17 August 2008

PORTUGUÊS SUAVE

Hoje o assunto prende-se com leituras e livros. Porque já tinha pensado escrever sobre isto, e agora vem a propósito porque nos últimos dias andei a falar de livros com uma vizinha.
Embora tenha aprendido a disfarçar educadamente certas reacções menos próprias em sociedade, confesso que tenho muita dificuldade em não fazer cara de espanto e algum "disgust" quando alguém me diz que nunca leu um livro.
Porque ler faz parte da minha vida desde que aos 4 anos a minha avó me começou a ensinar a juntar as letras e não imagino a minha vida sem livros.
Lendo aprendo, sonho, evado-me, apaixono-me, sofro, rio, enfim, vivo.
E tenho para mim, que quem não lê, entre outras coisas, não pode escrever. Não é possível.
Mas já a contrária não é verdadeira.
Não é porque se lê muito que se consegue ser escritor/a. Mesmo que se escreva muito bem, pode faltar-nos um certo quid que não nos permite imaginar o enredo, pôr as personagens a falar, entrecruzá-las e dar um fio condutor à meada que nos conduz ao fim e que faz sair dos nossos dedos, um livro.
Eu que o diga, que tenho o título ( ou tinha, mas isso é outra história), os personagens, a história mas não há meio de pôr tudo isto em forma de livro.
Isto leva-me a outra questão:
Quem escreve um livro é um escritor/a?
Eu acho que é. Pode ser bom ou ser mau, mas quem escreve um livro é um escritor.
Ora a que vem isto tudo?
A propósito de uma data de pseudo intelectuais que nunca escreveram uma porcaria de uma linha e se encanitam todos contra alguma literatura a que chamam " cor-de-rosa", embora muitas vezes seja bem cinzenta.
Isto dito, quando há uns anos a Margarida Rebelo Pinto escreveu "Não há Coincidências" lembro-me de ter lido o livro de uma penada e de me ter divertido imenso. Afinal ler também tem um fim lúdico.
Embora o livro tenha sido um sucesso de vendas, quer esse quer os que se lhe seguiram, foram atacados de tal forma que era preciso ser muito corajoso para comprar e ler um livro dela.
Sobretudo se fossemos conotados com pessoas cultas, o melhor mesmo era mandar alguém comprar o livro por nós, para não nos olharem com um certo desdém.
Eu própria confesso que comecei a olhar a fininha de lado.
Acontece que me ofereceram o seu último livro, de título "Português Suave" que ainda pensei trocar, mas depois decidi ler.
Porque não? Também não vem daí mal ao mundo, pensei eu.
E li.
E gostei. Assumo que gostei e quem não gostar que eu tenha gostado, azar.
Primeiro tem que ler e depois dizer-me por que não gostou.
Do meu ponto de vista, é o seu livro mais conseguido.
Mais maduro, com um trabalho de pesquisa muito bem feito e com um enredo interessante.
Mas do que mais gostei foi do retrato das épocas e da descrição da forma de viver de certas camadas sociais.
Aquilo é a realidade. Pode ser uma realidade fútil, uma realidade doente, uma realidade na qual não nos revemos.
Mas é a realidade.
Como ela escreve a certa altura, " Confesso que cheguei a invejar-lhes a vida organizada e ordeira, os filhos sossegados e disciplinados, aquele modelo muito burguês, muito português suave, a que o Alexandre O'Neill chamava a alegria sonâmbula, a vírgula maníaca do modo funcionário de viver, tão morno, tão brando, tão baseado nas aparências e em tudo como deve ser, porque o parecer está ainda e sempre acima do ser, e o dever acima do prazer, do sentir, de tudo".
Ora, como não gosto do viver "português suave" nem de viver de aparências, lá terei que confessar que embora não acreditando que exista ali uma candidata ao Nobel, gostei do livro e ela é uma escritora.
Nota 1: Claro que o facto da Carolina Salgado e a Catarina Fortunato de Almeida ( ex-Tallon ), terem escrito umas coisas com formato de livro, não as torna escritoras. Pelo simples facto de que aquilo não são livros.

