3 September 2008

GOSTOS DISCUTEM-SE?


..." quem quer que pretenda escrever sobre erotismo tem de fazer uma escolha prévia. Se quiser evitar produzir sensações e emoções eróticas tem de utilizar as expressões científicas ou as da etiqueta quotidiana. Se, pelo contrário, quiser evocar as emoções eróticas e praticar a fenomenologia, a certa altura tem de deixar a linguagem científica e médica para usar expressões mais comuns, quotidianas, até ordinárias, mas capazes de evocar a experiência."...
Sexo e Amor FrancescoAlberoni


Sem querer pôr em causa a sabedoria do escritor, não concordo. Para visualizar, num bom livro, uma cena de amor ou cama, como lhe queiram chamar, não preciso e não gosto de ler palavrões ou ordinarice.

E vocês?

40 nhận xét :

pedro oliveira said...

Agradeço o seu comentário e visita. é claro que não!
a magia do corpo e dos afectos não necessita de ser abandalhada para se ter uma imagem sensual,apelativa e de desjo.Antes pelo contrário.Basta ir ao blog "e deus criou a mulher" para perceber que é na subtilexa e no bom gosto que se cria a vontade de estar com quem se ama e/ou deseja.

Lúcia Alexim said...

Seu cantinho é demais!
Tô em votação para destaque no Halma Guerreira e peço seu voto, no meu blog, no canto direito tem o mural para votar. Não esqueça de por seu site. Bjs no coração.
lucia
www.lulexim.blogspot.com

carlota said...

Para mim, gostos não se discutem.
Aquilo que eu não gosto pode ser a melhor coisa para outras pessoas.
Neste caso acho que tudo é muito relativo...o contexto é tudo.
O que pode ser ordinário para uns pode ser excitante para outros.
Eu não sou fã de ordinarices e palavrões mas entendo que não deveria ter muita graça um conto erótico escrito com nomes correctos como se fosse um livro de medicina.

Mar Arável said...

Palavrões só em privado

para quem gosta.

O vernáculo existe

entretanto mais importante

são os parceiros nos violinos

Pedro Branco said...

Pois... nem eu. Eu prefiro encontrar o erotismo dentro de mim. Porque é dentro de nós que ele anda. Não nas palavras dos outros.

1/4 de Fada said...

Estou pereitamente de acordo contigo. Não são precisos nem palavrões nem ordinarices, coisas de que não gosto e que, pelo contrário, impedem qualquer cena de amor ou cama.

Carlos Barbosa de Oliveira said...

Concordo plenamente! Saber utilizar o palavrão no momento certo, sem chocar, é uma arte só acssível a alguns. Está a peceber porque detesto a Margarida Rebelo Pinto?
O mal de humoristas como Hermann José foi também esse. Acreditou que a utilização de palavrões o tornava popular, mas apenas lhe apressou a decadência.
Conchinhas

Cecília said...

Cada vez me identifico mais com este blog....
Detesto violência de qualquer espécie, incluindo a verbal e muito menos a aceito na descrição de qualquer cena romântica, erótica ou sexual.
Acho até que é a capacidade criativa do escritor para substituir, num texto, o óbvio termo científico/calão/palavrão por outras palavras, que o distinguem de elaborar uma qualquer "bula" medicamentosa, um soft-porno ou um hard-core.
O segredo e a beleza do erotismo, a meu ver, está naquilo que não se vê nem se lê: imagina-se....

Cecília said...

Só mais 1 coisinha: Deixei no Rochedo mais uma achazita para o tema da prisão preventiva. Como especialista na matéria, gostava de ouvir a sua opinião, quando for publicado.

Obrigado.

salvoconduto said...

O sociologista lá terá as suas razões e terá pela certa feito as suas pesquisas.

Pessoalmente não me estou a imaginar.

Em privado as pessoas surpreendem, cada um com as suas fantasias ou com as suas taras e manias.

f@ said...

Eu como ando nas nuvens não percebo lá mto desse assunto... mas palavrões não gosto ... e há atitudes e gestos que são igualmente desagradáveis...
O amor é delicado mas depende mto da sensibilidade e de cada pessoa ... estou apressada beijinhos das nuvens

Antonio saramago said...

Claro ke � preciso di�logo,mas os palavr�es, nem numa casa de Alterne devem ser usados.
Contudo, eu sei ke muita pessoa e de ambos os sexos se sentem muito excitados(as) quando � base de palavras obscenas.
Enfim!S�o g�stos,mas muitas vezes at� � o calado que vence tudo.

sagitario said...

Velvet,
traz-nos sempre temas oportunos e este é um deles, o erotismo é só para alguns e pode e deve ser vivido com prazer e amor, por isso é uma coisa tão intima que não necessita de ser estragado com palavras inapropriadas, mas infelizmente nem todas as pessoas sabem viver os momentos intimos com dignidade e estragam tudo

Justine said...

Também me parece que a opinião do Alberoni é discutível, ou diria até errada...
O erotismo,creio eu,tem de ser a sensualidade em sugestão,com subtileza, beleza, arte enfim, no sentido global da palavra.

E este tema daria "pano para mangas", aí para um ror de posts:))

amigona avó e a neta princesa said...

Concordo contigo amiga...
Hoje sinto-me muito feliz...passa por l� e perceber�s porqu�...
Bejinhos...

