12 October 2008

( 1 ) NOVA IORQUE, MEU AMOR


Há imensas frases conhecidas quando se fala de Nova Iorque:
a cidade que nunca dorme, melting pot, a Maçã e outras que só os americanos usam.
Eu acho que é isso tudo e mais uma coisa: mágica.
E é mágica porque além de ter muitas coisas mágicas, nunca sabemos quando saímos de casa o que vamos ver. Algo de novo, ou estranho ou inesperado. Passear em Nova Iorque pode ser uma aventura.
Eu já lá vivi várias.
Um dos sítios mais emblemáticos mas menos conhecidos dos turistas é Central Park. É mais para os nova iorquinos.
Só para terem uma ideia, em Central Park há 2 Jardins Zoológicos, sendo que um dirigido às crianças embora os adultos também se divirtam imenso, além de 6 pontes, dois ringues de patinagem, uma piscina pública e vários lagos onde se podem fazer encantadores passeios de barco, sendo que o maior se chama hoje Jaqueline Kennedy Onassis Reservoir, em honra da antiga 1ª Dama.
Para além destes pontos de interesse muitas outras coisas se podem fazer em Central Park: correr, andar de patins, de bicicleta, passear ou fazer picnics.
Em tempos, antes de Rudy Giuliani ser Mayor, Central Park não era um local muito seguro, sobretudo ao fim do dia ou durante a noite, mas depois dele a cidade foi reconhecida pelo F.B.I. como sendo, de todas as grandes cidades americanas, a mais segura.
No fim de um dia de Verão quentíssimo, resolvi ir dar uma corrida com o meu filho. Há vários percursos, mas nesse dia escolhemos correr à volta do Reservoir para depois vermos o pôr-do-sol, pois é um dos melhores sítios da cidade para o ver.
Lá fizemos a nossa corrida e depois deitámo-nos na relva a descansar. O sol já se tinha posto e a noite caía sobre a cidade.
De repente comecei a ver luzes nos ramos das àrvores e na relva. Eram centenas, rodeávam-nos por todo o lado e piscavam desencontradas, como as luzes das àrvores de Natal, quando pomos várias séries e enquanto umas acendem outras apagam.
Confesso que num primeiro momento me assustei porque não percebi o que se estava a passar. Pensei que estava a ter visões e para me certificar perguntei ao meu filho se estava a ver o mesmo que eu.
- O quê, mom, as luzes?
- Sim, também as vê?
- Claro, são fireflies. ( pirilampos)
Fiquei muda de espanto. Não via pirilampos desde a adolescência na quinta da minha avó e mesmo assim contavam-se pelos dedos.
E agora ali estava eu, rodeada de centenas de pirilampos, sentindo-me uma fada no meio de um mundo de sonhos.
A única coisa que destoou foram as gargalhadas do meu filho perante o meu ar de espanto.
É o que acontece quando nos habituamos a certas coisas. Só lhes damos valor quando as não temos.

Nota: Pode parecer estranho, mas foi o mágico a apanhar pirilampos como se fossem sonhos que a Fada me ofereceu, que me fez lembrar esta tarde e inspirou este post.
Obrigada, Fadinha.


24 nhận xét :

f@ said...

Quando lá vou tb faço sempre esse trajecto e o mais engraçado é que por causa dos pirilampos até me esqueço do pôr do sol...... e não são sonhos não quase já os apanho com as mãos...
ai que riso... isto das nuvens beijinhos

1/4 de Fada said...

Que recordação bonita esta. Ainda bem que pude proporcionar-ta. Não me lembro de ver pirilampos há muitos anos, desde que passava férias com os meus avós. Mas sabes, o teu post e o countdown para o Halloween também me trazem óptimas recordações: há já bastantes anos preparei uma festa de Halloween a rigor em minha casa, com enfeites feitos por mim, uma abóbora enorme que nos fez comer doce e outras coisas feitas com o interior durantes bastante tempo e máscaras a rigor. Os meus filhos, que eram pequeninos, adoraram e ainda hoje se lembram dela. Foi o fim de uma etapa boa da minha vida e o princípio de outra péssima, de tal modo que durante muito tempo me lembrei dos preparativos para a festa como "a altura em que conseguia rir". Felizmente, são tempos que passaram, voltei a conseguir rir e a saborear o Halloween com mais alegria do que o fazia na altura.

Maria said...

A pirilampar estou eu para conseguir entrar no teu blogue, outra vez... Será que o norte não me gosta... :)))
Em Lisboa não há pirilampos, Bllue Velvet. Mas vai até ao Alentejo, e assim quando começar a noitecer olha bem para o chão...

Beijinhos azuis, daqui

cecília said...

Com pirilampos nunca me aconteceu, mas este episódio faz-me lembrar o deslumbre que nunca consigo evitar quando visito alguma aldeias deste nosso Portugal. Em locais onde a paisagem consegue escurecer, até a um nível quase ancestral, pela ausência de luz eléctrica, fico extasiada com o nr. de estrelas que este céu exibe, constelações perfeitas, reconhecidas à primeira e até o rasto nebuloso da Via Láctea.

Mas New York é sempre Nem York, right?

Vekiki said...

Queria TANTO conhecer NY...um dia
Bjs

Antonio saramago said...

Quem me dera a mim,poder ser um Pirilampo para ter acesso a determinadas coisinhas boas!!!
É bom reviver-se passagens maravilhosas, só que ao revive-las ficamos com a Saudade dentro de nós.