Nota 2: Tenho que fazer uma correcção: o 1º livro que li dela foi o "Sei Lá" e foi esse que me fez soltar grandes gargalhadas. Porque a expressão " Sei lá", não era usada como quando alguém nos pergunta uma coisa e respondemos: sei lá.
"SEI LÁ" era uma expressão muito usada há uns 8 ou 10 anos, tipo bengala, como agora há quem comece as frases por " Então é assim".
Depois disso li o "Não há coincidências" de já não gostei tanto por ser mutio repetitivo do género, e fiz um interregno que durou até à leitura do " Português Suave".

26 nhận xét :

Maria said...

A tua nota final não muda a minha opinião sobre o teu post.
O único livro que li dessa senhora MRP foi exactamente o primeiro que tu referes, e li-o porque me foi emprestado. Cheguei ao fim do livro e disse para mim que nunca mais leria uma coisa impressa escrita por ela.
Chama-lhe o que quiseres, e a mim podes chamar burra e loira, porque o defeito deve ser meu, dado o número de livros que ela vende...
Hoje em dia qualquer um publica, o que não faz dele/a necessariamente um/a escritor/a. O mesmo acontece com as cantigas. Toda a gente pode gravar um CD, o que não quer dizer que seja necessariamente um cantor (estou a lembrar-me neste momento do zé cabra...)
Já sei que ficas com a tua e eu com a minha...

beijos azuis

Maria said...

Pois é
Vê só as horas que são e eu aqui, de pedra e cal, a ver os jogos...
e estou a ver ténis desde as 7 da manhã

Já tenho os olhos quase trocados....
bjs

f@ said...

Antes de começar a ler cheguei a pensar que ias falar de uma marca de cigarros...
Nem quero crer que nos dias de hoje algum ser passe sem ler um único livrinho... mas tb conheço pessoas que lêem mto e não lhes serve de nada...
Da MRP só li Alma de pássaro e tb gostei... Andam outras "escritoras" por ai que munca escreveram nem uma linha...
E como em tuda na vida... suave ou car regada...
beijinhos das nuvens

Jotabê said...

Esta questão foi talvez a minha primeira grande desilusão enquanto ser humano. Tinha acabado de entrar na maioridade, e ficado impressionado, vá lá, moderadamente impressionado com uma frase, uma frase que acima de tudo me tinha soado bem, «um homem para se complementar com a humanidade tem de plantar uma árvore, fazer um filho, e escrever um livro, e viver em harmonia com tudo o isso implica».

A mensagem, inspirava uma filosofia, pelo menos como me foi explicada na altura; plantar a árvore significava respeitar a natureza, fazer o filho seria perpetuar o ser humano, e o livro a contribuição através do registo da palavra da sabedoria para ser partilhada por todos.

Mais tarde, construí a interpretação sustentada numa realidade mais prática, e foi aqui que a ‘porca começou a torcer o rabo’, enquanto que em relação ao plantar da árvore até tive o prazer de ser sido recompensado, sob a forma de laranjas e limões, em relação aos filhos, o facto de ter incluído ao acto da concepção o imenso prazer que retirei disso, agora, em relação ao livro deparei-me com a triste constatação de que, apesar de ter alguma sabedoria para partilhar, não tinha a arte para o conseguir fazer sob a forma de um livro. Um livro bem feito, claro está.

Considero que, mesmo as coisas mais simples, devem ser feitas o melhor possível. Aliás, esse até é um lema que uso amiúde, quando aqui com os rapazes os espevito para serem o mais perfeito possível, quando fazem, mesmo as coisas mais banais.

Agora imagina um livro, a sabedoria, a nossa sabedoria para ser partilhada por todos, escrita numa compilação medíocre.

Mas deixa estar que esta desilusão também se diluiu depressa, sustentei-me no bom-senso. Então agora temos de ser todos escritores, queres ver? É metáfora, só pode ser interpretada dessa forma. Mesmo assim pelo sim pelo não, plantei meia dúzia de árvores, e fiz dois filhos, para compensar.

Há na verdade muito escritor por aí, uns pseudo, outros na verdadeira acepção do termo, mas quanto a livros, não concordo contigo quando referes, que os livros das, Carolina e Catarina, não são livros.

Bem, são livros, podem ser maus livros, com as tais ‘sabedorias’ sem sabedoria nenhuma, que não nos interessam, mas são livros. O que está aqui em causa é que são livros que não foram escritos por elas. Foram escritos por algué que trabalha na, ou para a editora.

