24 February 2008

SOCORRO


Socorro,
não estou sentindo nada.
Nem medo,
nem calor,
nem fogo.
Não vai dar mais pra chorar,
nem pra rir.
Socorro,
alguma alma,
mesmo que penada
Me entregue suas penas.
Já não sinto amor,
nem dor,
já não sinto nada.
Socorro,
alguém me dê um coração
Que esse já não bate,
nem apanha
Por favor,
uma emoção pequena
Qualquer coisa
Qualquer coisa que se sinta
Em tantos sentimentos
Deve ter algum que sirva

Socorro,
alguma rua que me dê sentido
Em qualquer cruzamento,
acostamento,
encruzilhada...
Cassia Eller

14 nhận xét :

Maria said...

De túlipas e lágrimas vestida... que linda!
A Cassia Eller também se foi embora antes do tempo....

Bom domingo, Blue
Beijinho
(sei que devo ir ao post abaixo, mas não é agora...)

Ana Fernandes said...

tem tudo a ver com o que eu sinto as vezes. e "não tem explicação" eueuehuehuehueheuheue

Pena said...

Simpática Amiga:
Este "Socorro" vive de desejos sentidos, profundos e belos.
Um imenso apelo de ternura, um carinho existente lado a lado consigo, que faz deliciar.
As palavras expressas seguem um rumo bem definido e de magia que enternece e que é apaixonante ler.
Cativa. Prende. Conquista com arrebatamento.
Brilhante versejar. Doce.
Dou-lhe os meus mais sinceros parabéns. Excelente escolha para um Domingo sorridente que aqui é chuvoso.
Beijinhos amigos de estima enorme

pena

Manuel Damas said...

Há desafio novo...
(e distrai, e motiva...)

Olá!! said...

Socorroooo estou apaixonadoooo
Blue??? Toca a levantar o astral...
Beijosssssssssssss

nuvem said...

Palavras para quê? Ela já as usou todas...

Beijos, querida :)

Manuel Damas said...

Oh "Blue"...não estamos a precisar de duas sapatadas no rabiote, por acaso?????

Ka said...

Querida amiga,

Como diria o outro "tristezas não pagam dívidas" portanto toca a levantar a moral. Descansa bem hoje pois amanhã de manhã terás um dia novo a estrear e pronto para te receber cheio de coisas boas :)

beijinho e fica bem!

macaw said...

"Viver sempre também cansa!
O sol é sempre o mesmo e o céu azul
ora é azul, nitidamente azul,
ora é cinza, negro, quase verde...
Mas nunca tem a cor inesperada.
O Mundo não se modifica.
As árvores dão flores,
folhas, frutos e pássaros
como máquinas verdes.
As paisagens também não se transformam.
Não cai neve vermelha,
não há flores que voem,
a lua não tem olhos
e ninguém vai pintar olhos à lua.
Tudo é igual, mecânico e exacto.
Ainda por cima os homens são os homens.
Soluçam, bebem, riem e digerem
sem imaginação.
E há bairros miseráveis, sempre os mesmos,
discursos de Mussolini,
guerras, orgulhos em transe,
automóveis de corrida...
E obrigam-me a viver até à Morte!
Pois não era mais humano
morrer por um bocadinho,
de vez em quando,
e recomeçar depois, achando tudo mais novo?"

Fizeste-me lembrar este poema de Gomes Ferreira! Às vezes ficamos cansados de viver e acabamos por não sentir nada ou não querer sentir nada, mas podemos renascer a qualquer momento se assim o decidirmos!

Bjinhoooooooooooooooos linda! ;)))

Ana said...

Blue,ariscaria dizer que este grito da Cássia Eller,hoje é um grito teu!:(.
Se assim for,só espero que depois de o dares te sintas menos desiludida!

Beijinhooo doce,:))

Lisa's mau feitio said...

Veludinho Azul...

Espero que estejas bem.
Este "socorro" pareceu-me ser teu.

Quero ajudar.
Estou sempre aqui.

força no que quer que seja, no que quer que precises.

com carinho,

Lisa

samuel said...

Era uma "figuraça" a Cássia Eller, mas fez um caminho cuja maior utilidade foi mostrar-nos por onde não ir.

Abreijos.

Carminda Pinho said...

Blue,
infelizmente este poema de Cassia Eller, descreve aquilo que tantos de nós sentimos às vezes...
Qualquer coisa, sabes onde estou...
Beijos

Oliver Pickwick said...

Eterna Cassia Eller, rainha da fossa, da dor de cotovelo e da angústia.
Beijos!