Pitanga Doce said...

Dei uma olhadela nos posts abaixo e li o caso da Blue e ainda hoje já te respondi assim. Desculpa lá.

Olha, ordinarices não me levam lá. Nem por escrito, nem pessoalmente. E te digo mais. Acho que os romances que se diziam ousados quando eu andava no Liceu, eram bem mais sensuais do que os de hoje. Esses nomes escancarados que andam por aí dão mais vontade de rir do que outra coisa.

beijos Blue Betty Velvet Boop. hehehehehehehe

instantes e momentos said...

para conseguir te ler, passei antes por 5 blogs fechados. Quase não tenho o prazer de ler esse belo post.
Tenha um belo final de tarde
Maurizio

Patti said...

Ai filha, eu já cá volto, que agora apeteceu-me dizer um palavrão e é coisa que raramente faço.
Até já.

BlueVelvet said...

Pedro,
obrigada pela visita.
Nada como a subtileza.
Veludinhos azuis

BlueVelvet said...

Lúcia Alexim,
obrigada pela visita.
Veludinhos azuis

BlueVelvet said...

Carlota,
eu referia-me a um bom livro.
Não a um livro erótico, embora mesmo nesses, haja uma diferença entre erotismo e pornografia.
Beijinhos

BlueVelvet said...

Mar Atável,
a questão tinha a ver com livros, não com a intimidade de cada um:)
Veludinhos azuis

BlueVelvet said...

Pedro Branco, nem mais.
É isso mesmo. O que não está dentro de nós não há palavras que criem.
Beijinhos

BlueVelvet said...

1/4 de Fadas,
isso mesmo linda.
Beijinhos

BlueVelvet said...

Carlos,
acertou na mouche.
Sobretudo no que toca ao Herman.
Uma decadência.
Veludinhos azuis

BlueVelvet said...

Cecília,
obrigada pelo elogio.
Concordo consigo, claro. É a nossa imaginação que conta.
Quanto à questão no blog do Carlos, já lá vou:))
Beijinhos

BlueVelvet said...

Salvoconduto,
a questão era com livros:))
Beijinhos

BlueVelvet said...

Fa,
será que voltas quando estiveres com menos pressa?
Beijinhos amiga

BlueVelvet said...

António,
estava a falar de livros:))
Veludinhos azuis

BlueVelvet said...

Sagitário,
concordo consigo, mas a questão tinha a ver com livros e formas de descrever cenas de amor.
Beijinhos

BlueVelvet said...

Justine,
"sensualidade em sugestão", definição perfeita.
Beijinhos

BlueVelvet said...

Amigona Avó e neta Princesa,
já lá fui, mas aqui ficam os meus parabéns, de novo.
Beijinhos

BlueVelvet said...

Pitanga,
e não é que tens razão?
Beijinhos da Blue, Betty, Velvet, Boop

BlueVelvet said...

Instantes e Momentos,
5? Mas de quem?
De qualquer modo, obrigada por não ter desistido.
Veludinhos azuis

Jotabê said...

Eu concordo plenamente com o Francesco.

Consegue-se transmitir imagens eróticas, através dos dois estilos literários.

Aliás, os termos científicos nalguns casos até transformam o acto que se está a querer transmitir, numa imagem snob, que não liga muito bem com erotismo. Daí o autor ter referido, o se querer evocar ‘emoções’ e praticar a ‘fenomenologia’

Eu se lesse num livro uma fulana qualquer a dizer ao seu companheiro, “..meu amor introduz-me a tua uretra esponjosa no meu órgão genital e copula-me.”, fechava imediatamente o livro e ia à procura da versão do Francesco

:|
:)

beijocas

Antonio saramago said...

POIS!!!!HÁ muita gente que escreve como fala!

Patti said...

Também penso que não será necessário usar certo tipo de linguagem para se descrever num bom livro uma cena de sexo ou de erotismo.

Quanto ao gosto, aí será diferente. Há quem prefira a descrição explícita com todos os "F's" e "R's" e quem goste mais do subentendido, do deixar a própria imaginação fluir.

Queres melhor cena de sexo, que a do Carlos e da Eduarda, dos Maias? É fantástica. E lá, nada lês, mas tudo prevês!

Filoxera said...

Há palavras ousadas que se adequam bem a um clima mais "quente" e não são ordinárias.
O "tacto", no sentido de "sensibilidade", está na forma como se brinca com as palavras...Quanto ao teu mais recente post, como dizes das presidenciais norte-americanas, "it sucks", por isso lerei amanhã.
Beijos.

Girafa cor de rosa said...

Concordo 100% e mais ainda...há tantas outras coisas tão simples e tão mais belas capazes de despertar os sentidos...mas pronto o Sr. Alberoni até deve ter estudado bastante sobre o assunto, mas este é tão pessoal e quase intransmissível...beijinhos e bom fim de semana e desculpa a minha "desordem a comentar" nem sempre comento a "tempo", nem sempre comento no post mais recente, mas eu sou mais ou menos assim:-)! Beijos e bom fim de semana!!

AnaMar said...

Penso que o autor se refere à utilização de expressões comuns versus nome científicos, que não devem ser confundidos com "asneiras, palavrões,ordinarice", mesmo no contexto que faz a diferença entre erótico e o pornográfico.
Gostei de passar por aqui.