Os ‘livros’ delas, e esses sim não são livros, são as notas escritas e gravadas que originaram os livros, e essas sim minha amiga, é que eu gostaria de dar só uma vistinha de olhos.

Deixa-me também contribuir com uma obra ao nível das que aqui referiste, como é que te esqueceste do livro do Zéze Camarinha? Imperdoável.

Aproveito ainda para manifestar a minha solidariedade, pois temos essa incapacidade em comum, pois também eu tenho nesta ‘panela de pressão’ colocada em cima dos ombros, uma amálgama em ebulição de títulos, personagem e (his)estórias, pois..

:|

:)

beijocas

Patti said...

Há uns 10 anos eu li o 1º livro dela "Sei lá" e o 2º "Não há Coincidências" e ainda desfolhei o 3º que não me lembro o nome.

Nunca mais li nenhum, porque os temas eram recorrentes e a narrativa de pouco interesse. Não me identifiquei com o género. Achei o estilo fácil e pobre. Básico mesmo.
Mas não me admira que tenha sido um sucesso, num país onde os índices da leitura da população são vergonhosos.
Um país onde o que mais vende é o jornal "A Bola" e a revista "Nova Gente".
Isso diz tudo da educação e formação de um povo.

Mas isso não é novidade para ninguém.
Para mim o que é bastante mais grave é a atitude premeditada das elites literárias, dos críticos, da imprensa que fala sobre os tops de venda.

É inegável que ela pôs muita gente, que nem sequer um único livro tinha ainda lido na vida, a ler, aí isso ninguém lhe tira.

Que ela, com este "Português Suave" conseguiu atingiu um milhão, sim, um milhão de livros vendidos, é um facto incontestável.

E que este pequenino Portugal, de 10 milhões de habitantes se envergonhe de uma escritora portuguesa que atingiu esse nº de vendas e nem queira falar dela, é muito triste.

Principalmente de olharmos para a escrita horrível e mentirosa de um Paulo Coelho, que é um orgulho para um Brasil de quase 200 milhões de pessoas.
Se olharmos para aqueles escritores americanos de best-sellers onde só entra sexo, crime e dinheiro e não valem um corno.

E depois vem a velha guarda literária portuguesa, que lá do alto do seu pedestal, finge que nem vê as Margaridas desta terra, nem sabe quem são, nunca ouviram falar.
A raiva deles é tão grande e tamanha é a frustração que resolvem ser indiferentes.

Presunçosos, preferem ignorar dezenas de milhares de leitores ao invés de tentar entender o fenómeno. Ela é, sem dúvida nenhuma, um caso de sucesso!
Goste-se ou não da escritora e dos seus livros.

A crítica, simplesmente a ignora! Nem apreciação dela fazem e isto é uma prova de tacanhez muito provinciana. Ignora-se leviana e gratuitamente os gostos de milhares de portugueses que a elegem.

É de uma profunda ignorância, altivez e snobeira colocar de parte quem não pertence aos eleitos.

Isto tudo, é muito mais triste e vergonhoso para mim, do que aqueles que compram livros da MRP.

Multiolhares said...

Infelizmente existem muitas pessoas que nunca leram um livro.
Vivo na Nazaré e aqui as pessoas mais idosas, poucas sabem
escrever o próprio nome, logo em crianças começavam na labuta diária, Trabalho
infantil? Exploração infantil ou simplesmente necessidade, não sei.
Hoje em dia na verdade também não vejo grande interesse nos miúdos se
Iniciarem na leitura, será a Net? Os jogos? O se sentirem adultos muito cedo e ocuparem os tempos livres em diversão nocturna, enfim, a leitura na verdade sinto que
Tem sido relegada para segundo plano.
Bom domingo

1/4 de Fada said...

Nunca li nada da MRP, por isso não posso pronunciar-me sobre os livros dela. Quando deixei os livros de miúda e comecei a ler os de gente "grande", devorei tudo indiscriminadamente,desde os clássicos russos até aos género "John o chauffeur russo" e só depois é que passei a ser mais selectiva. Hoje sou capaz de deixar um livro por acabar, por falta de paciência para o "aturar", mas sou uma leitora compulsiva, ando de livro para todo o lado. Por isso adorei o teu post e compreendo perfeitamente o que queres transmitir.

BlueVelvet said...

