1/4 de Fadas, à Carminda, à Nuvem e à Sunshine.

O FM ofereceu-me linda rosa,



O António esta Estatueta



a FA esta rosa azul, para dar com o meu veludo azul.

e a Filoxera este ursinho que adoro

E como resolvi pôr tudo em dia, aqui fica UM DESAFIO para
a Fa
a Filoxera
a Patti
a 1/4 de Fadas
a Maria
a Sunshine
a Nuvem
as Crónicas do Rochedo
O Oliver
"Venha de lá uma imagem"
Se tivessem que definir o meu blog com uma ou mais imagens qual a que escolheriam e porquê?
Gostava que aceitassem o desafio. Se o fizerem, mandem-me a/as imagens por mail com o respectivo texto, que eu depois vou publicando em posts. Obrigada, desde já, a quem aceitar.


E com isto me vou, dando por encerrado o expediente que me deixou assim

1 September 2008

1 ANO DEPOIS


Começou assim

Cumpre-se hoje 1 ano desde que comecei este blog.
837 posts e 16825 visitas depois, há que fazer um balanço.
Para muitos pode não ser grande coisa, sobretudo porque não tenho 30.000 visitas, mas orgulho-me de ter a créme de la créme.
Mas este cantinho nasceu como um amor adolescente e, como tal, qualquer pequenino pormenor é razão suficiente para festejar.
Não conhecia absolutamente ninguém na blogosfera e não tive quem me apresentasse ou divulgasse.
Nas primeiras semanas tinha 1 ou 2 comentários por dia. Quando comecei a ter 3 e 4 era uma festa.
Até que um amigo que percebia muito de blogs, mas que não me comenta nem eu a ele porque o tema do blog dele não me interessa, me deu uma dica:
- Vá ao blog do Alexandre, que é muito bom, e visite os que ele tem linkados.
E foi o que fiz. Nunca me arrependi.
Dos que visitei a partir do Alexandre, escolhi 6. Os que estão na àrvore acima: a Filoxera, a Jasmim, a Sol, a Mi e o Luís Galego.
Todos têm blogues excelentes e a acrescer, um ano passado, somos amigos, o que não é dispiciendo.
Fui parar à Maria não sei como. Nem à Fa. Nem ao Oliver. Mas eles e a Filoxera, hoje, são amigos muito especiais: o meu colo, a minha inspiração, os meus críticos, os meus incentivadores.
O Luís, além de amigo tem, para mim, o melhor blog a nível de cultura.
Da Maria passei para o Pedro, a Pitanga, a Carminda, a Gi e o Samuel: 5 blogs de primeira àgua.
O Pedro tem um dos dois melhores blogs de poesia da blogosfera, que conheço. O outro é o da Minha Nuvem ao qual cheguei saltitando. Ambos têm livros publicados e merecem-no.
Não sei como encontrei a Fada, a Justine, a Donagata, a Su, a Sunshine, o Jotabê, o Pena, o Essências, a Xana, a Mi, a Mimo-te, o Rafeiro Perfumado, o Sorrisos em Alta, o Salvoconduto, a Leonor, a Grace, o António, a Sagitário, a Tudo de dentro para Fora e a Patti. Quem sabe encontraram-me eles a mim.
Ao Carlos cheguei pela Patti.
Da Pekenina recebi o meu 1º Prémio. Muitos outros se lhe seguiram.
Há até a Cecília que não tem blogue, mas cujas visitas são sempre um prazer. Espero que ela repense e faça um, porque os seus comentários valem um blog.
Hoje, todos os linkados no blog fazem parte do meu jardim de afectos, alguns, naturalmente, numa àrvore muito especial.
O meu blog foi criado numa fase muito difícil da minha vida e ajudou-me a manter alguma sanidade mental, mas não o criei para encontrar amigos.
Não peço os contactos das pessoas, nem endereços de msn.
Não significa isso que não ache que se está sempre a tempo de criar novas amizades, e a prova é que as fiz, mas não tenho feitio para me impor às pessoas. Algumas já conheço, e há 2 ou 3 que gostaria de conhecer. Quem sabe um dia!Só me arrependo de ter conhecido uma, mas fiz como com os blogs que visito uma vez: não volto lá. No caso, esqueci que conheci.
Quanto aos que estiveram e já não estão, é como se diz " Só fazem falta os que cá estão", embora uma ausência lamente. Talvez porque sou uma mulher de Afectos.
E se tudo o que atrás foi exposto não for suficiente posso ainda dizer que me apetece fazer um balanço e quando me apetece alguma coisa apetece-me mesmo, e “prontos“ !
Embora tenha tido um, um único, problema na net durante todo este ano, o saldo é muitíssimo positivo.
Além de que, se sempre gostei de escrever, agora, os textos surgem de rajada quase sem necessitarem de revisão, pelo que é melhor aproveitar antes que a musa resolva ir a banhos para outro bistrô qualquer. A escrita é uma terapia fantástica, uma forma de extravasar emoções, organizar pensamentos e ginasticar a mente. É um medicamento e uma forma lúdica de aprender.
Às vezes até receio estar a sofrer os efeitos de alguma overdose tal é o nível de bom humor...
Não vos quero massacrar novamente com a exaltação do meu amor pelas palavras, lidas ou escritas, mas cumpre-me dizer que cada vez me é mais fácil fazê-lo e consequentemente mais difícil, porque me torno mais exigente. Para quem, como eu, gosta de desafios, é excitante e compensador.
Tentarei seguir o conselho de Forrester: "Escrever com o coração e reescrever com a mente".
E, por fim, “last but not the least”, encontrei leitores que não se limitam aos habituais, e por vezes muito irritantes, “gostei muito” e “vou voltar” a que a blogosfera nos acostumou. Participam, discutem, emitem opiniões – oh meus deuses, até me contrariam !! - e são os leitores mais estimulantes que quem gosta de escrever pode encontrar. São vocês todos, que visito e me visitam, os responsáveis pelo bem estar que este bistrô me trouxe.
Permitam-me, por isso, que vos abrace com carinho e aceitem um enorme e sonoro beijo, como forma de dizer MUITO OBRIGADA.
A todos os acima citados, ofereço, com muito carinho, esta lembrancinha.
A todos os linkados uma lembrança da BlueVelvet e su muchacha


Um MIMO para a Maria, a Fa e a Filoxera.