RENARD said...

Eu que sou parva todos os dias, lembrei-me disto:

http://www.youtube.com/watch?v=Yxfh7hFW6Lo

Vá-se lá perceber porquê... Que insensível que sou...
LOLOLOLOL

Hug sweetie

cecília said...

Velvet,

Regressei para lhe deixar um presente:

http://de-si-para-si.blogspot.com

Beijinhos

Patti said...

Que encontro tão feliz esse. Os pirilampos são insectos mesmo queridos, que também adoro. Imagino a tua surpresa ao vê-los assim no meio do parque.

Olha e o que me dizes da vizinha nova, a Si?
'Bora pedir uns raminhos de salsa?

BlueVelvet said...

Fa,
e não é?
Entre o pôr-do-sol e os pirilampos, nem sabemos qual escolher.
Beijikas

BlueVelvet said...

1/4 de Fadas,
nem acredito que fizéste uma festa de Haloween cá.
Fantástico.
E se fizessemos uma este ano???
Beijinhos, fadinha

BlueVelvet said...

Maria,
estás pirilampar? Ganda pinta. Posso apanhar-te?
No Alentejo vejo é as estrelas mas pirilampos nunca vi.
Já que o Norte não gosta de ti, volta que estás perdoada. Lol
Beijinhos, amiga

BlueVelvet said...

Cecília,
pois, estrelas também eu vejo, sobretudo no Alentejo. Até cadentes.
Mas pirilampos nunca vi.
After all New York is New York, right?
Beijinhos

BlueVelvet said...

Vekiki,
quando menos esperares acontece.
E se quiseres dicas, depois dou-te.
Beijinhos

BlueVelvet said...

António,
mas são saudades boas, que não doem.
Veludinhos azuis

BlueVelvet said...

Renard,
só és dia sim dia não.
Vais ver o que o teu comentário vai dar:))
Beijinhos raposinha matreira

BlueVelvet said...

Cecília,
muito obrigada.
Já fui a correr abrir e fiquei mesmo contente.
Ainda por cima nem faço anos nem é Natal.
Só mesmo a Si para um gesto tão delicado.
Obrigada, veludinhos azuis e boa semana

BlueVelvet said...

Patti,
adoro mesmo pirilampos. Nem queria acreditar. Aquela foto que pus no blog não é minha mas é lá. Imagina o efeito.
Quanto à vizinha, pois claro que já lá fui:))
Veludinhos azuis e boa semana

Luís Galego said...

que bom sentir esta cidade, ainda por cima através do olhar de algêm que ama aquela cidade....

1/4 de Fada said...

E eu sou lá pessoa de recusar um convite tão simpático? Aceito propostas e ideias para essa festa. Halloween é mesmo comigo!

Filoxera said...

De facto, a imagem que a F@ te enviou é aparentdada da de cima.
A história é simples, mas deliciosa. Ainda bem que vais relatando as tuas experiências em viagem.
Beijinhos.

carlota said...

Digam o que quiserem, mas para mim NY será sempre uma cidade mágica.
A 1ª vez que lá estive foi uns meses depois do 25 de Abril de 1974Nessa altura Portugal estava muito mal tratado, abandalhado e sujo.
As paredes todas cheias de cartazes e pintadas, as ruas sujas.
As herdades e algumas fábricas completamente ao Deus dará...enfim um quadro deprimente.
Cheguei lá dias antes do Natal e como deves calcular para mim uma menina nessa altura foi mágico.
Tudo enfeitado, as lojas e as montras eram espectasculares e existia tanta coisa que na altura cá nem sonhavamos.
Ainda me lembro de ao final do dia o meu pai levar-me ao Rockfeller Center para ver a arvore de Natal e as pessoas a patinar foi um momento que nunca mais esquecerei.
Depois fui crescendo e NY foi sempre tendo interesse para mim.
Pelos espectáculos, pelas compras, pelas diferentes culturas, por tudo e mais alguma coisa...tão simples como comer um donuts do "Dunkin Donuts".
Tenho saudades de lá voltar.

carlota said...

Digam o que quiserem, mas para mim NY será sempre uma cidade mágica.
A 1ª vez que lá estive foi uns meses depois do 25 de Abril de 1974Nessa altura Portugal estava muito mal tratado, abandalhado e sujo.
As paredes todas cheias de cartazes e pintadas, as ruas sujas.
As herdades e algumas fábricas completamente ao Deus dará...enfim um quadro deprimente.
Cheguei lá dias antes do Natal e como deves calcular para mim uma menina nessa altura foi mágico.
Tudo enfeitado, as lojas e as montras eram espectasculares e existia tanta coisa que na altura cá nem sonhavamos.
Ainda me lembro de ao final do dia o meu pai levar-me ao Rockfeller Center para ver a arvore de Natal e as pessoas a patinar foi um momento que nunca mais esquecerei.
Depois fui crescendo e NY foi sempre tendo interesse para mim.
Pelos espectáculos, pelas compras, pelas diferentes culturas, por tudo e mais alguma coisa...tão simples como comer um donuts do "Dunkin Donuts".
Tenho saudades de lá voltar.

Oliver Pickwick said...

A Big Apple tem seu charme. Mesmo descontando o marketing em doses para mamute dos norte-americanos.
Um beijo!