Maria,
hehe, estava doidinha para ver o teu comentário.
Sabia que vinha chumbo do grosso:))
Até que foste muito comedida...
Loira burra? Tu? Está bem...
Um bocadinho fundamentalista mas isso até te dá graça.
Deves estar é com um torcicolo de tanto ténis.
Beijinhos e bom soninho

BlueVelvet said...

Fa,
é isso mesmo.
Como tudo na vida há que saber separar o trigo do joio, mesmo que o trigo não seja de 1ª.
Há bem pior por aí e todos acham que são o máximo.
Beijinhos e veludinhos azuis

BlueVelvet said...

Patti,
era isso que pretendia dizer com este post.
Só porque não se gosta não se pode ignorar.
E mais, há que ler para saber por que razão não se gosta.
Como dizes Harold Robbins ou Jackie Collins escrevem o que escrevem e são respeitados e venerados, além de multimilionários.
A inveja, a arrogância e a snobeira são muito maus conselheiros, mas neste país é o que há mais.
Beijinhos e bom domingo...de leituras

BlueVelvet said...

Jotabê,
saltei-te por cima, sry:)))
Sabes que esse teu lema de vida era o do Churchill que dizia: o que se faz, que se faça bem feito.
E não é que me esqueci do Zézé Camarinha? Imperdoável...
Pois eu também já plantei as àrvorezinhas e tive 2 filhos.
A ver vamos se consigo dar à luz o livro.
Uma coisa é certa: não é escritor quem quer.
Escritor, não compilador de frases em folhas encadernadas.
Beijinhos e bom domingo

BlueVelvet said...

Multiolhares,
são todas essas razões que invoca e uma mais comezinha: o nosso povo simplesmente não tem o hábito da leitura.
E nem se diga que é por falta de dinheiro, porque um bilhete para ir aos estádios ver um jogo pode custar tanto ou mais que um livro.
Veludinhos azuis

BlueVelvet said...

1/4 de Fadas,
John o chauffeur russo faz parte do trilho literário de quem hoje gosta de ler e escolhe bons escritores.
Como "Os cinco", por exemplo.
Tudo tem um começo e esses são obrigatórios.
E o Tintin? O Astérix? Tantos, que hoje nos permitem ler e sentir a diferença entre o bom e o mau.
Beijinhos e bom domingo

JC said...

Será que é apenas pela leitura, pelos livros que se lêem ou pela qualidade dos mesmos que se mede o indíce cultural dum povo?
Pobre Páis onde isso acontece...
Será que não há outras formas tão ou mais importantes a complementar a anterior para fazer essa avaliação?
Além disso, cada um lê o que bem entende, jornal a Bola, MRP, António Lobo Antunes, Miguel Torga, MEC, Miguel Soousa Tavares e tantos outros que podia citar.
Será que ler jornais ou revistas técnicas também não complementam a cultura das pesssoas?
Aco que a cultura ou o nível cultural dum povo são muito vastos para poderem ser medidos da forma que algumas pessoas o fazem ou ptrtendem fazer.
Será que são elas as cultas, as eruditas deste País? Serão elas as donas da verdade? Provavelmente julgam que sim...
Beijinhos

Justine said...

Nunca li nada da RP, mas sempre achei que é melhor ler tudo que não ler nada. E ler é sempre viajar, viver e aprender.

Donagata said...

Já o disse mais do que uma vez, mas vou repeti-lo. Na minha opinião, não há livros (quando são livros e concordo com a tua nota 1)que devam ser lidos e outros que não.
Sou uma leitora compulsiva e ecléctica. Leio de tudo e, quase sempre, consigo extrair algo de positivo de um livro mesmo quando, na minha opinião (não sou crítica literária)é mau.
Já escritora é coisa que nunca serei capaz de ser.
Em relação aos livros da Margarida Rebelo Pinto li (e comprei-os eu descomplexadamente, também não tenho pretensões a intelectual...) o "Sei lá", o "Não há coincidências"e "Alma de pássaro" e não li mais porque entendi que seguiam todos uma matriz muito próxima, que obviamente era bem sucedida, mas em relação à qual eu já não sentia curiosidade.
Li-os com agrado, por vontade própria, ninguém me obrigou, e, estou mesmo tentada a comprar o tal de "Português Suave" esperando ter uma agradável surpresa.

BlueVelvet said...

JC,
claro que todas as leituras são válidas.
Só que quando a maioria só lê a Bola ou a Nova gente, a coisa complica-se.
Claro que cada um é livre de ler o que quer, mas um bom livro será sempre um bom livro.
Beijinhos e veludinhos azuis

BlueVelvet said...

Justine,
tens toda a razão: antes ler tudo que nada.
Beijinhos

BlueVelvet said...

DonaGata,
acho que se o leres vais ver uma diferença grande dos outros, até porque este é quase uma crónica de costumes. ou pelo menos eu assim o entendi.
Beijinhos e veludinhos azuis

Sunshine said...

Adoro ler. Tenho sempre na mesa-de-cabeceira livros: os que estou a ler, aqueles que vou ler a seguir. Alguns livros permanecem lá depois de lidos, por algumas semanas, às vezes meses, para reler uma frase, um parágrafo, um poema...
Da Margarida Pinto Coelho só li "Não há coincidências", não gostei muito. Acerca do tipo de literatura lembro-me de um episódio que se passou comigo:numa livraria vi um livro que folheei e me chamou a atenção, mas não o comprei porque o título "Baunilha e Chocolate" não me agradava, cheirava-me a literatura cor-de-rosa. Folheei o livro várias vezes até que me decidi comprá-lo. Gostei muito do livro. Agora prefiro não utilizar rótulos.
Beijinhos com raios de Sol

BlueVelvet said...

Sunshine,
concordo contigo.
Também fujo a rótulos.
Beijinhos de veludo

Pitanga Doce said...

Olha, eu fui bem mais longe que todos vocês. O primeiro que li da autora foi As Crônicas da Margarida. Depois vieram os já comentados e então Alma de Pássaro. Os próximos começaram a se repetirem, o que não é exclusividade dela. Há momentos em que os autores devem baralhar os personagens e vai daí...Ainda digo mais. Li Diário de Uma Ausência e Vou Contar-te um Segredo.
É que sou teimosa, sabem e fico à espera que as coisas melhorem. Antes de vir para cá comecei o segundo livro da Maitê Proença e não consegui terminá-lo e olha que tentei diversas vezes. O primeiro foi bom porque eram crônicas que ela escrevia nos jornais.

Achei o máximo a definição da leitura de Paulo Coelho pela Patti. Confesso que nunca consegui ler um livro dele assim como os de Saramago. E agora? Vamos andar à caça as bruxas? Nem todos são Sidney Sheldon ( e deve haver quem nem goste)

O que importa é ler e não ter medo de ser policiada e nem andar com um livro de Freud do lado de fora da bolsa, no metrô, para dizer que somos "bem resolvidas". hehe

beijos Blue

BlueVelvet said...

Olha a Pitanguinha!
Olá portugesinha do coração.
Tomara que fosse pelos livros que lemos que se visse se somos bem resolvidas.
Era bom era...
Beijinhos e boas férias

Cerejinha said...

Logo que sairam li o "Sei lá" e não cheguei ao fim do "Não há coincidências". Dessas duas obras primas a única coisa que me ficou na cabeça foi a capa amarela de um deles e de haver um personagem masculino que usava sapatos de berloques.
Não me convencem a ler mais nenhum...
No que diz respeito a "literatura cor-de-rosa" prefiro lê-la em inglês pois sempre me traz algum valor acrescentado - umas palavras novas aqui outras ali.
:-)
Não, também não sou pseudo-intelectual. Confesso que nunca li Saramago nem Lobo Antunes embora estejam ambos "em lista de espera" :-)

Carlos Barbosa de Oliveira said...

OH Nãooooo! Li um livro dessa gaja ( uso o termo, porque ela gosta de português vernáculo) cujo título não me lembro e detestei. MRP pensa que literatura é alinhar meia dúzia de ideias feitas , juntar-lhe dezenas de palavrões e descrições risíveis de cenas de sexo. Costumo catalogar pessoas como ela de "poucachinhas". Têm muito pouca coisa dentro da cabeça, julgam-se intelectuais e aspiram à descoberta da pólvora. MRP faz-me lembrar uma personagem de um livro de Paulo Coelho, mas carregando ainda mais frustrações. Definitivamente, passo!
Conchinhas e beijinhos

Filoxera said...

Leio sempre que posso. Já li um ou outro livro dela, mas este não.
Beijos.